<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288</id><updated>2012-02-02T19:31:25.668-02:00</updated><title type='text'>RONEY SIGNORINI</title><subtitle type='html'>CONSULTORIA EDUCACIONAL SUPERIOR</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-7743927412538981217</id><published>2012-02-02T19:31:00.000-02:00</published><updated>2012-02-02T19:31:25.672-02:00</updated><title type='text'>Lenha na Lareira das Vagas*</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&lt;br /&gt;Assessor e Consultor Educacional &lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roney.signorini@superig.com.br"&gt;roney.signorini@superig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição de VEJA, dia 21 de janeiro/12, como sempre, o economista Gustavo Ioschpe brindou os leitores com excelente artigo tratando do corte de vagas em instituições de ensino superior como sendo crime de lesa-pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura que sempre agrada muito, mergulhar no título, avançar pelo lide e iniciar com a fome que Deus nos deu pra ver onde a coisa vai chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ganha idade depois dos sessenta, atravessando situações, postos e cargos administrativos ou executivos, sabe bem o que significa “...chegou pessoal novo no andar de cima.” No caso, no MEC.&lt;br /&gt;E a observação serve para qualquer tipo de atividade profissional/empresarial, inclusive no setor educacional. Inexiste a continuidade, retocada/melhorada/aprimorada. Não, é guilhotina e pá de cal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O articulista, solta os cachorros no ex-ministro por ter cortado 50 mil vagas em cursos universitários, das quais 30 mil na área da saúde, atribuindo a medida como pretensão do MEC em elevar a qualidade do sistema, sob argumento que melhores instituições cresçam ao adicionar as vagas subtraídas das condenadas. &lt;br /&gt;Vaga é um espaço como os também existentes em currais, galinheiros, estábulos e estacionamentos.&lt;br /&gt;Afinal, o que é vaga para efeitos educacionais senão a oportunidade de ingresso, desfrute e término de uso da oportunidade na conclusão do curso?&lt;br /&gt;Vaga, para sentido técnico no setor, é a unidade solicitada quando do pedido de autorização de funcionamento do curso. Mas ela é extremamente dinâmica a partir da nenhuma ou total autonomia da instituição na criação dela(s). O cinetismo de uma vaga avança espacial e temporalmente, pois a demanda pode crescer ou diminuir em consequência de “n” fatores que gravitam em torno não só da instituição, mas também da sociedade, nos nichos profissionais, na modernidade ou obsolescência de setores produtivos. A mantenedora quando solicita “x” vagas para qualquer curso o faz com atropelo, exorbita e prodigaliza, pois a distância que separa o pedido, passando pela autorização efetiva, a implementação operativa do curso até a formação da turma carrega uma distância sideral ( quase 6 a 7 anos ) e ninguém tem bola de cristal para contemplar o futuro profissional/empregabilidade. Assim, quantidade de vagas é uma falácia. Sobretudo porque mantenedores afoitos “estabelecem” o número sempre baseados nos territórios disponíveis da planta institucional. Nem sempre consideram a exaustão da clientela no bairro, na cidade, no setor profissional, etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso justifica que 73% das vagas cortadas dentre as 50 mil (36.500) eram ociosas. Mas por que, em quais cursos, desde quando, onde ( regiões )? Quais motivos levaram a essa ociosidade? Talvez a irrealidade local, valor das mensalidades, saturação na empregabilidade, despreparo institucional (laboratórios, biblioteca, inexistência de práticas e estágios), carência de corpo docente? Afinal, há muitas perguntas sem respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão mais importante é saber e responsabilizar quem administrou tais vagas, ou seja, elas foram solicitadas e anuídas pelo Conselho Nacional de Educação, na postulação da abertura dos cursos, sem avaliação aprofundada ? A análise foi levada às últimas consequências, não de quem as ocuparia, mas de quem proporia o curso/conteúdos/currículo, etc. etc., para dar consecução mínima de empregabilidade, última instância do consumidor do serviço educacional na graduação ? E que a utilização delas corresponderia atitude responsável para responder à avaliação do SINAES ?&lt;br /&gt;Afinal, quem é o responsável pela extinção das vagas? O aluno/consumidor/cliente, o CNE que permitiu a abertura do curso com um exagero de vagas, a Coordenação do curso, o corpo docente a quem se atribuiu aulas, o Mantenedor descuidado (crédulo e ingênuo ), aos avaliadores in loco ? Como é que fica? Sobrou para o alunado, para o mercado de trabalho, para a (ir)responsabilidade social das IES, para a tirania do ENADE, SINAES?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho particular interpretação, muito pessoal, sobre a questão VAGAS e, de certa forma, partilhando-as com o articulista Ioschpe. &lt;br /&gt;Vamos acabar com a ideia quantitativa e semântica da palavra VAGA transformando-a em OPORTUNIDADE com um aviso a todos os Mantenedores do país: criem OPORTUNIDADES À VONTADE, considerando sua capacidade de ocupação territorial/espacial, pois não temos tempo nem condições de ficar contando e confirmando a quantidade de clipes ou grampos vendidos em caixinhas nas papelarias. Por outro lado, a confirmar posições, o mercado seleciona. Não tá bom ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior, único e exclusivo interessado na criação ou extinção de OPORTUNIDADES (LEIA-SE DE TRABALHO) é o consumidor de tal serviço, mas nem por isso deixando o MEC de exercer o poder fiscalizatório legal. O cliente decide entre ingressar, continuar, parar, transferir-se e concluir o curso. Continuam as avaliações e publicadas na mídia. O aluno resolve. Quer democracia maior e melhor? Sócrates está sorrindo no Panteão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para provocar, não é que o articulista tem lá sua razão ao alfinetar o Ministro perguntando, por isonomia e equidade, por que também não suprimir vagas da educação básica a se empregar o mesmo critério de escolas ruins na avaliação e desempenho ? O PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos)está com a palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• São pleiteadas pelas IES nos processos conduzidos ao CNE para autorização de curso. Autorizadas, são discriminadas quer semestrais ou anuais nos turnos de funcionamento –matutino-vespertino-noturno. Daí decorrer a fixação da oferta nos Editais de processos seletivos, que realizados em caráter classificatório levam as IES à convocação dos candidatos para a matrícula, até o volume editalizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-7743927412538981217?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/7743927412538981217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=7743927412538981217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/7743927412538981217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/7743927412538981217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2012/02/lenha-na-lareira-das-vagas.html' title='Lenha na Lareira das Vagas*'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-6801340222408139004</id><published>2011-10-24T10:31:00.003-02:00</published><updated>2011-10-24T10:34:59.961-02:00</updated><title type='text'>Quem Vai Pagar a Conta?</title><content type='html'>&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 7.5pt;"&gt;&lt;strong&gt;Prof. Roney Signorini&lt;br /&gt;Consultor Educacional&lt;/strong&gt; roneysignorini@ig.com.br&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 7.5pt;"&gt;Na sexta-feira, 21, acordamos com o noticiário educacional informando sobre o aumento da carga horária diária na educação básica (fundamental e médio), que pode passar de quatro para cinco horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnecessário dizer que alguém terá de pagar essa conta, nas públicas e nas privadas. Na área educacional há modalidades diferenciadas de relações trabalhistas: o mensalista, o aulista, o horista, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, subir a carga de 800 horas em 200 dias letivos para 1.000 horas, ou seja, um acréscimo de 25% poderá encarecer essa prestação de serviço diretamente ao Estado e no bolso dos pais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal aditivo de uma hora nas atividades escolares levará as administrações escolares a injetar meia hora antes do horário regular e a outra meia hora após o horário que vinha terminando, ou a hora cheia será anexada antes, por exemplo, a partir das sete horas? Quem sabe colocada após as 12, assim chegando o expediente até às 13 horas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela frente vislumbram-se convulsões, revoluções, embates, discussões que estarão antes e após as salas de aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas capitais, com trânsito já assoberbado e sobrando pelo ladrão, a coisa vai ficar pior.&lt;br /&gt;Os custos administrativos das escolas vão subir de tal forma que o repasse é mais do que lógico, restando saber a que proporção. Do servente ao faxineiro, dos operadores das secretarias ao pessoal da segurança e, é claro, a massa docente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cantineiros vão soltar rojões, pois qual criança fica sem comer por cinco horas?&lt;br /&gt;As merendas nas públicas precisarão ser reforçadas, e como. &lt;br /&gt;No tocante aos conteúdos das disciplinas, vão sobrar tapas e bofetões nas nem sempre pacíficas reuniões pedagógicas, agora estimuladas por vai tirar de onde, vai colocar onde, ou melhor, vai agregar o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mexer com conteúdos é mister muito delicado, pois é possível manter os tradicionais, só alongando a proposta, lembrando o exemplo do pé pequeno em sapato grande ou vice-versa. Ou seja, um conteúdo que exige(ia) 4 horas de aulas pode com mais folga ser colocado em 8 ou mais horas, mais devagar com o andor. Como se vê, não se tratará de agregar novos e mais conhecimentos, novamente caindo na vala do jeitinho brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lições, exercícios, tarefas e deveres de casa, para otimização do horário, poderão muito bem passar a ser feitos nas salas, para justificar o adicional de uma hora. É o ideal?&lt;br /&gt;A discussão foi lançada mês passado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, dias depois de os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) mostrarem que diminuiu a proporção de escolas públicas entre as tops do país. É o que afirma o jornalista Fábio Takahashi, da Folha de S.Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica um tanto difícil de entender é que a educação básica, digamos, a partir da década de 50 e até recentemente, tinha onze anos (4 de primário, mais 4 de ginásio (ou 8 de ensino fundamental) e mais 3 de colegial (ou ensino médio)). Resolveu-se, então, adicionar mais um ano ao fundamental e nem assim encontrou-se solução. A expansão de cargas horárias é a saída ou também passa por melhores e maiores competências docentes nas salas de aulas, de modo, aí sim, a avaliar o desempenho do alunado com efetiva avaliação desses docentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jogo de futebol nos permite uma análise de carga horária, pois a contenda ocorre em regulamentares 90 minutos. Eventual prorrogação busca completar o tempo em decorrência de paralisações. Entre pernas-de-pau nem com quatro horas de jogo vai ocorrer gol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 7.5pt;"&gt;Se aconteceram gols ou não, a história é outra e assim devemos voltar os olhares para as competências dos jogadores. O que é que o relógio/tempo tem a ver com isso? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 7.5pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A disciplina e sua carga horária&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Fixada para ter 40 horas/aulas-semestrais e abrigar os conteúdos previamente estabelecidos, a oferta de uma disciplina de curso, à razão de 2 horas/aula-semana transcorre durante 20 semanas (ou 100 dias letivos). Divirta-se fazendo outros cálculos, com 4horas/aula e 40 semanas (200 dias letivos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando os números abaixo, na hipótese de o início da aula acontecer com 5-10-15 ou 20 minutos de atraso, bem como se finalizada com iguais 5 ou mais minutos antes do término regulamentar, tem-se resultados desastrosos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NCbBtHsAhZY/TqVa4p-2vCI/AAAAAAAAABI/q1P-MdTQC1Q/s1600/tabela_outubro_2011.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" src="http://1.bp.blogspot.com/-NCbBtHsAhZY/TqVa4p-2vCI/AAAAAAAAABI/q1P-MdTQC1Q/s320/tabela_outubro_2011.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 7.5pt;"&gt;  &lt;br /&gt;Na Tabela, usando o indicador mais radical, suprimindo-se 20 minutos de cada aula/encontro que deve ter 100 minutos, ao longo de 20 semanas, na disciplina programada para carga de 40 hs/aulas/semestrais, restarão 32 hs/aula porque os atrasos representam 400 minutos (que é igual a 8 hs/aula).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao considerar também alguns acidentes de percurso como feriado, falta de energia, greve de transportes, enchentes ou questões de saúde, etc., adicionem-se outros tantos encontros perdidos, chegando facilmente a umas otimistas 24 a 28 horas daquelas que deveriam ser 40 hs/aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo adotou uma única disciplina semestral, mas o aluno tem em média 5 a 6 disciplinas nesse período, totalizando 40 a 48 disciplinas durante um curso de 8 semestres (4 anos). É realmente fatal para a educação e inteligência nacionais a incidência dessa perda, que pode subtrair até 800 horas de um currículo. Tomando como exemplo um curso programado para uma carga total de 3.200 horas, significa 25% de aula/conhecimento não dado e não aprendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a pontualidade de horário fosse cumprida plenamente, nossos jovens, com certeza, estariam se formando com mais competências.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-6801340222408139004?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/6801340222408139004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=6801340222408139004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/6801340222408139004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/6801340222408139004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2011/10/quem-vai-pagar-conta_7474.html' title='Quem Vai Pagar a Conta?'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NCbBtHsAhZY/TqVa4p-2vCI/AAAAAAAAABI/q1P-MdTQC1Q/s72-c/tabela_outubro_2011.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-932088048947237856</id><published>2011-07-07T13:54:00.000-03:00</published><updated>2011-07-07T13:54:08.017-03:00</updated><title type='text'>A culpada é a Geni</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&lt;br /&gt;Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roney.signorini@superig.com.br"&gt;roney.signorini@superig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quem, afinal, é a Geni no tocante aos resultados dos últimos exames propostos pela OAB, em nível nacional? São as faculdades, a própria OAB e as dificuldades nos testes, o MEC, o Inep e suas avaliações, o CNE e suas aprovações de cursos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento. Nove entre dez são reprovados? Aí tem gato na tuba e miando num diapasão irreconhecível: Rá diminuto. Dá pra entender? Claro que não! Não existe isso. Ou seja, continuam buscando o vilão onde ele não está e nunca esteve: no curso superior. É a história do “mais embaixo”: no fundamental e médio. Claríssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma dúvida que todos os cursos de Direito propugnam por manter os melhores docentes / profissionais, operadores do Direito na ativa ou fora dela, mas atuantes em qualquer esfera jurisdicional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda há quem queira suprimir o exame da OAB. Peraí, mano? Qual é? Tá prevalecendo a cartilha do “Nóis vende os peixe”. Alguma dúvida de que o cidadão não vai entender muito bem a leitura dos códigos (Civil – Comercial – Tributário – Penal – Eleitoral – Trabalhista, etc. etc.)? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler até que é possível, mas interpretar, a sintaxe, ops! Tem uma distância abissal entre as duas paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo da premissa de que o advogado é fundamentalmente um grande comunicador, escrevendo, falando ou usando gestos, o leitor tem a informação de algum curso de Direto no país cujo currículo contemple linguística, semiologia e semiótica, para não dizer os princípios normativos da gramática? A pergunta é óbvia diante de tudo que temos lido sobre cartilhas, ensino público, etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, vamos organizar o galinheiro: galinhas para cá e galos para lá, porque quem conhece o ambiente, digamos assim, promíscuo, dos galináceos, vai logo entender a mixórdia que é o entretelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, de nada adianta ler e/ou interpretar dispositivos normativos legais sem poder levá-los à discussão, à luz da argumentação e/ou persuasão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja uma saída. Vale a pena tentar com uma turma. A relação custo-benefício é muito pequena. Aposto na proposta de incluir uma disciplina de 4h semanais/anuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás coloquei os meus argumentos para coordenador de curso que os levou para mantenedor. Não foi aceita. O motivo : custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai: se o advogado é fundamentalmente um comunicador, por que ele não sabe nada sobre isso – a COMUNICAÇÃO –, em todas as suas dimensões, oral, escrita, gestual, ou seja, verbal e não verbal?&lt;br /&gt;O que a nova geração de advogados sabe sobre linguística, semiologia e semiótica ? Qual teoria de comunicação conhece esse novo advogado ?&amp;nbsp;Os veteranos correram atrás num autodidatismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos advogados, promotores e juízes já adotou, ou melhor, descartou as linguagens rançosas e passou a usar textos que, embora menos formais, perseguem a clareza informacional, respondendo às perguntas básicas de qualquer texto jornalístico: O QUÊ, QUEM, QUANDO, COMO, POR QUE, ONDE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que vale o conhecimento das leis contidas nos códigos se os operadores do direito não têm a mínima condição argumentativa/persuasiva, dependente de um discurso bem estruturado? E, por força das condições, gramaticalmente correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar, não desacredito na competência de corpo docente assim como não subestimo a inteligência dos alunos. A iniciativa não tem nada a ver com SANTOS &amp;amp; MILAGRES, é só uma questão de vontade mesmo, de visão, para instrumentalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem Juiz, Promotor e Desembargador, todos aposentados, com extremada dedicação&lt;br /&gt;à vida jurídica, passando vergonha nas lides educacionais porque não contam com o mínimo de discernimento dos mantenedores apoiando-os no suporte da expressão da língua, da gramática para dar apoio aos entendimentos, pareceres e julgados à luz dos Pessoas ou Camões, Ruys e demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se in vino veritas, in verba et verbo veritas, ou seja, terá muito valor aplicar recursos numa disciplina, acrescentada ao currículo, que dê um norte linguístico às petições e recursos. E está aberta a “porta da esperança”, para todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa analogia simples, nossos futuros causídicos estão sentados numa Mitsubishi último tipo, parados na estrada, sem combustível. Pode ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-932088048947237856?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/932088048947237856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=932088048947237856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/932088048947237856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/932088048947237856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2011/07/culpada-e-geni.html' title='A culpada é a Geni'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-4371780456576567545</id><published>2011-06-01T11:56:00.000-03:00</published><updated>2011-06-01T11:56:38.358-03:00</updated><title type='text'>Gramática Corrupta (também?)!</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&lt;br /&gt;Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roney.signorini@superig.com.br"&gt;roney.signorini@superig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o último dia 13 instalou-se uma farra bovina da gramática quando dezenas de vozes se levantaram quanto ao uso de livro didático do MEC que defende o emprego de linguagem popular. Valha-me Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espocaram manifestações radicais, pontas de icebergs, como a de Clóvis Rossi, pela Folha, que suscitou dezenas de pedradas iranianas, bem como o moderado Pasquale Cipro Neto. Salomão Schvartzman esteve no palco da Band NewsFM, Thais Arbex (IG São Paulo). Pela Folha Dirigida botaram a boca no trombone Terezinha Machado da Silva, Alessandra Bizoni, Antonio Luiz Mendes de Almeida e Terezinha Saraiva. Pelo jornal O Globo surgiu Marcos Bagno e muitos outros. A Academia Brasileira de Letras também se manifestou por nota oficial discordando da posição do MEC querendo justificar a desnecessidade de observação das normas cultas do idioma nos livros de Língua Portuguesa. “Vamo nóis”. Bom, não é mesmo?. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulada e cacetada pra todo lado, pernada, rabo de arraia, mordida e beliscão em todo mundo, todo lugar, o que estiver pela frente. Por pouco não se xingaram as genitoras. Minha Santa. Pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de alçadas nos tribunais, de quem tem ou não razão, se Machado, Camões, Ruy ou Fernando Pessoa, com certeza eles estão com coceiras nos túmulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá pra nós, como é que fica a avaliação das redações nos exames vestibulares se a norma for derrubada em prol de “nós pega os pexe”? Como fica isso?&lt;br /&gt;Não só quanto aos seletivos que já estão ocorrendo, os que virão, mas, sobretudo, aos que já aconteceram e exatamente por negarem as normas aprovaram milhares de candidatos. Ooppss! Nem estou falando do Enem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manifestações de prós e contras confrontam a língua falada com a escrita e não me consta vestibular na modalidade oral. O leitor conhece algum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente numa sexta-feira, 13, “pintou” na internet a primeira consideração sobre o assunto em críticas ao livro Por uma Vida Melhor, com 485 mil exemplares, da coleção VIVER APRENDER, a um custo de R$ 5 milhões. Ignoro se os R$700 mil atribuídos à autora já estão incluídos no custo total. O MEC não perdeu tempo e saiu logo defendendo o uso de livro didático com linguagem popular. Isso é comunização ou tem outro nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saudades da velha cartilha Caminho Suave, obra didática de alfabetização, concebida pela educadora brasileira Branca Alves de Lima (1911-2001), pela qual gerações aprenderam as primeiras letras, e eu por volta de 1952 no Grupo Escolar Cardeal Leme. Não fosse a paciência ou benevolência da professora D. Olga teria experimentado minha primeira reprovação na escola. Redigindo uma “narração”, tasquei o que a meninada falava no pátio: bater faião (aquele que falta às aulas, tem falta – linguagem coloquial, regional, gíria ou ignorância mesmo?). O impropério registrado numa provinha era tão grave que fui conhecer a Diretora. Acompanhou-me um coleguinha que se utilizou da palavra mertegue para indicar manteiga. Pode? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao assunto, dias depois, o gramático Evanildo Bechara, da ABL e autor da Moderna Gramática da Língua Portuguesa, cuspiu fogo: “O aluno não vai para a escola para viver na mesmice e continuar falando a língua familiar, a língua do contexto doméstico ‘nós pega os pexe’”. Ou seja, quis dizer que o aluno vai para a escola aprender a norma culta. O cientista, no entanto, se apresentou condescendente com a lava vulcânica gramatical capaz de destruir dezenas de Pompeias, como refém ou cúmplice da discussão ora implantada. Pelo texto publicado, ele não absolveu nem condenou a autora da famigerada obra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, para que a existência de cursos de Letras nas licenciaturas? O curso existe para que e por quê? Para o ensino e aprendizagem da língua familiar? Dos “mano” da Cracolândia?&lt;br /&gt;Se o propósito é/era liberar geral, pra que todo o esforço aplicado no encaminhamento do aprendizado da norma culta ao longo desses séculos?&lt;br /&gt;O testemunho da incapacidade de ofertar curso de aprendizagem da língua que una a nação em um de seus pilares de sustentação está falindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande realidade é uma só: andaram bebericando muito chá das cinco e comendo muitos brioches nas academias brasileiras, mantendo muita conversa de periquito australiano nos sofás das comodidades. Permitiram-se a fragilidade e a corrupção da língua, como de resto todas as outras atividades legisferantes nacionais, ajoelhadas ao poder de grupos, das falcatruas, subornos e corrupções possíveis. Quem me dera, meu Deus! Por que me esmerei no aprendizado do latim, sem o que quase me reprovava no ginásio ou colegial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa fase, quase outra reprovação quando o professor Ricieri Berti queria ver o diabo, mas não a mim. Depois de cobrar que lhe expusesse oralmente a 1ª. declinação, chegava a pedir a algum aluno que trouxesse um gato morto pra me bater até o gato miar. Pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô ,alô, senhores avaliadores das redações nos próximos vestibulares da Fuvest e assemelhados: cuidado para não serem reprovados numa eventual demanda judicial que os leve às barras da justiça porque não aprovaram o candidato que se expressou com um solene “nós pega os pexe”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: que tal se a imprensa viesse operando os sabores familiares da língua, em desrespeito ao código gramatical? Teríamos chegado até aqui com uma unidade social/nacional? &lt;br /&gt;Que tal o emprego dos ditos familiares nos fóruns judiciais nacionais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoem os iconoclastas da língua. Estão sem o que fazer. Comecem, então, a construir palavras cruzadas e vender à Ediouro, pioneira no setor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-4371780456576567545?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/4371780456576567545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=4371780456576567545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4371780456576567545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4371780456576567545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2011/06/gramatica-corrupta-tambem.html' title='Gramática Corrupta (também?)!'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-2445270381723219223</id><published>2011-05-11T06:46:00.000-03:00</published><updated>2011-05-11T06:46:59.082-03:00</updated><title type='text'>Ogeriza aos números</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roney.signorini@superig.com.br"&gt;roney.signorini@superig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tive muita intimidade com os números e quando percebo alguém com grande domínio sobre eles, na matemática ou aritmética, me sinto um tanto pequeno. Pra falar a verdade, bem amedrontado e até tentei tirar tal “paura” lendo algumas obras de Malba Tahan. Ineficazes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez por outra lemos em jornais e revistas, ou mesmo pela TV, a citação equivocada/imprecisa de cifras. Para quem escreveu o texto parece não significar muito a diferença entre milhões e até bilhões, falando, por exemplo, sobre a dívida interna/externa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegam a informar que em algum cataclismo o número de mortes foi de perto de 500 pessoas quando em verdade foram 300 ou 700. E por aí vai. Pouco importando se cem a mais ou cem a menos. Às vezes, milhares como o recente tsunami no Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo da educação, os números são estratosféricos, de uma prodigalidade sem igual, configurando uma bonança, pobreza ou gastança incomum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias o noticiário dava que 3 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola e que só metade dos brasileiros entre 15 e 17 anos está no ensino médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicações necessárias à parte, a mídia precisa situar o universo com exatidão pois metade de 200 milhões de pessoas é uma coisa. Mas, metade dos habitantes com aquela faixa etária ( ? ) é outra coisa. Ou seja, temos 6 milhões de jovens entre 15 e 17 anos ? Aqui começa o “imbroglio” que a mídia tanta gosta: deixar o leitor abobalhado com números.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São números muito robustos para quem gosta deles em condição superlativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, mais estarrecedores do que os números, são os fatos ligados a eles. A informação de que 14 milhões de jovens com 15 anos de idade não sabem ler nem escrever derruba qualquer colosso grego. É numero supino. Dio Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos essa cifra apontada no noticiário nacional : temporários chegam a 46% dos professores em São Paulo. Pra quem está discutindo o novo PNE que já deveria estar em vigor ( 2011-2020 ) é mamão com mel. Pode ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta outra : Cresce número de jovens sem escola e emprego e o problema é maior entre as mulheres; ensino médio não prepara para mercado nem para faculdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta de números fatídicos é um deleite: De cada 100 jovens brasileiros, 24 nem estudam nem trabalham. No total, são cerca de 2,4 milhões de pessoas que não conseguem se inserir no mercado ou continuar os estudos. E, apesar da queda geral da taxa de desemprego, esse número vem crescendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a notícia numérica a seguir, não é o máximo ?&lt;br /&gt;Mundo terá mais de 2 bilhões de internautas neste ano, diz UIT &lt;br /&gt;O número de internautas no mundo praticamente vem dobrando desde 2005 e deve ultrapassar a marca de 2 bilhões antes do fim do ano e atingir os 30% da população mundial, segundo levantamento feito pela União Internacional das Telecomunicações (UIT). Deste total, 1,2 bilhão, ou 67%, estarão em países emergentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra notícia alvissareira, muito auspiciosa, é a de que o número de “professores leigos” no Brasil – que só concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio regular – aumentou em todas as etapas da educação básica. Dados do Censo Escolar 2009 mostram que 152.454 profissionais dão aulas sem a formação adequada para alunos matriculados em creches, pré-escolas, ensino fundamental e até ensino médio nas cinco regiões do País. Eles representam apenas 7,7% dos docentes que atuam hoje nas escolas brasileiras. O total é de 1.977.978.&lt;br /&gt;Bom, querer estar entre os dez melhores no PISA, com esse time, é muita pretensão, não é mesmo ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta outra informação, com excelentes “boas novas” ? Segundo o último Censo Escolar, em 2008 foram reprovadas 74 mil crianças de 6 anos, que estavam aprendendo a ler e escrever.&lt;br /&gt;Existem mais de 152 mil escolas públicas e privadas de ensino fundamental no País, com 31 milhões de alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso não ter boas intimidades com os números mas que eles gostam de ser confrontados, não tenham dúvidas. O clima é perverso : Um livro, um aluno. O Censo Escolar de 2009 mostra que, especialmente na rede pública do ensino fundamental, a situação requer atenção especial e investimentos urgentes. Nesse nível de ensino, das 152.251 escolas públicas e privadas em funcionamento no país, pouco mais de um terço (34,3%) têm bibliotecas. A situação é pior na rede pública, já que a maioria (75%) das 20,3 mil escolas particulares têm acervo de livros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo do território do Fundamental e Médio, entrando pelo superior, vem o espetacular feito quantitativo do Brasil que alcançou em 2008 a 13ª posição na classificação mundial em produção científica, ultrapassando a Rússia (15ª) e a Holanda (14ª). De 19.436 artigos em 2007, essa produção subiu para 30.451 publicações em 2008. Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e Inglaterra são os cinco primeiros colocados, seguidos da França, Canadá, Itália, Espanha, Índia, Austrália e Coréia do Sul. Com esse aumento na produção científica, o Brasil passa a contribuir com 2,12% dos artigos de todos os 183 países. &lt;br /&gt;Quanto à qualidade das contribuições brasileiras nada se falou. Em São Paulo, a rua 25 de Março contribui com alguns bilhões do PIB nacional “vendendo” produtos chineses. Dá pra entender, né mesmo ? Quem sabe, perguntando, o Ministro da Educação responde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá pra acreditar nesses números a seguir, um tanto fantasmagóricos ?&lt;br /&gt;Quase 7 milhões de brasileiros estudam via internet&lt;br /&gt;Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que 11% dos internautas brasileiros já fizeram cursos online. &lt;br /&gt;O leitor conhece algum deles ?&lt;br /&gt;De acordo com a pesquisa, dos 63 milhões de usuários de internet que existem no Brasil, conforme mostrou o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2009, aproximadamente 6,9 milhões estudam ou já estudaram à distância pela web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para arrematar, Gersem Baniwa, indígena de uma tribo do Amazonas, coordenador geral da educação escolar indígena do MEC, informa que existem 2.836 unidades de ensino e 200 mil estudantes da educação básica, atendidas, conforme o Censo de 2010, aprendendo o português em detrimento da própria língua materna. Que bom ! Índios, “unissez vous” porque a cobra tá fumando cachimbo e a onça chegou pra beber água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valha me Deus, me absolvendo.&lt;br /&gt;Meu inferno é o mundo dos números.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-2445270381723219223?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/2445270381723219223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=2445270381723219223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2445270381723219223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2445270381723219223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2011/05/ogeriza-aos-numeros.html' title='Ogeriza aos números'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-7558324044910317812</id><published>2010-12-20T16:38:00.000-02:00</published><updated>2010-12-20T16:38:05.939-02:00</updated><title type='text'>Eu Acuso</title><content type='html'>Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com autoria de Igor Pantuzza Wildmann, e publicado pela www.consae.com.br , aproprio-me para publicação em meu site do texto abaixo que pode ter o título EU ACUSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice’. (Émile Zola)&lt;br /&gt;‘Meu dever é falar, não quero ser cúmplice’. (Émile Zola)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao assassino, corretamente, deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos” e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO os que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igor Pantuzza Wildmann &lt;br /&gt;(Advogado – Doutor em Direito. Professor Universitário)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-7558324044910317812?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/7558324044910317812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=7558324044910317812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/7558324044910317812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/7558324044910317812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/12/eu-acuso.html' title='Eu Acuso'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-4247106010657331629</id><published>2010-11-21T09:20:00.000-02:00</published><updated>2010-11-21T09:20:21.117-02:00</updated><title type='text'>Pode ?</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:Roney.signorini@superig.com.br"&gt;Roney.signorini@superig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses a Fuvest deu publicidade da relação de candidatos inscritos ao exame de 2011&lt;br /&gt;oferecendo o número de vagas, o volume de inscritos por curso e a relação candidato/vaga.&lt;br /&gt;Nenhuma novidade se comparada à mesma relação de 2010 e anos anteriores, despontando, como cultural, as mesmas e sempre carreiras campeãs: medicina, direito e administração deixando na rabeira do processo todas as engenharias e licenciaturas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delicadeza na análise reside na persistência social de tais escolhas quando o mercado está&lt;br /&gt;exigentemente ávido por engenharias — civil, elétrica, mecânica, alimentos e ambiente. &lt;br /&gt;Agrava o fato de a sociedade só enxergar o umbigo, ou seja, o que hoje o mercado reclama, sem no entanto haver qualquer preocupação com o futuro. Em outras e simples palavras, o mercado de trabalho não será o mesmo daqui a quatro ou cinco anos quando então os ingressantes de agora serão os egressos de amanhã. &lt;br /&gt;Se há culpados nesse cenário pouco ou nada importa mas o todo social vai pagar pesado&lt;br /&gt;pedágio pela incúria. Mas, se existem culpados, há toda uma cadeia em cipoal determinando há muitos anos aquelas escolhas e o exemplo maior fica para as escolas de Direito no país que já somam um montante maior que todas as escolas no planeta. Pode ?&lt;br /&gt;A que se atribuiria o desinteresse pelas engenharias, sobretudo pelas licenciaturas ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às primeiras, a falência do ensino de matemática pode explicar ? Com relação às segundas, o baixo salário nas escolas públicas — maior campo de empregabilidade —também explicaria isso ?&lt;br /&gt;Se houvesse redução drástica no volume de vagas, tanto nas escolas de Direito como Administração, pela dificuldade de acesso aí inerente, faria a juventude migrar para outros cursos ?&lt;br /&gt;Há influências determinantes tanto para a procura dos cursos “campeões” como aos “derrotados”, por exemplo, por contaminação familiar, durante a educação do médio, em cursinhos, etc. etc. ?&lt;br /&gt;Insisto na escolha temporal: o ingressante só estará formado daqui a quatro ou cinco anos e lá na frente, com certeza o quadro será outro. E com mais absoluta certeza ofertando vagas de emprego em proporção decuplicada às de hoje, nas áreas ora desconsideradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos poucos cursos de engenharias e licenciaturas são poucos e jurássicos. Para as “engs”&lt;br /&gt;faltam docentes e laboratórios, para as “licencs” inexiste norte magnético com formações&lt;br /&gt;capazes, com novas tecnologias pedagógicas. Elas sequer têm no currículo disciplinas voltadas &lt;br /&gt;para a EAD. Pode ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas para ilustrar, a Fuvest apresenta 560 vagas para Direito com 10.668 candidatos mas Pedagogia oferece 180 vagas para 995 candidatos, enquanto que Geografia oferta 170 vagas para uma procura de 778 candidatos, História contabiliza 270 vagas para 1.659 candidatos.&lt;br /&gt;Em Letras, com 849 vagas ( um sucesso ) tem 3.333 candidatos (lá vai a língua ladeira abaixo ).&lt;br /&gt;O Brasil, hoje, com seu rebanho, ocupa o honroso primeiro lugar em exportação de carne mas as vagas de Medicina Veterinária somam só 140 para uma procura da ordem de 2.152 candidatos. Na ressalva, Química-Licenciatura tem 70 vagas para 269 candidatos. Pode ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As interrogações colocadas são para o número de vagas como para o de candidatos. Pode ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, não temos um plano nacional de educação mas o para o próximo decênio ( 2011-2020) está se discutindo isso, embora o anterior (2001-2010)tivesse falhado em 66% de seu escopo. Com isso, no Congresso a questão ferve ou amorna, o CNE quase descarta sua responsabilidade, a iniciativa privada, pifiamente introduz na sua agenda de discussões, o MEC, como peão condutor de boiada conduz as rezes. Pode ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, tudo indica que as escolas superiores, sobretudo as privadas, não têm um “learning center”, reduto de discussões curriculares e programáticas, com influências majoritárias sobre&lt;br /&gt;a oferta de cursos que interessem às instituições e ao país, para deixarem de vez as comodites e avançar com tratores sobre as manufaturas, a exemplo de um Japão. Prevalece a síndrome do umbigo. Ninguém preocupado e interessado em atravessar os séculos como inúmeras escolas européias e americanas, para não falar nas asiáticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz Ryon Braga ( Revista Ensino Superior -SEMESP), não é que as escolas estão interessadíssimas nos meios mas não nos fins, pouco importando o amanhã mas preocupadíssimas com o presente. Pode ? &lt;br /&gt;A propósito e para finalizar, quantos jovens você conhece que tiveram a escolha/opção acertada de cursos superiores com fundamento de vocação, de felicidade, de realização pessoal e profissional ?&lt;br /&gt;No entremeio, como vai a educação no fundamental e médio ? Ah! Uma beleza! Na base do não quero nem que Deus me ajude porque pode estragar. Só o Diabo tem a solução. &lt;br /&gt;Cachorro sem rabo não passa sobre pinguela, ou, passarinho que vive ao lado de morcego acaba dormindo de ponta-cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal onde está o problema, como última pergunta ?&lt;br /&gt;Arrisco dizer que é a mais alta falta de informação. A desinformação total e absoluta, decorrente da ausência de leituras, seja de jornais, revistas, TV e rádio que apregoam sistematicamente como “surfar o mercado nas ondas das oportunidades”, conforme Roberto Macedo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para arremate, envolvido com seletivo diferenciado, agendado e de entrevistas complementares, sujeitando os seletivandos a um questionário “básico” de entrevistas, as porcentagens de distanciamento dos noticiários de jornais e revistas, afora os de TV e rádio, os resultados foram aterrorizantes, em clima de globalização: menos de 10% estão lendo jornais e revistas semanais, assistindo aos telejornais ou ouvindo notícias em rádio. Tem de tudo que não importa para a profissionalização e empregabilidade: literatura espírita, de auto-ajuda, gospel, romances, sertanejo, axé e outras modalidades musicais. E o que é pior, “os caras” da geração Y estão aí, na porta de entrada das nacionais ou não, com um “iPod” pendurado nas “orelhas”, Pode ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o MEC, por derradeiro, via Enem, entende que não podem participar do certame os que&lt;br /&gt;foram reprovados. Por que ? Submetam-se a quantos seletivos aparecerem até darem respostas aprovacionais. Qual o problema ? Acertou tá dentro !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso, o MEC/CNE restringe o número de vestibulares/seletivos em instituições particulares, impedindo que o candidato não se submeta ao vestibular/seletivo seguinte, mesmo que ele ocorra na próxima semana . Qual o problema ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso, em Brasília, tem gente se refestelando nos melhores restaurantes da cidade, após o expediente: Felicitá, Famiglia Pomodoro, Savassi, Taí Delivery. Eta nóis!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-4247106010657331629?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/4247106010657331629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=4247106010657331629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4247106010657331629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4247106010657331629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/11/pode.html' title='Pode ?'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-2348262221969236754</id><published>2010-11-10T18:45:00.000-02:00</published><updated>2010-11-10T18:45:28.712-02:00</updated><title type='text'>Calandra e LinoType</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roney.signorini@superig.com.br"&gt;roney.signorini@superig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dei os primeiros passos no jornalismo, na década de 60, caí no poço da realidade profissional e do primitivismo secular da impressão de notícias e reportagens.&lt;br /&gt;Sem pauta definida, saía às ruas para coletar fatos e transformá-los em notícias. &lt;br /&gt;Na volta, sentado diante de uma Remington, redigia o apurado entregando as laudas para os linotipadores — profissionais que “digitavam” os textos em máquinas LinoType.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos eram outros, claro, com jornalismo de imersão profunda e aguardava-se cansativamente o instante em que “aquelas maravilhosas máquinas” vomitassem as linhas (a uma ou duas colunas) para seguirem até a revisão(?). A revisão era feita por qualquer semialfabetizado, pois o que importava era a fidelidade do texto na lauda em comparação com o que havia sido digitado. Nada de correção do vernáculo, sugestões de propriedades vocabulares, etc. etc. Esses “revisores” nunca tinham ouvido falar de Napoleão Mendes de Almeida, nem do Aurelião, nem de Cretella Júnior. Simplesmente, o que estava na lauda deveria estar no “copião” para a revisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ”digitado”, o texto era levado para a calandra — um cilindro de aço envolvido em feltro que rolava manualmente em dois trilhos, sobre o texto em chumbo(linotipado). &lt;br /&gt;Era aí que entrava o “revisor”. Se houvesse algum problema a linha com o descuido voltava para a linotipia, ocorrendo, então, a emenda. &lt;br /&gt;Tudo nos conformes, o conjunto linotipado seguia para a mesa de montagem da página. &lt;br /&gt;No meio tempo, habilidosos gráficos compunham as manchetes ou ilustrações (clichês) e os títulos com as “caixas” — gavetas que tinham tipos maiores (até garrafais) para encimar os textos redigidos. Pelo “timing” da carruagem já passava de uma da manhã.&lt;br /&gt;Hoje isso não existe e é só história de velho jornalismo, mas o relato deve servir aos modernos que trabalham com um PC montando seus textos, matérias e reportagens via algum PageMaker da atualidade, sem o cheiro insuportável do chumbo derretido e das tintas vagabundas, nauseantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que digitado o texto no PC (terminal da redação), ele segue para uma equipe de diagramação — que também usa um paginador sofisticado alocando o material com absoluta precisão de modo a impedir que assunto de polícia caia no caderno de economia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui providenciei uma aula de jornalismo, para principiantes, com o objetivo de deixar clara a inadmissibilidade do ocorrido na última prova do Enem. Vai além da incapacidade, da incúria e da irresponsabilidade. Afinal não estamos falando de qualquer graficazinha do interior, do sertão dos confins, que, mesmo assim, pagina e diagrama um jornal, tabloide ou standard, sem equívocos. &lt;br /&gt;Como pode, uma gráfica do porte da RR Donnelley, com a mais alta e sofisticada tecnologia editorial e de impressão, promover o desastre dos dias 6 e 7 de novembro no Enem? Tem gato na tuba e está miando no tom de lá menor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na contrapartida, o Tribunal Federal do Ceará, acolhendo manifestação do Ministério Público, manda anular os exames e ainda proibir a divulgação do gabarito, mas o MEC contesta a medida e o presidente Lula elogia o Enem na segunda-feira, embora hoje admita a possibilidade de novo exame. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse isso, o MEC quer processar o repórter que divulgou o tema da redação por um celular, dentro do sanitário de uma escola de Recife. E o desplante chega pela editora-chefe do site do Jornal do Commercio, Benira Maia Barros, afirmando que não estava planejado o repórter divulgar o tema da redação. Mas que doido! Com a informação em mãos, não foi o jornal que a publicou? Não fosse a efetiva intenção, guardassem a informação. Coisa mal contada, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o MEC que técnicos vão esclarecer por que a aplicação de novo exame aos prejudicados em nada afetará o direito da isonomia, pois a espetacular TRI – Teoria da Resposta ao Item – resolve o problema, quanto às eventuais dificuldades das questões propostas, embora não fale sobre as eventuais facilidades contidas nelas. Afinal, o propósito é reprovar, avaliar ou aprovar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos, para exemplificar, que eu, candidato, não tenha sido classificado na primeira oportunidade e me julgue apto a dar respostas aprovadoras ao segundo teste — alternativo para os que tiveram problemas no caderno amarelo, como fica?&lt;br /&gt;Então, é possível justificar o desastre e eventual nova proposta de exames com base na TRI, como sendo bálsamo ou placebo para milhões de criaturas tão frustradas que restaram desde domingo, totalizadas pelos primeiros interessados e familiares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gráfica diz que assume a responsabilidade. &lt;br /&gt;Qual? A de refazer as 4.6 milhões de provas? Com quais recursos, dela própria ou corroborada pelo MEC que despendeu milhões, até aqui, com todo o processo?&lt;br /&gt;E as Federais, burladas no processo, que não terão(iriam) recursos, agora, para bancar seus próprios vestibulares? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, aos ausentes nos dias 6 e 7 seria permitido ingressarem no certame da segunda proposta? Não é nada? Quase 30% foi o índice de abstenção, perto de 1.300 milhão, o que de certo modo “ajuda” muito a quem compareceu. Grosso modo, o candidato estaria disputando vaga com os menos 30% de ausentes. Quando ela – eventualmente – se dará, em dezembro ou janeiro ? Esquece! As aulas de 2011 iniciam-se em 01 de fevereiro para se poder cumprir os legais e exigidos dias letivos semestrais, conforme a LDB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a educadora Maria Helena Guimarães, uma das criadoras do exame em 1998 durante a gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), “a mudança do objetivo do Enem – que passou de avaliação do perfil dos estudantes do ensino médio para seleção de alunos para as universidades e institutos federais a partir de 2009 – tornou a prova vulnerável e cobiçada – um objeto de desejo muito valioso”. Querendo dizer (?) que é impossível ou muito mais difícil ter controle de todas as etapas do processo, ou seja, antes era simples avaliação do alunado, das escolas, dos programas/conteúdos mas agora é disputa mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laurentino Gomes, autor do livro 1808, está doidão dentro das calças pois sua obra foi citada indicando que a Abertura dos Portos se deu em 2010, quando ocorreu duzentos anos antes. Pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De boas intenções e gente que se achava insubstituível o cemitério está lotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E.T. O IBGE informa que o país conta hoje com mais de 6.500 municípios mas o Enem só ocorreu em 26% deles, ou seja, 1.700 cidades. Dá pra imaginar os transtornos de deslocamentos dos estudantes. Que pena!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-2348262221969236754?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/2348262221969236754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=2348262221969236754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2348262221969236754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2348262221969236754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/11/calandra-e-linotype.html' title='Calandra e LinoType'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-2592666403497917165</id><published>2010-09-01T19:13:00.000-03:00</published><updated>2010-09-01T19:13:17.263-03:00</updated><title type='text'>Pente Fino nos Clippings</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roney.signorini@superig.com.br"&gt;roney.signorini@superig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias de agosto os clippings de material educacional ficaram recheados de notícias, senão provocantes um tanto preocupantes.&lt;br /&gt;E nada é novidade lembrando Sísifo que padeceu empurrando uma pedra morro acima, que rolava abaixo, sem nunca conseguir alcançar o topo. Tarefa que foi imposta por ter mentido. &lt;br /&gt;Na presente análise, é claro, não que a educação seja a mentira mas as autoridades nacionais de ensino, os sísifos da educação, continuam a perpetrar o mesmo trabalho do condenado na mitologia. É o que parece pelas notícias que seguem, coletadas em jornais e revistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, portal Terra, pelo projeto do MEC a proposta é de preparar/capacitar diretores, professores e coordenadores na sua quarta edição, ampliando o curso de prevenção ao uso de drogas nas escolas públicas. Nas edições anteriores somente aos profissionais que atuavam nos anos iniciais do ensino fundamental mas agora extensivo ao médio. Podiam aproveitar a chance e tratar um pouco sobre o tema pedofilia. Com todo o cuidado porque pode haver usuários de drogas entre docentes como também os adeptos de “favores infantis”. São 25 mil vagas para todo o Brasil. É pouco e não é nem remediar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Brasília, via o Estadão, vem nova Resolução do Cons. Federal de Biologia (CFBio) que está dificultando a obtenção do registro profissional para alunos formados a distância se o curso não for reconhecido. Nada mais justo, correto e legal. E não vai ser fácil reconhecê-los, portanto, cobertos de razão. Como sempre a notícia peca por não indicar quais instituições de ensino estão perpetrando diplomas sem o reconhecimento do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda do Estadão, a leitura reitera informações de que o problema da formação de pessoas no País é gravíssimo pois na creche e pré-escola só atingimos a metade do previsto no PNE, cujo período está acabando este ano. No fundamental o atraso é de 20 anos em relação ao proposto na Constituição de 1988. Atualmente, uma em três crianças deixa o sistema sem completá-lo. Ao final do ensino médio a evasão atingirá metade dos estudantes, resultado muito pior do que a nossa realidade econômica e demográfica aceita.&lt;br /&gt;Quanto ao ensino superior, continuamos com taxas de atendimento próximas à metade da &lt;br /&gt;existente em nossos vizinhos. Ou seja, caos completo no presente e sobretudo no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo Estadão, a notícia que as empresas estão com muita dificuldade para encontrar &lt;br /&gt;profissionais qualificados, tudo decorrente da formação que os jovens não estão obtendo porque as escolas insistem na não formação para os mercados, com currículos e conteúdos&lt;br /&gt;irreais para o escopo principal: a empregabilidade.&lt;br /&gt;Das 5.490 vagas para profissionais com nível superior, oferecidas pelo sistema este ano, só 893 foram preenchidas, ou seja, 16,3%. Até dezembro vamos chegar a novo recorde de sobra de vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra nota, pelo viés, a Confederação Nacional da Indústria(CNI) contratou junto ao Ibope a pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: Educação” constatando que a maiorias dos brasileiros não acredita que a escola prepare para o mercado de trabalho. No levantamento, 40% dos entrevistados acreditam estar o aluno razoavelmente preparado, após o médio ou superior para a empregabilidade. Enquanto apenas 14% dos entrevistados com ensino médio completo acreditam que os estudantes saem da escola “bem preparados”, para conseguir um emprego estável. O índice chega a 30% na avaliação do nível superior. No mais, 61% apontam a qualidade da educação no Brasil como um dos gargalos que impedem o nosso desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela Revista Veja pode-se ler a máxima isonômica tirada também da pesquisa Ibope/CNI na qual os entrevistados alegam que escola boa é a escola paga. E, na convicção deles, a descrença na capacidade de o estado brasileiro suprir as necessidades nacionais. Na visão do professor Remi Castioni, da UnB, o raciocínio do cidadão é claro: “Se saúde, política e transporte são ruins, então a educação pública também é, necessariamente, ruim”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-2592666403497917165?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/2592666403497917165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=2592666403497917165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2592666403497917165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2592666403497917165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/09/pente-fino-nos-clippings.html' title='Pente Fino nos Clippings'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-4770408906328542945</id><published>2010-08-25T13:55:00.000-03:00</published><updated>2010-08-25T13:55:23.951-03:00</updated><title type='text'>PROPOSTA PARA OS PRESIDENCIÁVEIS</title><content type='html'>São Paulo, 25 de agosto de 2010 &lt;br /&gt;Prezado(a) candidato(a)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro das limitações impostas para apresentar uma sugestão educacional ( 10.500 caracteres – Arial 12 ), fico à disposição para ampliar em outro documento o que trato abaixo &lt;br /&gt;( roney.signorini@superig.com.br ):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando a máxima de “quem veio primeiro o ovo ou galinha ?”, me arrojo em afirmar que &lt;br /&gt;a primeira preocupação de V.S. deve ser, por ordem, focar a máxima atenção nos cursos de Pedagogia e Licenciaturas, ou seja resolver a a questão das formações que preparam tais licenciados. &lt;br /&gt;Estes,deverão esta nas salas de aulas do Fundamental e Médio com excelentes capacidades e habilidades. &lt;br /&gt;Mas, de onde eles viriam para estar frente da infância e juventude(adolescentes ) ?&lt;br /&gt;Simples: egressos de cursos de excelente qualidade ( públicos ou privados ) tendo se submetido ao melhor dos currículos e respectivos conteúdos programáticos ( disciplinas ), habilitando-se não só para o presencial como também para o virtual. Quanto a este último, nada existe, nada se propõe, é mistério abissal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, verdadeira esbórnia, incoerências e incongruências formativas. Com a palavra a educadora Eunice Duran. Aqui, não confundir práticas com estágios nem com atividades complementares. &lt;br /&gt;Então, obtido tal grau de excelência, vamos conduzi-los para o trabalho nas salas de aulas do ensino básico de tal forma que efetivamente preparem os alunos à postulação da etapa seguinte, seja tecnológica ou bacharelado. &lt;br /&gt;Com tal medida estaremos resolvendo alguns problemas: &lt;br /&gt;a)eficiência e eficácia dos ensinos fundamental e médio;&lt;br /&gt;b)proficiência para o ensino superior; &lt;br /&gt;c)acabar com seletivos/vestibulares que unicamente se parametrizam pelo número de vagas admitidas por turno, conforme o CNE, que as IES, públicas ou particulares, se submetem, como se não houvesse disponibilidade territorial/espacial nelas para receberem mais alunos.&lt;br /&gt;É preciso urgentemente acabar com essa camisa de força deixando à ociosidade milhões de carteiras e milhares de metros cúbicos ocupáveis. Temos pressa, muita pressa. &lt;br /&gt;d)no particular seguinte, aqui sim, baixar normas de aprovação no mínimo 7,0(sete) para aprovação ao longo do curso, para evitar aprovações que não ganham uniformidade nacional pois bacharelar um com média final 5,0 e outro com média 6,0 ou 7,0 é promover o facilitismo brasileiro e da lei de Gerson. &lt;br /&gt;e)abandonar a premissa que só Mestre e Doutor tenham espaço na universidade pois quem conhece o “chão da fábrica “ ( no mínimo graduados ) pode ensinar muito mais que os da “academia”. As maiores e melhores universidades do planeta avalizam tal assertiva.&lt;br /&gt;f)propiciar subsídios ou incentivos para tais formações, junto às instituições privadas, de modo a quase gratificar tais cursos aos interessados, pois há alunos que custeiam seus estudos sem a menor perspectiva de zerarem os custos em quatro ou cinco anos após formados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, há muito mais por ser dito e considerado nessa linha de pensamento: valorizar a formação de licenciaturas. Antes mesmo de crivar o ensino superior, o que pode ser concomitante até aguardar a primeira desova. Ou seja, plano/proposta de alcance no médio ou longo prazo. Não existe fórmula ou forma intermediária. É ou vai ou vai . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Requisitos para avaliação de proposta: MUITA CORAGEM E VONTADE POLÍTICA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-4770408906328542945?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/4770408906328542945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=4770408906328542945' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4770408906328542945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4770408906328542945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/08/proposta-para-os-presidenciaveis.html' title='PROPOSTA PARA OS PRESIDENCIÁVEIS'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-4724808658962893505</id><published>2010-08-18T20:28:00.000-03:00</published><updated>2010-08-18T20:28:49.299-03:00</updated><title type='text'>Fim dos Professores</title><content type='html'>(autoria desconhecida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está trafegando na internet o texto abaixo, do qual me aproprio.&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRÉDITOS :&amp;nbsp;o e-mail que me chegou trazia no final as indicações:&lt;br /&gt;Participação: Luciano Zanelli (Copacabana – Rio de Janeiro)&lt;br /&gt;Formatação: Rosa Ro rosa-ro@uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano é 2.109 D.C. - ou seja, daqui a cem anos - e uma conversa entre avô e neto&lt;br /&gt;tem início a partir da seguinte interpelação:&lt;br /&gt;– Vovô, por que o mundo está acabando?&lt;br /&gt;A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom, vem a resposta:&lt;br /&gt;– Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.&lt;br /&gt;– Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?&lt;br /&gt;O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.&lt;br /&gt;– Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?&lt;br /&gt;– Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos. &lt;br /&gt;– E como foi que eles desapareceram, vovô?&lt;br /&gt;– Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas, sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.&lt;br /&gt;Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para quê estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”. Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas públicas e particulares, estas, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. O professores eram vítimas da violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos.&lt;br /&gt;Viraram saco de pancadas de todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse.&lt;br /&gt;“Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.&lt;br /&gt;Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor.&lt;br /&gt;As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão, sindicalistas – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas teve um fator chave nessa história toda. Teve uma época longa chamada ditadura, quando os milicos colocaram os professores na alça de mira e quase acabaram com eles, que foram perseguidos, aposentados, expulsos do país, em nome do combate aos subversivos e à instalação de uma república sindical no país. Eles fracassaram, porque a tal da república sindical se instalou, os tais subversivos tomaram o poder, implantaram uma tal de “educação libertadora” que ninguém nunca soube o que é, fizeram a aprovação automática dos alunos com apoio dos políticos... Foi o tiro de misericórdia nos professores..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que foi pior – os milicos ou os tais dos subversivos.&lt;br /&gt;– Não conheço essa palavra. O que é um milico, vovô?&lt;br /&gt;– Era, meu filho, era, não é. Também não existem mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-4724808658962893505?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/4724808658962893505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=4724808658962893505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4724808658962893505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4724808658962893505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/08/fim-dos-professores.html' title='Fim dos Professores'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-8104256466254983646</id><published>2010-08-17T14:26:00.000-03:00</published><updated>2010-08-17T14:26:00.545-03:00</updated><title type='text'>Tá com a Razão mas vai Preso – Ultimato de uma Discussão</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em artigo publicado em vários sítios, na última quinta-feira, dia 12, Roberta Muriel ( leia-se Carta Consulta – Editau ) publicou o artigo (www.abmeseduca.com ) que faltava para esconjurar as recentes medidas de avaliação propostas vias transversas para a avaliação das IES: Avaliação ? Contratem Um Cérebro, Urgentemente !!!. Recomendo sua leitura, também urgentemente, porque tem-se pela frente uma safra de avaliações in loco, calendarizadas. E mais, dar um “print” no texto para distribuir a todos os colaboradores de direção das IES. Fala nos diversos enroscos e “imbróglios” que sujeitam daqui pra frente a saúde das escolas superiores, à mercê e à deriva dos sistemas normativos, sem nexos de causa e de caso. Coisa do tipo “vamos ver no que dá”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dela também a afirmativa de muita propriedade que os problemas são inúmeros e a possibilidade de, mesmo seguindo os instrumentos, estarmos em falta com o atendimento à legislação é enorme. E a conseqüência já se sabe: não fez nada mas vai preso do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a saúde abalada pelos transtornos anteriores da prova fraudada, do vazamento de dados pessoais e mais agora com a questão da impressão das provas do Enem, o INEP está fervendo com graus além da ebulição. Alguma dúvida que há conspiração, sabotagem e demais lá dentro ? Senão isso, como explicar, incompetência, inabilidade, não são do ramo, desdém com milhares de instituições e milhões de alunos ? Bons tempos os de profa. Maria Helena Guimarães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irresponsabilidade do órgão é muita e chegou no fim da linha, a se cobrar do Ministério Público medidas saneadoras do ensandecimento regulatório ali dominante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem diz a autora, não se trata de aceitar ou não as mudanças, embora seja uma constante no setor. Até porque, como regra de vida, nada é mais certo do que as mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o jogo começou dia 2 último, o semestre está em curso com tudo locado e alocado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, especialmente quanto ao corpo docente, dispensa e contrata outros ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser um jogo semântico: houve mudança, transformação, substituição, reposição ou modificação nos últimos dispositivos, principalmente o Ofício Circular 048, Ofício Circular 067, o Parecer Conaes 04 e o Projeto de Resolução nº 01, este último tratando do Núcleo Docente Estruturante (NDE)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As milhares de IES pelo território estão sem ação ainda que interessadíssimas no atendimento das novas posturas, mas sem um amparo de assessoramento jurídico-educacional estarão todas sujeitas a apedrejadas, à moda iraniana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas disposições mostram-se ardilosas até pela incúria na manutenção técnica do site do MEC, que insere o novo mas não retira o velho, deixando o consulente com expressão de ué !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em boa oportunidade a CONSAE ( www.consae.com.br ), de Belo Horizonte, está programando com experts o seminário Regulação, Supervisão e Avaliação: aspectos jurídicos. Quem sabe aí estará a oportunidade para desembaçar o vidro, sem o que, com certeza, vai bater de frente. E vai machucar muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-8104256466254983646?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/8104256466254983646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=8104256466254983646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/8104256466254983646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/8104256466254983646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/08/ta-com-razao-mas-vai-preso-ultimato-de.html' title='Tá com a Razão mas vai Preso – Ultimato de uma Discussão'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-2180717841087294658</id><published>2010-08-05T09:17:00.000-03:00</published><updated>2010-08-05T09:17:21.786-03:00</updated><title type='text'>APROVA ou REPROVA — Avaliação sob julgamento</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional &lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicia-se um novo semestre letivo. Estarão nas salas de aula os rematriculados e os novos ingressantes dos seletivos. Os primeiros talvez tenham sido promovidos com aprovação total no semestre anterior ou carreguem alguma(s) dependência(s). Os segundos, muitos com mínima qualificação e capacitação para a carreira universitária, mesmo assim lograram ingresso. Outros deles atravessaram o vestíbulo da universidade carregando aprovações automáticas da educação básica. (Aliás, o candidato ao governo de São Paulo Aloísio Mercadante tem posição firmada, declarando que acabará com a aprovação automática nas escolas paulistas, se for eleito, mas não promoverá uma política de repetência dos estudantes da rede pública.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos os alunos (rematriculados e ingressantes) se sujeitaram a provas para a continuidade dos estudos. Mas, suas avaliações terão ocorrido com eficácia ou as aprovações decorreram de muita tolerância avaliativa, prevalecendo outros interesses do avaliador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está subjacente à avaliação do educando na escola é o conhecimento disponibilizado pelo educador, portanto, ela se impõe aos dois. É essa constatação que explica o medo instalado hoje nas salas de aula em dias de provas/exames, aterrorizando docente e discente e levando à indagação: para que o conhecimento se ele não é testado e avaliado? Qual a validade do teórico se não é posto em prática? Dúvida de ambos. O primeiro quer testar e o segundo quer a nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inexorabilidade da substituição, do upgrade do conhecimento – do que até neste minuto era atual e ficou obsoleto – mostra que os ciclos tecnológicos com respectivas rupturas são apavorantes. Imagine-se o conhecimento obtido no início de um curso e que, ao final dele, não terá a menor importância e valor porque ficou velho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim será (ou já é?) a sociedade do conhecimento, que interioriza a sociedade avaliativa – ou valoradora, ou avaliadora – sem distinguir, com efeito, onde começa a informação e onde termina o conhecimento. E se uma ou outro leva ao saber, evitando-se a chamada “indústria da cultura inútil”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma situação típica de imbricação do conhecimento/informação, quando o conhecimento passa a ser o maior, o único tesouro e principal bem de consumo, conforme Peter Drucker (o guru do marketing), para quem é imperativa a necessidade de mantê-lo permanentemente atualizado. Mas, se a informação leva ao conhecimento e se transforma em saber, que se consolida e estratifica pela sua validação/constatação utilitária e consumerista, que papel tem aquele que aprova, avalia, dá certificação e validade ao conhecimento? O próprio detentor do conhecimento, na sua utilização ou não, assim como o avaliador que imprime o seu passed e o utilizador final (sociedade) são os degustadores desse produto e, portanto, também responsáveis por sua aprovação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a sociedade está disposta a abrir mão de qualidade garantida, em qualquer campo da atividade humana, avalizada/avaliada, é direito próprio, mas não do avaliador. A tarefa responsável, portanto, está antes no avaliador, no agente do processo que visará como fim aos resultados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que é possível verificar sobre avaliação educacional, estabelecendo uma diagnose nos processos cognitivos dos estudantes, na avaliação do aprendizado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até pouco tempo, um Plano de Ensino de disciplina era elaborado visando integrar um currículo de curso com algumas premissas: ementa, objetivos, conteúdos programáticos, metodologia, avaliação e bibliografias (básica e complementar). Tudo permeado com trans e interdisciplinaridades. Em algumas instituições, inclusive o Plano de Aulas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com algumas discussões na "semana de planejamento pedagógico", sempre antes do início do ano letivo, consideravam-se o público-alvo, o mercado de trabalho, as mudanças e alterações do cenário sociopolítico e econômico, etc. Com o surgimento das Novas Diretrizes Curriculares, cujo propósito é contemplar o entorno das disciplinas ou ir além delas, com o estabelecimento de competências e habilidades sob impregnância no educando, a tarefa de avaliar o nível e grau de aquisição de conhecimentos dele tornou-se perigosa. Deixa o professor/avaliador em duas situações bastante incômodas: a de refém ou de cúmplice do aluno nessa avaliação. Mas a avaliação responsável e isenta do avaliador, com ele próprio, com o aluno e com a sociedade, não permite dúvidas e fragilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaliação equivocada ocorre porque o conhecimento proposto era um equívoco, de forma e conteúdo, e suspeito é o avaliador que se coloca ambiguamente, ao desdém do que deve(ia) ser ensinado, porque precisa ser aprendido. Não é mais possível o uso do velho clichê "o aluno será capaz de..." e completar a frase com qualquer verbo no infinitivo. Pode ser o coração, mas não é a alma do que deve estar contido nos objetivos e justificativa da disciplina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que o ensino e o aprendizado devem ser conduzidos para estimular, provocar no educando uma consciência de construção, interatividade e crítica, visando descobrir e mergulhar em habilidades e competências pessoais, conduzindo a alguma capacitação, o educador sempre levará em conta os resultados impostos e a se obter do processo, ou nas palavras de T. Kellaghan, “a busca por resultados responsáveis”. Cresce significativamente tal responsabilidade na medida em que os currículos mínimos e plenos deixaram de ser a sustentação basilar na formação profissional do aluno. Há muito mais situações e acontecimentos sendo aplicados no ensino atual, impensáveis há dez anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicação, essa é a palavra do momento no ensino, aliás, a volta dela. A agenda reformista da educação é sempre dominada pelos modismos, por algum tempo. É preciso, a qualquer custo, ampliar o potencial de uso e aperfeiçoamento das capacidades de avaliação dos professores com relação aos alunos. Nisso reside, no mínimo, o acerto da escolha. Não deve ser a busca da aprovação na “coitadice” nem a reprovação na “vitimez” do avaliado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O emprego adequado de um "molde de avaliação" , sem extremos e exageros, torna-se um facilitador nessa tarefa tão difícil. Afora poder colocar em sacrifício absoluto o futuro de um jovem, sobretudo o que está em desencanto com o ambiente atual e dele foge, se rebela e se angustia pela aparente falta de perspectivas socioprofissionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa moldura, entretanto, não é fórmula, padrão ou gabarito estabelecido. É antes um método pessoal, pelas singularidades do avaliador e do avaliado. Deve-se caracterizar como ato de neutralidade, sem a rixa ou acidez inquisitória. Não deve mostrar-se como esgrima rancorosa, desafiadora de quem, não obtendo resposta satisfatória, desabafe "...eu sabia que você não sabia" ou "...tinha certeza de que você não responderia". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As habilidades e competências podem dar sinais indicativos apropriados na elaboração de um momento de avaliação. Por consequência, na construção de uma vida profissional mais realizada. Adequada às aspirações pessoais, grandes ou pequenas porém autênticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, aqueles objetivos da disciplina têm de ser repensados, refeitos para outras realidades e dimensões: a das competências e habilidades, fulcro do ENADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é tarefa simples para quem não está inserido nos mercados e desconhece perfis. Só por esse aspecto, hoje, o PDI ganha importância fundamental na montagem de um curso, e deve estar sob a batuta de um competente coordenador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A juventude atual tem forte razão para a recusa em ser avaliada, de fora para dentro, à moda antiga. É simples, certo ou errado, possível ou não. O jovem admite ser avaliado, porém, de dentro para fora. Não admite ser questionado pelo avaliador sobre o que ele não sabe, mas deveria saber, e o avaliador insiste em saber o que ele não sabe. Será que o avaliador não sabe que não adianta querer saber o que o avaliado não sabe? A questão central é por que o aluno não sabe? Por incrível, a resposta todos sabemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-2180717841087294658?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/2180717841087294658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=2180717841087294658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2180717841087294658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2180717841087294658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/08/aprova-ou-reprova-avaliacao-sob.html' title='APROVA ou REPROVA — Avaliação sob julgamento'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-3801079064587432919</id><published>2010-07-28T18:27:00.000-03:00</published><updated>2010-07-28T18:27:22.950-03:00</updated><title type='text'>Bomba, Bomba !</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&lt;br /&gt;Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora com 64 anos de idade, e não entenda nada de armas nem de munições, começo a pensar na possibilidade de fazer um curso sobre esses artefatos, tiro ao alvo, defesa pessoal, e comprar revistas especializadas. Quem sabe iniciar por estágios em “paint ball”. O mais perto que chego sobre algo contundente é o velho estilingue e nunca consegui sequer acertar um pardal, na infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, cá pra nós, o futuro se avizinha em escuridão, preto total, de onde precisarmos todos nos tornar Senhor da Guerra ou Senhor das Armas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi minha percepção ao ler notícia no site www.notícias.r7.com sobre as declarações do candidato do PSOL à presidência nas próximas eleições,Plínio de Arruda Sampaio, mais um que começa a dar tiros pra todo lado, nas quais ele “defende o fim das escolas privadas”, querendo tornar o sistema educacional totalmente público. Valha me Deus ! É o que faltava para uma festança, tipo farra do boi educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O candidato está senil para ocupar o cargo pretendido ou antes da entrevista se entregou a Baco. Por mais razões que ele tenha ( ? ) com tal afirmação/proposta, com certeza, não ganhou nem mais um voto. Seja pelo tresloucado e disparate, não quanto à idéia mas quanto a realidade numérica e estatística que se mostra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números falam por si quanto ao universo de alunos no básico e no superior, ao volume de escolas, cursos, e sobretudo valores. O SEMESP — www.semesp.org.br — abriga tais informações, senão também o MEC-INEP. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O candidato sabe quanto custa um aluno em escola particular e o mesmo aluno na pública ?&lt;br /&gt;Nas públicas, em alguns deles, 2 ou 3 vezes mais, em outros, 4 a 5 vezes mais. &lt;br /&gt;O patrimônio/investimento das particulares ronda aos bilhões de reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, vamos à crítica construtiva sobre as afirmações do candidato, ainda que com ironia, por força de estilo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-)Com a medida ele pretende o fim das escolas particulares evitando a desigualdade social no país. É mesmo por aí ?;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-)Os imóveis dessas escolas devem ser desapropriados para que o acesso ao centro (?) se torne universal e cita o Colégio Santa Cruz, de São Paulo. O candidato não conhece o patrimônio das demais escolas, básicas ou superiores ! ; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-)Duvidando da meritocracia, os professores devem receber o mesmo salário. Com todo o respeito, o candidato sabe do investimento pessoal de um professor do Piauí e de São Paulo ou Rio de Janeiro ?;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-)Ao se referir ao ProUni afirma que é preciso dar mais atenção ao ensino básico, antes de investir muito no universitário. Prezado candidato, com todo o respeito, novamente, recomendo ler uma crônica do Stanislaw Ponte Preta que relata a saga de uma madre dirigindo uma Lambretta pela Ponte da Amizade, em eventual contrabando de algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-)Ao se referir às cotas ele diz que “de certo modo é um mal necessário e que na verdade não deveria ser racial, deveria ser de pobreza. Comé que é ? Certa feita meu motorista se apresentou pedindo aumento de salário porque a mulher dele estava grávida, sem que eu tivesse feito sexo com ela. Eu deveria pagar pelo “bem bom de alguém” ? Pode ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-)Quanto à educação no campo é enaltecida a ação do MST, cujos expedientes seriam a redenção. Um momento, vamos organizar o galinheiro. Solução educativa para qual fim? Ocupar/invadir terras de outrem sem que a Lei admita ? É negar o Poder Legislativo! ;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-)Quanto à religião, deveriam fornecer curso de pensamento religioso e os estudantes obrigados a participar da escolha. Os pais dos alunos deveriam ter o direito de escolher a religião do professor. Quer dizer, a comunidade é quem escolhe as habilidades e competências do docente, não importando suas propriedades profissionais e formativas mas só em função da prática religiosa ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse quesito, questionado se a religião poderia tornar-se um tema de segregação entre o povo brasileiro o candidato admitiu que o risco existe,. “mas também existe o intercâmbio de cultura”. Ah! existe mas qual a solução e efetividade dos resultados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe os contraditos no foco ideológico. Deram-se por razão de deferência ao septuagenário, a quem credito respeito pela cultura e Inteligência.&lt;br /&gt;Sem bola de cristal na minha frente, não vai dar certo, não mesmo, embora adote o bordão latino “traditiones mores majorum”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Tempo, recomendo a leitura de excelente artigo/considerações sobre o Ensino Privado, Benefício Público, autoria de Luiz Roberto Liza Curi ( www.amanhã.com.br ), de 28/07/2010, replicado no blog www.abmeseduca.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-3801079064587432919?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/3801079064587432919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=3801079064587432919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/3801079064587432919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/3801079064587432919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/07/bomba-bomba.html' title='Bomba, Bomba !'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-1790846682956898723</id><published>2010-07-21T19:55:00.000-03:00</published><updated>2010-07-21T19:55:58.733-03:00</updated><title type='text'>Inteligentzia Eleitoral</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&lt;br /&gt;Consultor Educacional &lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui partidário político senão pela forma de governo: republicano e democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avizinhando-se outro momento de eleições, os candidatos começam a dar tiros pra todo lado e os eleitores ficam reféns de afirmações e promessas de campanhas que extravasam o bom senso, ou melhor, vão ao risível, ao ridículo, como o perpetrado pela candidata Dilma ao prometer em entrevista de rádio numa emissora de Londrina, no Paraná, que criará, com o ProMédio, bolsas de estudo em escolas privadas para alunos de baixa renda, abrindo vagas no ensino particular a alunos carentes. A promessa decorre do ranking divulgado pelos resultados do Enem, que apontou o enorme desastre do ensino público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A candidata não está interessada em alocar verbas para melhorar o fundamental e o médio em escolas públicas, mesmo com os demonstrativos de que tais escolas estão em desespero socioeducacional. Não, ela quer resolver por vias políticas que os carentes, mais uma e outra vez, se beneficiem do cardápio de benesses de outra “bolsa” no curtume governamental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, o programa funcionará(ia) nos moldes do ProUni, que oferece vagas em faculdades ou universidades particulares, com todas as mazelas de seus resultados. Dilma admitiu que “Fica claro que as escolas estaduais e municipais se saíram bastante mal” , quando comentou sobre o resultado do Enem, no qual escolas privadas tiveram os melhores resultados. Nem poderia ser diferente. Alguma dúvida ? Ora, ora, santos e divindades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber se a “coisa” acontecerá por adesão e voluntariedade das IES particulares ou por “decreto”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não se sabe porque ainda não subjugaram as escolas da educação básica às avaliações pretorianas a que o Inep submete o ensino superior. Seria porque é “possível” avaliar escolas de educação superior, públicas e privadas nos mesmos gabaritos? Engano, crasso erro. Nada a ver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente artigo publicado pela Consae, sob o título “A Agonia das IES Nanicas”, o autor, Samuel José Casarin, com todo o respeito pela autoria, se equivoca no título da matéria. As IES, localizadas em cidades com até 50 mil habitantes estão, isto sim, em total desespero, na beira do abismo. Não contra o “canibalismo” das grandes e também das médias instituições mas ante o holocausto. Seja em presencialidade, seja em EAD. Não tem volta nem atalho. Aliás, o texto do autor é rico em detalhes estatísticos que comprovam as “quebras dos empreendimentos nanicos” (www.gestaouniversitaria.com.br). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual organismo educacional pode sobreviver diante da volúpia legisferante como indica o portal www.enciclopediadaeducacao.com.br, quando 13.606 normas querem regular a educação no país? É o acervo atual que acumula mais de 30 itens entre portarias, pareceres, despachos, resoluções, decretos, medidas provisórias, etc. etc. É bolero, cha-cha-cha, tango, valsa, funk e polca à vontade. Santa Maria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para registro, com os resultados do Enem 2009, está consolidado que das mil piores escolas do país, 97,3% são estaduais. Como dizia o prof. Wagner Horta, em escola de ensino ruim a vítima é você, aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum candidato, nem mesmo o atual governo, se deu conta de que a solução, definitivamente, está mais embaixo, com a formação ideal e adequada dos alunos de hoje que serão professores amanhã, ou seja, tratar com a máxima atenção os fazeres das pedagogias e das licenciaturas. Não temos professores capazes por competências e habilidades no manejo do fundamental e médio, porque tais cursos de formação não têm pessoal para tais propostas. A educação formativa na pedagogia e nas licenciaturas é mais do que deficiente, é mentirosa, e ninguém assume a irresponsabilidade. Currículos anacrônicos, conteúdos defasados, laboratórios inexistentes, aplicação de estágios e práticas obsoletos, tutores senis, salários em perspectivas irrealistas com o mercado colocam tais cursos em marcha a ré. Salvo melhor juízo de avaliação, pouquíssimos são os cursos que preparam pedagogos e licenciados para a EAD. Não conquistam capacitação para essa modalidade. Pode? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, o articulista Samuel José Casarin mostra isso com muita competência na amostragem da participação de grandes grupos na educação EAD. Os números falam mais do que a retórica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para os milhões de rádiouvintes que escutaram a baboseira de Dilma, configura-se estelionato educacional ou eleitoral? A candidata está inteirada do universo que compreende uma proposta dessa natureza, baseada em números históricos do real significado na eventual implementação do ProMédio? Com tal projeto o que fica de preocupante é que o governo de fato assumiria que suas escolas básicas não têm a saúde necessária para preparar os estudantes à universidade. E mais, gravíssimo, leia o publicado na Gazeta do Povo, transcrito a seguir, dando visão clara dos desacertos em políticas de não resultados de 8.165 “tadinhos”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eles passaram no ProUni, mas não ganharam a bolsa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gazeta do Povo – 19/07/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Abriram uma porta e logo depois a fecharam na minha cara”. Dessa forma o motorista Roberto Cosme Raimundo, 33 anos, explica a sensação de conquistar e perder, no mesmo dia, uma bolsa de estudos do Programa Universidade Para Todos, o ProUni, em que o governo federal concede bolsas em instituições privadas de ensino superior. No começo de julho, ele soube que havia sido pré-selecionado na segunda chamada para o curso de Comunicação Social com habilitação em Ra¬¬dialismo da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Na hora da matrícula, descobriu que a bolsa tinha sido cancelada, porque a instituição não havia recebido número suficiente de inscrições para formar uma turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante não é o único bolsista do ProUni a enfrentar esta situação. Só no primeiro semestre deste ano, 8.165 candidatos tiveram a mesma decepção. Segundo o Ministério da Educação (MEC), esse foi o número de pré-selecionados pela nota do Enem, mas que acabaram sendo reprovados por não haver alunos suficientes para formar turma. O número representa 6,5% das 125.496 bolsas ofertadas para o período.&lt;br /&gt;Então, pode ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quermesse de igreja, o estande do coelho não tem porta pra ele entrar e assim pode levar um tiro, do atirador caolho, sem pontaria, do estande vizinho. O leitor está com a palavra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, os mantenedores das IES superiores estão com a atenção voltada para a “qualidade” de suas atividades e expedientes formativos frente às avaliações movediças, que pra tirar animal caído nelas só dando um tiro de misericórdia, na testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Lula faz tanto esforço para impor sua avaliação sobre a conduta do Irã na questão do enriquecimento do urânio, por que não fazer o mesmo para colocar um dedo no problema da educação básica? E já está tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa-se muito na Copa de 2014, mas ela não é tão importante quanto o futuro da educação nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-1790846682956898723?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/1790846682956898723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=1790846682956898723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1790846682956898723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1790846682956898723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/07/inteligentzia-eleitoral.html' title='Inteligentzia Eleitoral'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-1501445887477190896</id><published>2010-07-07T10:18:00.000-03:00</published><updated>2010-07-07T10:18:28.335-03:00</updated><title type='text'>Um tesouro chamado EGRESSO</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional &lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras oportunidades já destaquei a imensa importância que as IES deveriam atribuir aos egressos de seus cursos, voltando-se com políticas atraentes para a manutenção da relação deles com a escola (se é que ela existiu desde o ingresso, como manda o figurino), como quem cuida de um cliente cativo, reputando o MKT da fidelidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o maior tesouro de uma escola é o aluno. Podem existir prédios, corpos docente e administrativo, bibliotecas e laboratórios, mas sem o aluno a escola padece, perece e desaparece.&lt;br /&gt;São poucas as IES que dão atenção ao seu egresso e pouco se sabe deles após a solenidade de formatura.&lt;br /&gt;Sequer podem se cadastrar numa AEA – associação de ex-alunos – por esta inexistir ou ex-alunos não se prestarem a alvo de pesquisas, por exemplo, a ser feita pela CPA da instituição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, com bom motivo, razão e propriedade, a Carta Consulta, de Belo Horizonte, vai promover em agosto um curso sobre a Política de Egressos — coisa nova por aqui —, contando com palestrantes americanos que sabem das coisas, três grandes nomes da gestão universitária americana. E que trajetória profissional eles têm, incríveis e inusitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relacionamento com alunos egressos é uma das mais importantes questões para a gestão universitária brasileira, lamentavelmente, insisto, quase inexistente no setor. Os egressos podem auxiliar no recrutamento e na retenção de alunos porque são os principais "opinion makers" do produto ensino, que consumiram. Assim, depoimentos e testemunhos autênticos consolidam uma boa imagem de serviços obtidos. Podem constituir uma base de empregadores potenciais, se mantiverem um longo vínculo com a IES. Mas não, até o foco da educação continuada é relegado, pois não se abre a eventual pós-graduação. Este relacionamento, muitas vezes, é ignorado como um recurso e não faz parte do plano estratégico da instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como pensar e estabelecer uma política de egressos capaz de gerar recursos humanos e financeiros para o nosso sistema educacional? Como usar o máximo do potencial dos egressos? Um caminho pode ser trilhado pela análise de políticas de sucesso, implantadas e desenvolvidas por instituições que prosperam em mercados altamente competitivos. Está aí uma oportunidade para quem nunca ouviu falar do assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EGRESSOS EM CAPTAÇÃO DE ESTUDANTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas escolas subestimam a importância de terem os egressos envolvidos em seu plano de captação de alunos. Os egressos desempenham um papel fundamental em ajudar sua “alma mater”. A questão é se todos os bons alunos com alto nível de empregabilidade se disporiam a dar seus testemunhos. Quem arrisca a resposta?&lt;br /&gt;Um dos palestrantes da Carta Consulta, o professor Trent Argo (Georgetown College – Oklahoma Baptist University), foi Diretor de Captação, Retenção, Seleção e Desenvolvimento de alunos da Oklahoma, bem como, na mesma função, da Campbellsville University. Aí desenvolveu planos de marketing e Estratégia para Crescimento dessas universidades com aumento de 198% para os projetos de captação e retenção. Foi presidente da Associação Americana dos Diretores de Captação de Estudantes das universidades americanas. Ou seja, cá pra nós, nunca ouvimos falar que isso existe(ia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTICIPAÇÃO ATIVA DE EGRESSOS NA IES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os egressos são o maior recurso que as Instituições de Ensino têm e, sem a participação ativa deles, as IES não podem alcançar seu melhor potencial. Um pequeno perfil da professora Libba Andrews, outra participante do seminário: nos últimos 20 anos, ela atuou em uma série de funções na Universidade Estadual do Mississipi (MSU) e atualmente detém o título de Diretora de Relações com os Egressos, gerenciando um universo de mais de 115 mil ex-alunos. Com esta capacidade, ela tem sido responsável por elaborar o plano estratégico da Associação dos Egressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RELACIONAMENTO COM OS EGRESSOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema relações com egressos é um dos assuntos mais críticos para as instituições de ensino hoje. Relações saudáveis com os egressos reforçam a base de apoio das instituições de ensino nas áreas de captação de novos alunos, retenção dos alunos atuais e sustentabilidade financeira dessas instituições. Quem argumenta com bases sólidas e profundos conhecimentos sobre a matéria é o professor J. Robert Gaddis, também da Campbellsville University. Com um currículo bem diferenciado, o Dr. Gaddis tem o bacharelado em Música e Mestrado em Educação pela Universidade do Kentucky. O foco de sua atuação é na direção de programas de música com espantoso crescimento de 25 programas de graduação para os atuais 160, entre graduação e pós-graduação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que a desatenção aos egressos vai além da desídia institucional, negligência e descaso, porque não é interpretada como um dos canais mais vivos de interação e comunicação com a coletividade, que se avoluma a cada formatura, podendo atingir números muito significativos, decorrentes de alguns anos na oferta de cursos.&lt;br /&gt;E hoje, com a internet, não há o que se pensar em custos para "falar" com todos eles, seja um expediente simpático de cumprimentar pelo aniversário, seja para informar sobre uma atividade de extensão ou algum curso de especialização, seja um convite para a comemoração de alguma efeméride, etc. Em pouco tempo acaba se tornando uma rede social das melhores (e que já existe, por iniciativa dos próprios ex-alunos, basta conferir no Orkut, Facebook e outros). E mais, o egresso solteiro de hoje é pai amanhã, com prole caminhando para os estudos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-1501445887477190896?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/1501445887477190896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=1501445887477190896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1501445887477190896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1501445887477190896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/07/um-tesouro-chamado-egresso.html' title='Um tesouro chamado EGRESSO'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-5031128195348009144</id><published>2010-06-22T16:39:00.000-03:00</published><updated>2010-06-22T16:39:03.274-03:00</updated><title type='text'>Biruta Maluca – uma aparente redundância</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem por aí que uma coisa é uma coisa e que outra coisa é outra coisa. Confere.&lt;br /&gt;Do Aurelião, biruta é “Aparelho que indica a direção dos ventos de superfície, empregado nos aeródromos para orientação das manobras dos aviões, e que tem a forma de uma sacola cônica, instalada perpendicularmente à extremidade dum mastro.” &lt;br /&gt;Assim, biruta maluca seria o instrumento girando em si mesmo, tresloucadamente, aos ventos de ciclones e tempestades sem definição de orientações. É o setor educacional no fundamental e médio. Assim, nossa aeronave de terceiro grau, do superior, é refém dos ventos. Como pousar e decolar com segurança, com vento pela frente pelos lados ou pela cauda?&lt;br /&gt;A compilação que segue, do noticiário nacional no mês de junho, vai além de preocupante pois tem de tudo, instituições educacionais em propósitos diagonais, considerações nefastas sobre a educação infantil e ensino médio, falta de plano de educação municipal e bibliotecas a construir pelo país. Desastres que se contrapõem a quem pretende a erigir Boa Imagem nas IES superiores e a construir Qualidade nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Justiça bloqueia R$ 1,8 milhão de dono de escola com diploma falso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;G1 – 20/06/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma escola da empresa Paulistec, que fica na Penha, na Zona Leste de São Paulo, está envolvida em um escândalo. A filial de Campo Grande foi fechada no começo do mês. A Delegacia do Consumidor indiciou o dono e mais quatro pessoas por estelionato e formação de quadrilha. Além de não ter professor, o curso a distância funcionava sem alvará da prefeitura nem autorização das autoridades de ensino para dar aulas ou aplicar provas. Mas a polícia encontrou exames já preenchidos, faltando apenas o nome do aluno.&lt;br /&gt;Existem outras 23 filiais, em mais seis estados. A de Interlagos, na Zona Sul da capital paulista, nem fachada tem. No local, a atendente reconhece: “aprender mesmo, eu sou bem sincera, ela não vai aprender muita coisa”, diz outra atendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polícia Federal abre inquérito e investiga Uningá&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gazeta do Povo – 18/06/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maringá - Atendendo a pedido da Pro¬curadoria da República, a Polícia Federal em Maringá abriu inquérito para investigar suposta prática de estelionato pela Unidade de Ensino Superior Ingá (Uningá), acusada de conceder irregularmente bolsas do Programa Uni¬versidade para Todos (ProUni). As investigações foram iniciadas ontem. “O trabalho deve ser concluído em 30 dias, mas o prazo pode ser prorrogado”, informou o delegado-chefe da PF em Maringá, Donizete Tambani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedido para abertura de inquérito foi motivado pelas denúncias de que universitárias de classe média-alta estariam estudando na instituição usando bolsas do ProUni – direcionadas a estudantes de baixa renda – desde 2008. O Ministério da Educação (MEC) instaurou um processo administrativo e, segundo o ministério, a defesa apresentada pela Uningá está em fase final de análise. O diretor administrativo da Uningá, Paulo Barbosa, não quis se pronunciar sobre a defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dono de universidade em SP está entre os acusados de fraudar concursos públicos, diz PF&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Globo – 16/06/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu as 12 pessoas acusadas de fraudar concursos públicos para a Polícia Federal, Receita Federal e OAB. Entre os presos está um dono de universidade em São Paulo. Os 120 candidatos identificados como compradores dos gabaritos serão indiciados por estelionato e receptação. Os concursos não serão anulados. &lt;br /&gt;Segundo a PF, estão sendo investigadas suspeitas de fraudes em concursos para a Abin, a agência do Sistema Brasileiro de Inteligência, e para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ensino médio precisa incluir 2 milhões de jovens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;iG Brasília – 16/06/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensino médio passa por uma grande crise. A opinião praticamente consensual entre especialistas é reforçada por números que assustam. Da população com idade entre 15 e 17 anos – que deveria estar matriculada no ensino médio – apenas 48% frequentam o ensino médio. O restante está atrasado, ainda tentando aprender as lições do ensino fundamental.&lt;br /&gt;Mas o que mais assusta os especialistas é a quantidade de jovens com essa idade que está fora da escola: 18%. O número aparentemente pequeno esconde a realidade de 2 milhões de jovens brasileiros. Esse, na opinião de especialistas, deve ser o grande foco das políticas públicas para a etapa final da educação básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Operação contra o tráfico detém estudantes em Higienópolis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 pessoas, entre eles alunos do Mackenzie, foram identificados em ação do Garra em SP&lt;br /&gt;18 de junho de 2010 &lt;br /&gt;Eduardo Roberto, do estadão.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - Uma operação do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) deteve nesta sexta-feira, 20 pessoas suspeitas de tráfico e porte de drogas na região da Universidade Mackenzie, em Higienópolis, na região central de São Paulo. &lt;br /&gt;Cinco são apontados como traficantes. Entre eles, há um estudante de engenharia da Universidade Mackenzie, um aluno do colégio da instituição, um ex-aluno, um menor de idade e outro suspeito.&lt;br /&gt;Os detidos foram levados à sede do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), na zona norte, para prestar esclarecimentos. Onze pessoas foram indiciadas por uso de drogas. Segundo o chefe dos investigadores do Deic, Rodrigo Fukuoka, eles portavam maconha, cocaína, crack e lança-perfume. Três foram liberados. Um já era procurado pela Justiça por roubo e segue detido.&lt;br /&gt;As investigações da polícia na "Operação Amsterdã" duraram 30 dias e foram feitas nos bares das ruas Doutor Cesário Mota Júnior e Maria Antonia, no centro da capital. Investigadores se infiltraram entre os estudantes, usuários e traficantes. Eles chegaram nesta tarde com três viaturas descaracterizadas e abordaram 70 pessoas no local - entre eles, estudantes de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia.&lt;br /&gt;Os policiais registraram as imagens da movimentação, que serão usadas para identificar outros possíveis envolvidos com o tráfico na região. No total, 50 agentes participaram da ação.&lt;br /&gt;Procurado pela reportagem, o Mackenzie divulgou a seguinte nota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Mackenzie tomou ciência dos fatos ocorridos na Rua Maria Antonia, local onde a polícia efetuou uma blitz. Destacamos que o episódio aconteceu fora das dependências do campus e, portanto, a Instituição não tem ingerência em ações ocorridas em espaço público. O Mackenzie habitualmente desenvolve campanhas antidrogas em seus campi, com o objetivo de orientar os alunos sobre os malefícios no uso de drogas tanto ilícitas, quanto lícitas." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acesso ao ensino médio atinge esgotamento &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Valor Econômico &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17/06/2010 - De modo diferente do que ocorreu na educação fundamental, a universalização do acesso ao ensino médio no sistema educacional brasileiro está longe de ser atingida. Com taxa de matrículas estagnada nos últimos anos na casa dos 10 milhões de alunos, o ciclo escolar enfrenta alto índice de evasão, "difícil de ser corrigido", segundo Carlos Artexes, diretor do Ministério da Educação (MEC) responsável por políticas públicas nesse segmento.&lt;br /&gt;De acordo com dados organizados pelo pesquisador social Ricardo Paes de Barro, do Instituto Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), dois em cada dez jovens brasileiros de 15 a 17 anos estão fora da escola, o que representa 18% da população nessa faixa etária - cerca de 2 milhões de pessoas. Na faixa dos 18 aos 24 anos, 68% dos jovens não estudam.&lt;br /&gt;Na avaliação de Artexes, a taxa de matrícula atual do ensino médio, estimada em mais de 80% para jovens de 15 a 17 anos, alcançou um "esgotamento". "Isso acontece em qualquer nível de ensino, no fundamental chegamos a 97%; no médio é evidente que a universalização se dê num patamar mais baixo", comenta. Uma das explicações para esse esgotamento, diz o educador, é a decisão do próprio jovem. "Ele está construindo sua autonomia e estar ou não na escola depende cada vez mais dele e menos da posição dos pais", resume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quase metade dos municípios brasileiros não tem plano de educação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase metade dos municípios brasileiros não tem plano municipal de educação. Das 5.565 localidades, 2.427 - ou 44% - não apresentam um conjunto de metas educacionais a serem cumpridas pelo poder público. Os dados são da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada neste ano. &lt;br /&gt;Somente no Estado de São Paulo, 284 dos 645 municípios não têm plano - incluindo a capital, que começa a consolidar o seu agora, e outras grandes cidades como Araçatuba, Bauru, Campinas, Diadema, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santos, São José dos Campos e Sorocaba. &lt;br /&gt;Os planos municipais, estaduais e federal são considerados essenciais para efetivar e acompanhar políticas em todas as áreas da administração pública. Eles podem ser elaborados por consultorias, pelas secretarias ou com a colaboração da sociedade. "Esse número pode ser ainda menor porque existem muitos planos que foram aprovados mas não se traduziram em lei", afirma o presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Plano Municipal de Educação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Estado de São Paulo. 14/06/2010 – São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o objetivo de discutir mais de 3 mil propostas para a formulação de um Plano Municipal de Educação, a Prefeitura de São Paulo realizará uma conferência no Palácio de Convenções do Anhembi, entre os dias 18 e 20 de junho. Embora a elaboração do Plano seja uma exigência legal que existe desde 2001, os prefeitos que dirigiram cidade nos últimos nove anos descumpriram essa determinação, alegando não disporem de recursos orçamentários suficientes para implementá-la. A realização da conferência tornou-se possível por causa da mobilização de associações de pais e mestres, de entidades comunitárias, de sindicatos, de órgãos empresariais, de movimentos sociais e de ONGs que defendem os direitos das crianças e dos adolescentes. Além de cobrar o cumprimento da legislação pela Prefeitura, eles ajudaram a elaborar um diagnóstico de cada um dos 96 distritos e das 31 subprefeituras da cidade de São Paulo e colocaram todos os relatórios, mapas, indicadores e estatísticas na internet ? iniciativa que contou com o apoio de institutos sociais mantidos por grandes empresas privadas e de ONGs com atuação mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Plano Municipal de Educação deve ser um documento orientador de políticas públicas, definindo, com força de lei, as prioridades do setor no prazo de dez anos. Elas têm de ser obrigatoriamente seguidas pelas autoridades municipais. Introduzido originariamente pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o objetivo do Plano é assegurar a continuidade das políticas educacionais, evitando que cada prefeito, ao assumir o mandato, modifique ou até revogue tudo o que foi feito por seu antecessor. Além de estabelecer metas para a rede escolar pública de ensino fundamental, o Plano fixa diretrizes que orientam os colégios da rede privada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;''Por que Joãozinho não aprende a ler'' &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Estado de São Paulo, 15/06/2010 - São Paulo SP &lt;br /&gt;JOÃO BATISTA ARAUJO E OLIVEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título deste artigo reproduz o de um livro publicado em 1953 e que provocou intenso debate sobre métodos de alfabetização. A polêmica durou até o final do século, quando o assunto foi definitivamente resolvido. No resto do mundo, não no Brasil. Uma análise das 19 cartilhas de alfabetização aprovadas pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009, e que estão em uso na maioria das escolas públicas, revela a razão. Neste artigo, comentamos apenas alguns aspectos dessa análise. Comecemos pela bibliografia citada pelos autores. Bibliografia reflete as orientações usadas. Dentre as 265 referências bibliográficas citadas nas 19 cartilhas, apenas cinco se referem a estudos especificamente voltados para os aspectos centrais da alfabetização, isto é, o funcionamento do código alfabético. Nas cinco, dois autores são os mais citados. Trata-se dos mesmos que o MEC vem mencionando desde que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) entronizaram as ideias ultrapassadas e equivocadas que continuam desorientando os professores em todo o País. Cabe notar que, nessas 265 citações, não há referência alguma a nenhum dos artigos mais citados nos índices de publicações científicas internacionais sobre alfabetização ou nos documentos oficiais dos demais países que utilizam o código alfabético. Em matéria de pedagogia, não é só o MEC que está na contramão dos progressos da ciência: alguns governos estaduais e municipais, que continuam produzindo suas próprias cartilhas, o fazem com base nos mesmos pressupostos equivocados. &lt;br /&gt;Outro aspecto da análise se refere ao descumprimento sistemático dos termos de referência do edital do Programa Nacional do Livro Didático. Por insistência pessoal do ministro Fernando Haddad, que enfrentou ruidosas resistências internas e externas, o edital introduziu dois requisitos: a apresentação adequada dos fonemas e grafemas - base de qualquer processo de alfabetização - e atividades próprias para desenvolver fluência de leitura. Esses dois requisitos não foram observados de forma minimamente adequada em nenhuma das cartilhas aprovadas. O prejuízo pedagógico é óbvio. Cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU) decidir se isso constitui delito de improbidade administrativa por parte de quem deu e de quem aceitou os pareceres sobre essas cartilhas. &lt;br /&gt;Cartilhas elaboradas com base em pressupostos equivocados não ajudam as crianças a aprender a ler e escrever. Mas qual é, de fato, o objetivo das cartilhas aprovadas? De acordo com seus autores, o importante é promover o letramento, os usos sociais da língua, a intertextualidade, as múltiplas linguagens, a produção textual e outros pomposos desideratos. O domínio do código alfabético que se dane! Ou que se danem os alunos, como atestam os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e as pesquisas sobre a capacidade de leitura dos brasileiros. &lt;br /&gt;Na prática, o que acontece com as cartilhas é o mesmo que ocorre com os livros didáticos, especialmente os de Língua Portuguesa - um samba do crioulo doido. Nas primeiras páginas das cartilhas, por exemplo, o aluno é convidado a escolher quais palavras do texto (que ele não sabe ler) indicam frutas. Ou é convidado a "escrever do seu jeito" o nome das ilustrações. Ou a combinar sílabas, cuja leitura não lhe foi ensinada, para formar palavras. Ou a identificar, "usando pistas contextuais", qual de três frases completa um texto. Ou seja, tudo se passa como se a criança fosse um novo Champolion desafiado a decifrar a Pedra de Roseta. Ou a "formular hipóteses" sobre o valor fonológico dos grafemas. Se as pessoas fossem capazes de formular hipóteses pela mera exposição aos textos, como explicar a existência de analfabetos adultos numa sociedade urbana e letrada? Nos países desenvolvidos, a questão dos métodos de orientações curriculares, nas últimas semanas. &lt;br /&gt;Eis o que diz um dos mais importantes neurocientistas da atualidade, Stanislas Dehaene, na sua obra Os Neurônios da Leitura: "A conversão grafema-fonema é uma invenção única na história da escrita, que transforma radicalmente o cérebro da criança e sua maneira de ouvir os sons da língua. Ela não se manifesta espontaneamente, portanto, é preciso ensinar." Quanto à forma de ensinar, a ciência experimental demonstra que para alfabetizar bem é necessário apresentar os fonemas e grafemas de forma sequencial, intencional e sistemática. Essa é a função das cartilhas. O tema foi inclusive objeto de relatório e recomendações recentes da Academia Brasileira de Ciências, mas continua ignorado pelo establishment educacional. &lt;br /&gt;Ignorar os avanços da neurociência e as evidências experimentais acumuladas sobre métodos de alfabetização não significa apenas defender uma posição ideológica a respeito da alfabetização: significa rejeitar a ideia de que a ciência pode contribuir para melhorar o ensino. Ou seja, pedagogia, como bruxaria, dispensa a ciência. Valem apenas as crenças e o poder de pressão das corporações. E é isso que fazem as universidades, no Brasil, e as autoridades responsáveis pela educação na maioria de nossas redes de ensino. Não sabemos o que o TCU e o MEC farão para correr atrás do prejuízo. Mas sabemos quais são os resultados dessa política: no 5.º ano do ensino fundamental, metade das crianças não consegue entender o que lê. E agora sabemos por que Joãozinho não aprende a ler, no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Professores "leigos" crescem 35% em dois anos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados do Inep mostram que professores sem diploma de ensino superior continuam sendo contratados para dar aulas na educação básica &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Priscilla Borges, iG Brasília &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de “professores leigos” no Brasil – que só concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio regular – aumentou em todas as etapas da educação básica. Dados do Censo Escolar 2009 mostram que 152.454 profissionais dão aulas sem a formação adequada para alunos matriculados em creches, pré-escolas, ensino fundamental e até ensino médio nas cinco regiões do País. Eles representam apenas 7,7% dos docentes que atuam hoje nas escolas brasileiras. O total é de 1.977.978. Mas, para os especialistas, as estatísticas são chocantes, porque, após a chamada “Década da Educação” iniciada com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1996, a quantidade de profissionais sem qualificação necessária para dar aulas não diminuiu e, sim, cresceu. &lt;br /&gt;Em 2007, eles eram 6,3% do total de professores da educação básica. O primeiro censo realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para traçar o perfil desses docentes, divulgado no ano passado, mas feito com dados de 2007, revelou que 15.982 dos profissionais sem formação ideal tinham apenas o diploma do ensino fundamental. Em 2009, a mesma categoria de docentes caiu para 12.480. O problema está na crescente contratação de quem completou apenas o ensino médio regular. Em 2007, 103.341 professores brasileiros estavam nessa situação. No ano passado, eles somavam 139.974. O aumento chega a 35,4% em dois anos. O maior crescimento foi na educação infantil, em que eles representavam 16,1% do total de docentes dessa etapa em 2007 e, agora, equivalem a 19,6% do total. Mas nenhuma etapa ficou imune a esse crescimento. Nas turmas de ensino médio do País, há 21.896 docentes que dão aulas sem diploma de nível superior ou magistério (que também seria insuficiente para assumir esse compromisso). “É um dado para refletirmos profundamente. Temos de estranhar muito que um professor que estudou até o ensino médio dê aulas para essa mesma etapa”, afirma a presidente do Conselho Nacional de Educação, Clélia Brandão. Para ela, a explicação para isso pode estar na falta de planejamento de estados e municípios nos processos de formação continuada dos quatros de professores. “Um dos motivos que poderia levar a essa contratação, mas que não a justificaria, é a falta de professores de química, física e matemática. Talvez, esses professores já estejam cursando uma faculdade, mas ainda não a concluíram”, pondera. “Houve muito investimento em formação nos últimos anos. Mas a prioridade foi dada para o curso de pedagogia. Esse é um dado que pode revelar um erro nesse sentido”, analisa. &lt;br /&gt;Qualificação, desafio antigo - Em meio a tantas discussões sobre a criação de um Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, a formação dos profissionais que cuidam da educação das crianças brasileiras se mostra um desafio. Se a legislação educacional fosse cumprida, o total de professores que não poderia dar aulas a crianças ou adolescentes brasileiros aumentaria ainda mais. Aos leigos, se juntariam os docentes sem licenciatura: 62.373 pessoas em 2009. A LDB diz, em seu artigo 62, que a “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;País precisará construir 25 bibliotecas por dia para cumprir nova lei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lei determina que todas as instituições educacionais devem ter biblioteca até 2020&lt;br /&gt;02 de junho de 2010 &lt;br /&gt;Leonardo Soares/AE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior situação é no ensino fundamental, no qual o déficit é de 93 mil bibliotecas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA - Municípios e Estados terão muito trabalho para cumprir a lei sancionada na semana passada que determina que toda a escola deve ter uma biblioteca. O maior desafio está nos estabelecimentos do ensino fundamental: será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020, prazo limite para adequação à medida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagnóstico é de um estudo realizado pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados do Censo da Educação Básica de 2008. "Essa dificuldade é decorrente da falta de visão do Brasil sobre a importância da biblioteca. No mundo todo as bibliotecas são doadas por mantenedores que têm uma alegria imensa de poder doar um acervo", compara Luis Norberto, do Comitê Gestor do Todos pela Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O déficit de bibliotecas no ensino fundamental é de 93 mil. Desse total, 89,7 mil são escolas públicas e 3,9 mil, estabelecimentos privados de ensino. Na educação infantil, apenas 30% dos colégios têm acervo e será necessário criar 21 bibliotecas por dia para cumprir o que determina a nova lei. A melhor situação é a do ensino médio, etapa em que o número de escolas sem biblioteca é de 3.471.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norberto defende que, além da ação dos gestores, será necessário o envolvimento de toda a sociedade no desafio. "A lei é uma direção, mas ela não faz nada. Nós, sociedade, é que devemos fazê-la funcionar. A tarefa não é só dos gestores, imagine se cada empresário doasse um acervo para uma escola, em dois anos o problema estava resolvido", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na comparação entre as redes de ensino, a situação é pior nos colégios municipais, que contam com menos bibliotecas do que as escolas estaduais. O estudo do Todos pela Educação chama a atenção para outro fator que pode dificultar o cumprimento da lei: faltarão profissionais qualificados para trabalhar nesses espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A legislação estabelece que as bibliotecas devem ser administradas por especialistas da área - os bibliotecários. Mas, segundo levantamento da entidade, hoje há um total de 21,6 mil profissionais habilitados, enquanto o país conta com aproximadamente 200 mil escolas de educação básica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-5031128195348009144?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/5031128195348009144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=5031128195348009144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5031128195348009144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5031128195348009144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/06/biruta-maluca-uma-aparente-redundancia.html' title='Biruta Maluca – uma aparente redundância'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-3339198950547402011</id><published>2010-06-15T10:33:00.000-03:00</published><updated>2010-06-15T10:33:27.701-03:00</updated><title type='text'>Qualidade versus Eficácia</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Integrei por seis anos o Conselho Fiscal da CET, em São Paulo.&lt;br /&gt;No período, acompanhei todos os esforços da Companhia buscando a implantação de Qualidade, a da reserva endógena mas que pudesse ser extensiva à toda a cidade , trabalho delicado e dedicado de experts, exitoso na consecução em outras empresas. De todas as medidas, dentro de um plano traçado, restou um expediente que nunca conseguiu ser superado, ainda que o empenho para a sinalização semafórica, sinalização horizontal e vertical, placas, zona azul, etc. etc., consumissem cada vez mais os minguados recursos que a Prefeitura disponibilizava. Mas o que não deu tanto certo como o desejado, o esperado ? Simples, porque a população não considerava tais medidas como a de quem buscava Qualidade mas sim a possibilidade de trafegar sem vigilância, sem a presença “antipática” dos marronzinhos a aplicar multas. Conforme a cultural política da impunidade. Sem multas, aí sim a empresa teria Qualidade pois contrariar interesse é inimigo feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invadindo outro cenário, o da educação, o que o tomador desse serviço reputa como Qualidade se o que ele busca é aprioristicamente o diploma e não o conhecimento, o aprendizado, para enfrentar o dificílimo mercado de trabalho ? Só ele não sabe disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, esse “comprador de serviços” é um dos poucos que não sabe o que está comprando e pagando ( ? ). É a compra no escuro. Quando as coisas clareiam um pouco ele vira um bicho de exigências. Afinal, ele está pagando e impensável uma reprovação. Esta dentre muitas outras razões o leva a soltar todos os cachorros no Enade como revolta e vingança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na outra ponta as IES se digladiando para buscar respeito, consideração e visibilidade responsável junto aos seus públicos: famílias, imprensa, MEC, mundo intelectual e sociedade em geral. Mas, a imagem positiva não aparece, não na justa relação de todo o esforço despendido, de todas as ordens e naturezas. Falta o elementar: comunicação dirigida a cada público, evitando assim o “case” de MKT do ovo da pata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como coordenador de curso, ouvi às centenas que “... só estou aqui por causa do diploma porque já sou profissional da área.” Ah. meu Deus !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que importa é ter BOA IMAGEM no mercado ? Como conquistar essa imagem se a relação Custo x Benefício entre os interessados não tiver o mesmo quilate ? Qual a pedra de toque para a justa consideração de Qualidade ? Como propiciar ensino de boa Qualidade sem o ônus de manter um plexus universitário à altura das exigências de um mundo globalizado ? Ou seja, o melhor corpo docente, os melhores laboratórios, a melhor biblioteca, a melhor extensão, a melhor pesquisa ( iniciação científica ), os melhores conteúdos programáticos, a rigidez nas avaliações ? Não exagero se disser que isto basta. Ainda que sem ar condicionado nas salas, estacionamento gratuito, boleto de cobrança das mensalidades, parque de PCs em rede total, diários de classe impressos por sistema, cada sala com projetor multimídia, etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualidade com efetiva eficácia custa caro. E acima de tudo, o imperativo que os interesses sejam recíprocos, o do tutor e do aprendiz. Faltou tal relação o processo fica capenga. E mais, não se consegue Qualidade com o valor da mensalidade na casa dos “nine,nine”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eficácia é a palavra de ordem na avaliação de uma proposta educacional, por exemplo a partir da permanência ou não de determinado curso no elenco de cursos da IES. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível a existência de curso de Enfermagem onde exista só um hospital na cidade, curso de Comunicação onde exista único jornal e emissora de rádio, etc. etc.&lt;br /&gt;Em quatro anos tem-se duzentos profissionais “aptos” mas desempregados.&lt;br /&gt;Sem falar em corpo docente (in)existente, custosos laboratórios, biblioteca satisfatória, extensões de complementaridade educacional como atendimentos, práticas e estágios, seminários, palestras e conferências. É querer uvas maduras, sem chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons tempos quando tudo se iniciava pelo ( único ) vestibular das IES por via do Edital constando dia, hora, conteúdos a considerar, número de vagas, etc. etc.&lt;br /&gt;Hoje o processo seletivo de ingresso se dá continuamente, por semanas (ou meses), sem interrupção, avaliando desiguais ( sem a isonomia legal ) como iguais.&lt;br /&gt;É a concorrência atuando no setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca da condição de Qualidade no ensino passa necessariamente pela eficácia dos planos de ensino das IES — PDI e CPA atuantes —, seja na graduação regular ou nos tecnológicos porque o fim não é outro — e deve ser — senão a empregabilidade. Fica para depois comentário sobre as pós graduações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestres e Doutores em sala são ótimos se deixarem de aplicar suas dissertações e teses, para semi alfabetizados, mas impondo as realidades programáticas das disciplinas que assumiram. Em que pese algum esforço pessoal, mas nunca porque a IES não podia/desejava dispensar o profissional a quem os currículos dos diversos cursos oferecidos não contemplavam seus saberes ( específicos ? ). Se a dispensa é onerosa o mote é apostar no futuro e não no presente, nesse particular, porque os “opinion makers” estão de plantão: o aluno e/ou o mercado, lembrando que ambos são os consumidores do “produto acabado/formado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias e os próprios alunos estão ansiosos por ocupações, sem o que não se terá atingido o fim desejado: EMPREGABILIDADE. Nisso sim se traduz Qualidade e eficácia de educação superior. O resto é conversa de periquito australiano, é “embromation”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eficiência é saber fazer, eficácia é saber fazer bem feito.&lt;br /&gt;E tem mais, é claro, eficiência e eficácia entendido para um não é para todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar impor Qualidade para ingressantes que se assemelham a insumos de carregação, concluintes do ensino médio no qual foram aprovados por via de aprovação automática é contrariar a ordem natural das coisas. &lt;br /&gt;Que tal se logo no primeiro dia de aula dos calouros os docentes tivessem em mãos suas redações do seletivo, seus acertos/erros no gabarito das questões de múltipla escolha ? Ah. como o entendimento do nível cultural da classe seria diferente. Vinho para a água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No setor, querer transferir um produto da Daslu para a 25 de Março é vôo suicida, atitude kamikaze do ponto de vista educacional. Talvez não para a visão de negócios. Mas, que não se espere Qualidade nessa última. É pirataria absoluta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pretender falar de Qualidade no ensino superior se antes, nos ensinos fundamental e médio, a matéria prima chega com defeito ? Com varinha de condão ?&lt;br /&gt;Sejamos realistas, não mais do que o rei e será o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esforços hercúleos no superior não suprirão a formação desejável e esperada para o fundamental e médio. Antes de discutir a validade educacional de Qualidade no superior — grande preocupação do momento —, para a qual as IES particulares estão(riam) prontas a implementar imediatamente, a discussão, em tom de cobrança, deve recair sobre as secretarias municipal e estadual de educação. Sem o que não tem jogo. Novamente os periquitos palradores estão no palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem aí o novo PNE sem que fosse obtido nem 45% de bons resultados no plano anterior. Como é que pode ? O senhor de engenho ( MEC ) quer açúcar com cana seca. Nem o gado consome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-3339198950547402011?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/3339198950547402011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=3339198950547402011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/3339198950547402011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/3339198950547402011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/06/qualidade-versus-eficacia_15.html' title='Qualidade versus Eficácia'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-6627324540342260213</id><published>2010-06-08T12:35:00.000-03:00</published><updated>2010-06-08T12:35:41.556-03:00</updated><title type='text'>Samba do crioulo doido já era. Prevalece o tango do japonês sumô.</title><content type='html'>Por Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor já viu algum japonês que luta sumô dançando tango ? Nem eu.&lt;br /&gt;Mas, as últimas notícias entre abril e começo de junho no setor educacional remetem ao cenário escalafobético ( que palavra ! ) tais são as descompensações. &lt;br /&gt;É recurso/técnica da mídia jornalística que o emissor deve dirigir-se a algum público: a comunicação dirigida. Então me detenho se os textos forem lidos por alguém fora da mídia pretendida, os alunos e pais deles porque aí então o mundo educacional entra em parafuso, no estrambótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darcy Ribeiro e Anisio Teixeira devem estar se contorcendo nos jazigos. Senão, leiamos o que “pintou” no noticiário com os títulos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-)Por Jacques Steinberg – “Mais Aprendizado Sem Faculdade” – Nem todo o mundo vai à universidade, e isso pode ser uma decisão inteligente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-)MEC vai recomendar o fim da reprovação – O CNE vai propor e o MEC recomendará às escolas públicas e privadas que não reprovem mais alunos dos 3 primeiros anos do ensino fundamental; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-)Ensino de letra cursiva para crianças em alfabetização: quem tem letra feia pode ter de trocar a de mão pela de forma;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-)O Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) é taxativo: 15% da população entre 15 e 24 anos estão alfabetizados em nível rudimentar; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-)Ensino Fundamental : 1,4 milhão largaram a escola em 2008;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-)MEC suspende ingresso de alunos em Pedagogia na Faculdade Sumaré por excesso de oferta de vagas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-)Enem para professores mas Pedagogia e Licenciaturas ficam à deriva nas formações; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8-)Demagogia no Ensino Superior: das 13 universidades federais criadas nos dois mandatos do presidente Lula duas se destacam pelo excêntrico: a Universidade Federal da Integração Latino-Americana(Unila), sediada em Foz de Iguaçu, ora funcionando provisoriamente num prédio da Usina Itaipu; a outra, que será erguida em Redenção ( 55 quilômetros de Fortaleza ), Universidade Federal de Integração Luso-Afrobrasileira (Unilab), cidade com 27 mil habitantes, foi escolhida por ter sido a primeira a libertar todos os seus escravos antes da Lei Áurea ( 1888);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9-)”O Inep não está desgastado” ainda que tenha cancelado 54 perguntas das avaliações aplicadas em novembro de 2009, enquanto que mal formuladas ou polêmicas, por conta do caráter político que apareceram no Enade. Afora o “imbróglio” dos cadernos de provas que seriam “vendidos” ao jornal Estado de São Paulo, etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, universo totalmente em desencanto pelas estapafúrdias situações, colocações, intenções, a quem parece estar tudo às mil maravilhas, céu de brigadeiro pela frente.&lt;br /&gt;Os conteúdos que se seguem às manchetes são escabrosos para quem tem preocupação com a educação nacional, a ponto da recomendação que não evitem mais que seus filhos leiam o &lt;br /&gt;noticiário sobre violências, corrupção, etc. no país, mas suprimam a editoria de educação porque certamente você não terá respostas aos questionamentos deles de como vai a saúde do ensino brasileiro.&lt;br /&gt;E vem aí a discussão/implantação do novo PNE para o próximo decênio sem que se tivessem cumprido nem 46% do plano anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viver verá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-6627324540342260213?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/6627324540342260213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=6627324540342260213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/6627324540342260213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/6627324540342260213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/06/samba-do-crioulo-doido-ja-era-prevalece.html' title='Samba do crioulo doido já era. Prevalece o tango do japonês sumô.'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-1765740194236790962</id><published>2010-05-11T16:44:00.000-03:00</published><updated>2010-05-11T16:44:54.776-03:00</updated><title type='text'>De Geração em Geração, sem Solução?</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Assessor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teóricos sociais — sociólogos, antropólogos, psicólogos, pedagogos, etc. — já estão quase de acordo na separação dos grupos das gerações, cujos estudos e discussões vêm ganhando observadores atentos, sobretudo os operadores da educação brasileira, quanto aos perfis estabelecidos. &lt;br /&gt;Por oportuno, o SEMESP, em São Paulo, discutirá em suas Jornadas Regionais a temática da Geração Y.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguns meses para cá a imprensa vem divulgando o assunto como que na tentativa de rastrear, principalmente, o público de hoje na universidade e com isso quase discutir alguns comportamentos dominantes nesse “lócus”. Inclusive, começa a surgir literatura nacional traçando balizas para as quatro gerações: a dos tradicionais, nascidos até 1950; a dos baby boomers, nascidos entre 1951 e 1964, ou seja, os situados hoje entre 59 e 46 anos de idade; os da geração X, nascidos entre 1965 e 1983, hoje situados entre 45 e 27 anos de idade; e ultimando com a geração Y, nascidos entre 1984 e 1990, hoje situados entre 26 e 20 anos de idade.&lt;br /&gt;Há quem já esboce a geração C, geração M e a geração Z, (matéria publicada pela revista Veja, recentemente) os nascidos em 1991 para cá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia abaixo como a especialista Karla Santana Mamona, da InfoMoney, descreve os tipos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geração dos tradicionais – Nascidos até 1950, são pessoas extremamente dedicadas, que entendem e se conformam com o sacrifício; admitem recompensas tardias; respeitam a hierarquia e são formais: burocratas. O dever vem antes do prazer e são bons em tomar decisões pressionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geração dos baby boomers – Nascidos entre 1951 e 1964, são pessoas revolucionárias e moldadas com grande disciplina; céticos em relação à autoridade, independentes; transformadores, buscam reorganizar ou reestruturar suas organizações; foco no curto prazo e mentalidade de trabalhar pressionados; liderança por consenso; tendem a priorizar o trabalho, acreditam num mundo competitivo e compenetrado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geração X – Nascidos entre 1965 e 1983, buscam equilíbrio entre a vida pessoal e profissional; são pessoas auto-centradas, empreendedoras e extremamente independentes: altamente pragmáticas e orientadas às ações; liderança por competência; grupo mais conservador da força de trabalho. Meta de carreira dirigida a novos desafios; gostam de trabalhar num ambiente de equipe e a primeira geração que verdadeiramente domina os computadores - Era da Informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geração Y – Nascidos entre 1984 e 1990, são tecnologicamente superiores; tendem a ter entendimento global; necessitam de reconhecimento positivo periódico; desejam crescimento rápido na carreira e são imediatistas. Tecnicamente muito sofisticados; multi-tarefeiros; fiéis aos seus projetos; informais, autônomos e individualistas. Não abrem mão de gerenciar simultaneamente sua vida pessoal e profissional. Precisam se sentir "fazendo parte" do time: liderança por coletividade e inclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível fazer leituras adicionais nos endereços abaixo ou clicando no pesquisador Google — Geração C, Geração Y , etc.: &lt;br /&gt;http//miriamsalles.info/wp/?p=165 contido no YouTube. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://augustocvp.wordpress.com/2009/05/06/a-geracao-m/"&gt;http://augustocvp.wordpress.com/2009/05/06/a-geracao-m/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ter sustentação real e efetiva os perfis contêm muita heterogeneidade de posturas, pretensões, fatores existenciais (com algum conflito entre eles), aspirações pessoais, condutas individuais e grupais que ganham até certa imbricação. Não nos interessa comentar o ensino fundamental e médio, mas atentar para o fato de que na universidade encontram-se representantes dessas quatro gerações. &lt;br /&gt;Cabe a primeira pergunta: nossos docentes estão preparados, habilitados e capacitados para esse enorme desafio na proposição e administração dos conteúdos dos planos de aulas? Ao que tudo indica essa preocupação ainda não chegou perto dos muros das escolas embora venha sendo debatida mas é a bola da vez junto aos organismos de RH, que discutem a presença dessas gerações no mundo empresarial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas poucas instituições, entretanto, como casos isolados, já tomaram a dianteira no trato de evitar conflito de gerações nas salas de aulas. Uma delas é a Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo.&lt;br /&gt;A iniciativa se deu pelo último Censo, o qual indicou que um em cada quatro estudantes ingressantes em curso superior, em 2008, tinha 30 anos ou mais. &lt;br /&gt;De 2000 a 2008 o grupo desses universitários ingressantes aumentou à extraordinária taxa de 206%; os de 24 anos também subiu, mas em 89%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imbroglios à parte, de eventuais conflitos geracionais sobre o chão das salas de aulas, há muito ainda por se discutir na busca de eficácias programáticas com as novidades tipológicas acima descritas. É desafio e tarefa inadiável da iniciativa privada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora outras heterogeneidades persistam na sala de aula como a de alunos egressos de escolas públicas e privadas, as primeiras como responsáveis pelos 15% da população brasileira, com idade entre 15 e 24 anos, considerada analfabeta funcional, isso permite afirmar que a incúria governamental — dos analfabetos educacionais — vem sendo tanta e muita. E o quadro não mostra melhoras em grandezas como desejamos e precisamos: educação de primeira qualidade para o fundamental e médio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem são esses alunos, ora ingressantes com 30 ou mais anos, calouros, transferidos, desistentes do mesmo curso ou de outro, de graduação ou tecnológicos, que já estão no mercado, supostamente capazes economicamente? Tanto melhor se têm autonomia financeira&lt;br /&gt;A depender de crédito e financiamento estudantil melhoramos timidamente, hoje expressos pelas estatísticas de quase 190 mil usufruindo o ProUni integral, com perto de só 150 mil no Fies, outros 67 mil no ProUni parcial e 54 mil (13%)oferecidos pelas próprias IES. É uma gotinha no oceano quando temos perto de 4 milhões de universitários nas instituições privadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-1765740194236790962?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/1765740194236790962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=1765740194236790962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1765740194236790962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1765740194236790962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/05/de-geracao-em-geracao-sem-solucao.html' title='De Geração em Geração, sem Solução?'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-7228639893427946730</id><published>2010-04-29T16:45:00.000-03:00</published><updated>2010-04-29T16:45:56.877-03:00</updated><title type='text'>Faculdade sucumbe diante de pretoria</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Assessor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente notícia, a Faculdade Sumaré, em São Paulo, foi submetida à semelhança de tribunal romano, o dos tribunos ensandecidos, mandando suspender(vagas) ingresso de alunos em Pedagogia. Afora mal entendidos, a escola se defenderá. Leia abaixo o conteúdo da pendenga: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portal G1, 23/04/2010 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEC suspende ingresso de alunos em Pedagogia na Faculdade Sumaré &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo portaria, instituição oferece mais vagas que o permitido. Faculdade tem 15 dias para apresentar defesa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Nogueira &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Secretaria de Educação Superior (Sesu) instaurou processo administrativo contra a Faculdade Sumaré, que tem cinco unidades em São Paulo, por oferecer mais vagas do que o permitido para o curso de pedagogia, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (23). A Sesu determinou, como medida cautelar, a suspensão de novos ingressos de alunos no curso, tanto por seleção como por transferência. A instituição tem 15 dias para apresentar defesa. O diretor-superintendente da Faculdade Sumaré, Eliseu Lourenço Pereira, disse acreditar que o problema ocorreu na publicação do reconhecimento do curso de pedagogia no ano passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Pereira, a faculdade já oferecia 900 vagas em pedagogia com autorização do MEC quando o curso normal superior, que tinha 400 vagas, passou a ser denominado Pedagogia. A partir de então, a faculdade passou a oferecer 1.300 vagas. No entanto, o MEC reconheceu apenas 400 vagas em portaria publicada no Diário Oficial em 15 de junho. "Pedimos retificação da portaria que autorizou o curso, porque diminuiu o número de vagas, mas ainda não tivemos resposta”, disse Pereira. O diretor afirmou que a instituição ainda não teve acesso às informações técnicas da portaria. "Devemos receber a notificação oficial no início da próxima semana e temos uma audiência marcada para apresentar a defesa na quarta-feira", afirmou. De acordo com o diretor, a faculdade espera resolver a situação antes da abertura do processo seletivo do segundo semestre, prevista para o final de maio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem cabimento, quando o país precisa de mais formadores desde a creche até o final do fundamental ? Despropósito. Se a escola tem os 1.300 candidatos ( com muita sorte dela, pois é particular, em detrimento das vagas ociosas nas escolas públicas na mesma área ) qual é a questão em discussão ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só na cidade de São Paulo há milhares de vagas não cobertas por ação política ( intencional ? ) ou por incúria de governo nesse segmento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a efetiva razão da medida ?&lt;br /&gt;Qual o problema quando a instituição tem condições de atender ao público ?&lt;br /&gt;Ou seja, tem acomodações ( prédios - salas - professores, etc. ) limitar-lhe as vagas ! Quisera tivessem como atender mil, dois mil. É uma cegueira absoluta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as metralhadoras continuam a cuspir fogo sobre as licenciaturas. Com a palavra a profa. Eunice Durhan .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há nelas se têm espaço, carteiras ociosas, bibliotecas, brinquedotecas, laboratórios diversos, corpo docente e coordenação capaz ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, já tomou a sua dose de cicuta hoje ? Deixe a Devassa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inadmissível quando em São Paulo o próprio Estado tem em seus quadros docentes que não lograram aprovação, em recente exame de qualificação, no qual quase 50% foram reprovados, com ciência e admissibilidade disso. Onde é que estamos, em tempos de inquisição espanhola ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes dos integrantes da(s) comissão(ões) que avaliaram a instituição têm que vir a público, senão também as autoridades superiores. &lt;br /&gt;Dezenas de IPEs estão oferecendo graciosamente tais cursos exclusivamente para mantê-los vivos no rol de cursos ofertados, com peso financeiro próprio e com isso dar sua contribuição às formações (Pedagogia e Licenciaturas), de que tanto carecemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-7228639893427946730?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/7228639893427946730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=7228639893427946730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/7228639893427946730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/7228639893427946730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/04/faculdade-sucumbe-diante-de-pretoria.html' title='Faculdade sucumbe diante de pretoria'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-2833006137755905579</id><published>2010-04-08T12:35:00.000-03:00</published><updated>2010-04-08T12:35:09.691-03:00</updated><title type='text'>Bicho Papão de Três Cabeças</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mantenedores têm verdadeiro pavor das Desistências, Trancamentos e Cancelamentos. &lt;br /&gt;Não sem razão pois eles acontecem, provavelmente, por algum defeito na fabricação.&lt;br /&gt;Entram na linha de montagem mas sucumbem na primeira curva da esteira rolante que aprova ou condena a matéria prima utilizada.&lt;br /&gt;Há percentagens perigosíssimas quando uma somada com outra(s) cenarizam o final do semestre letivo com menos 10 a 20% do alunado.&lt;br /&gt;Mas, porque essa tríade maldosa ocorre quando "tudo está bem, tudo ia muito bem" ?&lt;br /&gt;Algumas estilingadas rápidas e lá na frente, no stand de tiro ao alvo no macuco, não tem erro.&lt;br /&gt;É macuco no bornal. Ou seja, vai tudo pro saco: CPA mal conduzida e incompetente(ineficaz); corpo docente desengajado; conteúdos programáticos à deriva do mercado e na empregabilidade, dissociados e avessos às diretrizes curriculares; atendimento despersonalizado ao aluno; horário de aula incompatível com o horário de trabalho do aluno; acomodações impróprias; coordenações de cursos totalmente órfãs; ausência de docentes às aulas; enganos(embromation) escancarados em bibliotecas e laboratórios; barzinhos nas esquinas próximos da IES, afora praças de alimentação cada vez mais "apetitosas", etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programado para os dias 4 e 5 de maio, em Belo Horizonte, acontece o Curso de Captação e Retenção de Aluno, promoção da Carta Consulta, Editau e Consae.&lt;br /&gt;Serão palestrantes os americanos Tent Argo, Marcus C.Whitt, Vanedson Ximenes e Thomas M.Huebner Jr. além do brasileiro Willie Muriel Cardoso. &lt;br /&gt;A oferta do curso, publicada em www.cartaconsulta.com.br, tem como material informativo os vastos currículos dos experientes expositores, as ementas temáticas, além do texto abaixo, justificador da proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os processos de captação e retenção de alunos ganham cada vez mais a atenção dos dirigentes das Instituições de Ensino Superior. A captação não se resume no preenchimento das vagas oferecidas. É preciso ir além.&lt;br /&gt;Preencher as vagas é condição fundamental para a sustentabilidade do projeto acadêmico institucional. Ir além é buscar o melhor aluno possível, aquele mais preparado para aprender e para contribuir como discente, envolvendo-se com a sua formação até o final, sem evadir.&lt;br /&gt;Este é um ponto de semelhança entre organizações educacionais no mundo todo, não importando o marco regulatório, o meio acadêmico ou contexto mercadológico a que se vinculem. Todas precisam captar e manter os melhores alunos possíveis, sobretudo, num ambiente onde o número de vagas oferecidas excede o número de candidatos preparados para o ensino universitário. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso vem bem a propósito do momento quando os índices de evasão começam a majorar e esvaziar salas de aulas, preocupantemente frente à manutenção dos custos mas com perda de receitas.&lt;br /&gt;Inseridas num contexto altamente competitivo, as universidades americanas implantaram departamentos de recrutamento, de admissão, de orientação financeira e de egressos, dentre outras estruturas. Criaram estratégias e táticas e aprenderam a captar e a manter os melhores alunos possíveis. Atualmente elas contam com alunos do mundo inteiro.&lt;br /&gt;No Brasil vivenciamos o mesmo contexto competitivo, mas ainda não implantamos uma gestão capaz de cuidar de todo o processo de captação e principalmente de retenção de alunos, indo até a implantação de uma política de egressos eficaz. Estamos realizando uma série de ações, é verdade, mas ainda não paramos para pensar e planejar nossas estratégias. &lt;br /&gt;Falta-nos, inclusive, a mais simples das pesquisas para conhecer e entender os processos da tríade maldosa, que tem muito a ver com a qualidade da matéria prima, transformação e produto final.&lt;br /&gt;Está na hora das IES nacionais se preocuparem mais sobre a retenção e menos na captação,&lt;br /&gt;predatória. A segunda não é garantia para a primeira. Quem (sobre)viver verá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ausência de quem culpar, há os que atribuam as perdas ao FIES, ao ENEM, ao Prouni, ao&lt;br /&gt;confronto das gerações "X" e "Z" nas salas e por aí vamos. Pode ???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-2833006137755905579?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/2833006137755905579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=2833006137755905579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2833006137755905579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2833006137755905579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/04/bicho-papao-de-tres-cabecas.html' title='Bicho Papão de Três Cabeças'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-4055226560131823542</id><published>2010-03-12T07:47:00.000-03:00</published><updated>2010-03-12T07:47:05.557-03:00</updated><title type='text'>Pesadelo é melhor do que o despertar</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase, por inteiro, é do impagável Millor Fernandes: "No Brasil de hoje, o pesadelo é melhor do que o despertar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é para menos quando o noticiário da mídia assombra os operadores da educação com matérias e reportagens que são autênticos tapas na cara com os títulos "País só cumpre 33% de metas de educação", "Federais ainda têm 45% das vagas", "Ajuda do BNDES a faculdade não sai do papel", "Caixa cobra 37 mil fiadores de universitários do FIES", e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao descumprimento das metas do PNE, na ordem de 67%, é de se perguntar no que constituirá o novo plano, já em gestação, com período abrangente até 2020 ? Ora, se 2/3 do plano não conseguiram consecução melhor seria adiar um novo, salvo se ele virá para impor correções de rotas aos 2/3 que não foram realizados, exclusivamente. Pois, corremos o risco de acumular aos 2/3 outros tantos porcentis que a dívida social-educacional nunca poderá ser resgatada. E eram 294 as ditas metas, criadas em 2001. E a avaliação sobre o quadro não foi encomendada politico-partidariamente. Foi realizada pelas universidades federais com apoio do Inep, ligado ao MEC. É importante considerar que o levantamento foi feito de 2001 a 2008, ou seja, dois anos de FHC e seis anos de Lula. Por certo, em 2009 e 2010 as coisas pioraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para ilustrar, na educação superior o plano estabelecia uma meta de 30% dos jovens na universidade, porém, em 2008 o índice acusava só 13,7%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido em números absolutos são milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de pasmar e de querer voltar para a cama e ao pesadelo quando se sabe que o país ainda tem 16 milhões de analfabetos, de 15 anos ou mais, que não sabem escrever. Fora os analfabetos funcionais ( ? ). Ou seja, no Brasil existem 16,295 milhões de pessoas incapazes de ler e escrever pelo menos um bilhete simples. Levando-se em conta o conceito de "analfabeto funcional", que inclui as pessoas com menos de quatro séries de estudo concluídas, o número salta para 33 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a culpa é atribuída à falta de recursos das burras governamentais quando abundam Reais em meias e cuecas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentar que as universidades federais não conseguiram preencher 45% de suas vagas é comédia, não fosse tragédia. Vagas dispostas, corpo docente alocado para as turmas, primeiro dia de aula e não tem ninguém na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem nada não. O professor volta para a sala dos docentes e fica lendo jornal. Afinal quem paga, o contribuinte, não vê nada porque é o país onde ninguém sabe de nada, escuta e vê nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o BNDES ( leia-se contribuinte ) está "amargando prejuízo" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;grande pois não conseguiu colocar uma linha de crédito/empréstimop às IPES—Instituições Privadas de Ensino Superior — porque nenhuma instituição conseguiu, desde o lançamento do programa, há 5 meses, colocar o dedo mindinho na piramidal verba de R$ 1 bi. O motivo: as IPES alegam que para obter o empréstimo os requisitos não são rígidos demais, são intransponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um avatar para transpor esse buraco, e convocando o Diretor Cameron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque as particulares oferecem 75% das vagas no ensino superior e com milhares ociosas. Aqui o conceito de ocupação é diferente: não tem aluno não abre a turma/curso. Não há despesas, não há repasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem na linha do "ganhou mas não levou", perdeu-se o volante da Mega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, na contra partida, por paradoxal ou antítese, até julho de 2009 a Caixa Federal acumulava um total de 250 mil contratos em fase de quitação da dívida, decorrente do Fies. Mas, 37 mil fiadores foram acionados dentre os mais de 50 mil inadimplentes. E o jurídico da Caixa já sabe: só acionando e penhorando bens do fiador. É de chorar sabendo que há docentes lendo jornal na sala dos professores porque não existe aluno na sala "programada". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: por recente portaria do MEC, a de nº 234, de 4/3/2010, são convocadas trinta e duas instituições, entre Academias, Associações, Sociedades, Uniões e Confederações, além da UNE, ao oferecimento de lista tríplice para indicação à composição das câmaras do CNE. Não constam a ABMES, o SEMESP, os SINPROs e tantas outras entidades que efetivamente representam o setor educacional nacional. Dejà vu !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor ( contribuinte ) está com a palavra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-4055226560131823542?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/4055226560131823542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=4055226560131823542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4055226560131823542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4055226560131823542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/03/pesadelo-e-melhor-do-que-o-despertar.html' title='Pesadelo é melhor do que o despertar'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-1011443198725920956</id><published>2010-03-01T12:58:00.000-03:00</published><updated>2010-03-01T12:58:50.384-03:00</updated><title type='text'>No Lugar Errado</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional &lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se tem visto nos últimos anos – com maior incidência de 95 para cá, depois do surgimento da Avaliação das Condições de Oferta, substituída pela Avaliação das Condições de Ensino e finalmente o SINAES (Lei 10.861, de 14/04/04), proposta pelo MEC-INEP para as instituições de educação superior – é a conferência de uma grande força antes ao corporativismo acadêmico, diferente do trabalho acadêmico puro, do que às funções executivas como condição bem marcante de uma hegemonia no meio acadêmico. Esse corporativismo dá pouca ou nenhuma atenção aos méritos e resultados alcançados pelo staff inferior. Muito menos ao anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As IES privadas continuam a buscar no elemento causal a iniciativa funesta da troca e da substituição de equipes. Se possível, toda ela. Ninguém “presta” para o novo que se inicia. O velho não cabe no novo processo e a desqualificação do trabalho anterior – desconsiderando os pontos bons, inclusive – leva ao equívoco de refundar e desconstruir apenas em conceitos o que a práxis contrapõe, sobretudo se afoitamente. E dá-lhe um turnover geral, não só nas novas mas também nas IES mais antigas. E o rodinho passa da telefonista ao Coordenador, dos bedéis ao corpo docente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica, portanto, é a descontinuidade das ações e o desprezo pelos resultados que antes se alcançavam. Trata-se, aliás, da própria cultura político-partidária brasileira que entende, não poucas vezes, desmerecer o trabalho de governantes anteriores e assim não dar continuidade a obras e políticas acertadas, impedindo o progresso da sociedade. Fica estabelecido um conflito, seja por acaso ou por causa, entre a academia e a prática. Esta última sempre cobrada e carregada de experiência, só cabendo aos intelectuais a definição de modelos, jamais sua arquitetura e operacionalidade. Infelizmente, não é o que se tem visto nas instituições de ensino que passaram a privilegiar doutores e mestres frente às Coordenações de cursos, que lograram tais títulos com uma dissertação ou tese de focos exclusivos, num único minuto das horas do conhecimento. Logo-logo se reduzirão a poucos segundos pela obsolescência de tal conhecimento com destino ao descarte. Há quem diga que em 72 horas o conhecimento se renova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pós-graduação é fase demais delicada no percurso de um intelectual e abraçar essa viagem cultural não tem volta. É a essência justificadora da educação continuada, de que tanto carecemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alocar um mestre ou doutor – senão no grupo de notáveis da instituição – frente à coordenação de cursos é negar o empenho e esforço da dedicação a uma pesquisa. Que não se exaure nesses dois graus, mas devem ir além. Fora o alto custo para o Estado ou para o indivíduo se às próprias expensas. Esse esforço de mestres e doutores garante, em sala de aula, avanços nos conhecimentos e na pesquisa, porquanto esses intelectuais são donos, em geral, de um saber muito específico de determinado campo do conhecimento que no mais das vezes é inútil diante do todo coordenador-administrativo, função que carece quase cem por cento de experiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos são os titulados, para não dizer nenhum, que trazem um mestrado profissional. Os MBAs e os MBCs** apenas credenciam especialistas, não mestres, porém a bola da vez é o mestrado e doutorado para o magistério. Melhor, portanto, seria mesmo colocar os titulados em sala de aula, nunca frente a uma coordenação, cuja função vai muito além de gerir, gerenciar como gestor cuja exigência máxima é a prática, a fazeção, conhecendo o chão da fábrica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa particular não pode replicar o engano dos cursos públicos superiores, cuja exigência legal ou estatutária centra no eixo administrativo um livre-docente, um doutor ou mestre gravitando entre dezenas de titulados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empreendimento da educação privada tem outros compromissos, não dissociados mas também não similares aos da educação pública, que não pode ser massiva, que deve formar professores com excelência, em progressão geométrica porque temos pressa. Essa deve ser a responsabilidade maior do Estado, além da pesquisa e da extensão sérias, comprometidas com a Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutorado em amebas ou semiótica não credencia para uma Coordenação, não autoriza a gestão de qualquer curso que vise ao mercado de trabalho, última instância de um investimento particular na graduação. E a grande maioria dos cursos vai pela estrada do emprego. E tem mesmo de ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito breve o mundo profissional brasileiro vai se ressentir de ações não impetradas nas graduações se não trocarmos o blá-blá-blá do “achismo” acadêmico pela realidade contundente da necessária ocupação dos espaços de trabalho pela juventude, já de si tão desencantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foram poucas as vozes que até aqui já deram o diapasão mas o INEP e mantenças continuam com ouvidos de mercadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prof. Edson Franco (UNAMA) redigiu um excelente tratado sobre o assunto, sobre o perfil necessário para um Coordenador de curso, alguém que transite com segurança, proficiência e domínio nos fazeres universitários. Predicados que são insubstituíveis para a elaboração do melhor currículo, com disciplinas e respectivos conteúdos consoantes aos mercados, à prática para a empregabilidade levada às últimas consequências, instalação e manutenção de laboratórios, acervo bibliográfico, etc. etc. Alguém com capacidade e habilidade bastantes para a construção de um ótimo calendário letivo, um líder que some e multiplique opiniões favoráveis, abalizadas no tête à tête ou em reuniões grupais, além de profundos conhecimentos das rotinas de secretarias e até mesmo um eficiente calendário de provas. Se a (nova) política financeira adotada pela IES é de mensalidade X ou Y, isso não altera o cenário. Até porque, se tal política é medida adequada ou não reverterá pelo resultado mas a qualidade do produto, a formação, é preocupação necessária pela própria manutenção do empreendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massificação e fazeção não combinam com elitização, não dá liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa equipe compondo o corpo docente deveria ter no mínimo 30% de profissionais do mercado e pra fechar o saldo, 30% especialistas, 20% mestres e 20% doutores, nessa ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** MBAs: Master Business Administration e MBCs: Master Business Communication&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-1011443198725920956?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/1011443198725920956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=1011443198725920956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1011443198725920956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1011443198725920956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/03/no-lugar-errado.html' title='No Lugar Errado'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-1808048564855182446</id><published>2010-02-21T16:00:00.000-03:00</published><updated>2010-02-21T16:00:10.103-03:00</updated><title type='text'>A Dança dos Números</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre janeiro e fevereiro o noticiário sobre o setor da educação rareia levando os plantonistas da mídia na busca de assuntos nem sempre pautados com a chancela de “importante”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está sendo mais uma vez o caso de 2010 quando restou alguma notícia sobre o ENADE e o dragão de uma só cabeça, o ENEM, eventos que se arrastaram com hilariantes acidentes de percursos. A da falha que afetou 915 redações no Enem mais a aloprada publicação dos resultados, com uma autêntica via cruxis para escolha de matrículas, foi surrealista. Picasso e Miró foram rebaixados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, manteve-se as editorias em pé com material “frio” e atemporal, que deixou certo estarrecimento e perplexidade aos governos dos três níveis pelas informações reveladas.&lt;br /&gt;São de abalar fundações de pirâmides egípcias se interpretadas pelos resultados e conseqüências, mediatas ou não.&lt;br /&gt;Uma delas, a de 19 de janeiro, pela FOLHA, dizia que 6% das vagas no 1º ano não são preenchidas e que em cursos que não são da área de formação de professores o índice cai para 3,5%, desastrosamente. E o contribuinte continuando a pagar as contas nas públicas, pela ociosidade. Ou seja, faltam professores com formação adequada no ensino básico e sobram vagas nas IES públicas em cursos de pedagogia e licenciaturas diversas, demandas e ofertas com desajustes. No ano de 2008 restaram absurdas 4.468 vagas sem preenchimento nos seletivos públicos. Em breve a sociedade enfrentará problema gigantesco com a falta de docentes, chegando ao cúmulo de ter que pagar para estimular a carreira. Estudantes ingressarão pelas licenciaturas desde que sejam remunerados. É uma alternativa. Prova irrefutável da fugas às licenciaturas nos chegou por G.Dimenstein ao afirmar que apenas 2% dos estudantes do ensino médio querem ser professores e que esse fato mostra que a profissão de professor está em baixa, diria até desmoralizada. E, o pior dos dados: os futuros professores são recrutados entre os alunos com as piores notas e que quase 90% são de escolas públicas. Portanto, opção de quem não tem opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe por isso, no Enem, as licenciaturas tiveram a menor nota de corte quando dos cem cursos com as notas mais baixas, 75 são os que formam professores, como física e matemática. Na Finlândia, os futuros docentes são selecionados entre os 10% melhores alunos do ensino médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 20 de janeiro, pelo ESTADÃO, outra notícia escabrosa dando conta que o país logrou o 88º em ranking de ensino mundial do qual participam 128 países avaliados pela UNESCO.&lt;br /&gt;À nossa frente estão Cuba, Argentina, Uruguai, Chile, México, Venezuela, Panamá e Peru, dentro outros. Depois do Brasil estão o Suriname, El Salvador, Guatemala e Nicarágua.&lt;br /&gt;Embora tivéssemos melhorado quando ao Índice de Desenvolvimento Humano ( IDH ) não ocorreu melhora mostrada no Índice de Desenvolvimento Educacional ( IDE ), com resultado 0,883 — a nota varia de 0 a 1 — daí a posição 88º. Para se ter idéia do descalabro, quando se analisa o índice que calcula quantas crianças que entram na 1ª. Série do fundamental concluem a 5ª. Série, o País cai para 0,756, uma ruína.&lt;br /&gt;E não poderia ser diferente quando mais de 17,8 mil escolas não têm energia elétrica e só 37% possuem bibliotecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia 20, também no ESTADÃO, um “exocet” para a sociedade informando que 18% dos jovens não estudam, conforme o Ipea, na faixa dos 15 e 17 anos, sob o motivo de trabalho para eles e gravidez precoce para elas.&lt;br /&gt;E às ruins juntou-se a pior, a péssima notícia de que dos 182 mil professores temporários que fizeram em dezembro a prova de seleção do governo paulista, 48,4% , ou 88 mil, não alcançaram a nota 5, a mínima para lecionar. E o índice pode ter sido pior já que até 20% da nota final vêm de uma pontuação recebida pelos anos de serviço na rede. E o ápice do tresloucamento: o secretário do Estado da Educação admite que tais docentes reprovados poderão dar aulas na rede em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto notícias nada abonadoras permeiam pela mídia vem uma muito boa estampada no VALOR ECÔNOMICO de que os cursos técnicos respondem por 10% do ensino médio. Ou seja, em 2001 o Brasil contabilizava 462,2 mil matrículas no ciclo profissional, representando só 5% dos 8,398 milhões de alunos no nível médio regular — com pico de 9,169 milhões de matriculados em 2004 — em 2009 fechamos a conta com 861,1 mil estudantes. Isso significa uma participação e expansão de 10% na taxa de matrículas do ensino médio ( 8,337 milhões ), de acordo com o Inep. É realmente auspiciosa e surpreendente a demanda do mercado de trabalho pelos técnicos formados em algum dos 185 cursos, distribuídos por 12 eixos com características científicas e tecnológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para arrematar, a notícia vem do Rio de Janeiro onde pesquisa mostra que 95% não sabem se vão concluir os estudos e portanto só 5% dos alunos da rede pública estadual têm certeza de que vão concluir o ensino médio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-1808048564855182446?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/1808048564855182446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=1808048564855182446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1808048564855182446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/1808048564855182446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/02/danca-dos-numeros.html' title='A Dança dos Números'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-2476519926120434087</id><published>2010-01-01T11:12:00.000-02:00</published><updated>2010-01-01T11:12:56.812-02:00</updated><title type='text'>Alguém arrisca uma consulta ou tratamento?</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia 19 o presidente Lula chegou ao Centro Cultural Banco do Brasil e foi assaltado por brasileiros médicos, formados em Cuba, que reivindicam o reconhecimento de seus diplomas, portando faixas e com abordagem pessoal, ao que o mandatário sempre se presta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, com a edição em setembro deste ano da Portaria Interministerial Nº 865 — Ministério da Educação e Ministério da Saúde — foi fixada nova sistemática de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior, apoiada num projeto piloto, assoberbado pelo ANEXO publicado no DOU, nº 177, de 16/09/09, impecável na redação e propósitos. Tipo, ninguém tasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela Portaria fica estabelecido que os alunos formados em instituições estrangeiras, que queiram revalidar diploma no Brasil, farão um exame nacional que avaliará os conhecimentos, habilidades e competências requeridos para o exercício profissional da medicina no país. O exame será elaborado e aplicado pelo INEP, com apoio das universidades participantes do projeto. Ou seja, a coisa ficou feia, preta e dura para esses pretendentes que durante seis anos puderam passear e conhecer a “isla de Fidel”, um amontoado de 14 províncias, com 169 municípios, 12 milhões de habitantes num espaço de 110 mil Km2. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o referido projeto piloto foi elaborado com base na Matriz de Correspondência Curricular, um primor conteudísitico elaborado por uma subcomissão temática formada por integrantes do MEC e do MS, representantes de universidades e especialistas em educação médica. A matriz referencial, a partir daí, passará a subsidiar os processos de revalidação dos diplomas estrangeiros na área médica. Ou seja, ficou difícil pra não dizer impossível. Daí também a grita dos excursionistas da “isla”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 30 de março de 2005 o site www.universia.com.br publicou a matéria logo abaixo. O leitor aqui tem voz e opinião no botão comentários, considerando a que se expõe o universitário brasileiro, candidato, por exemplo ao FUVEST:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Medicina em Cuba &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Governo cubano concede a cada ano cerca de 100 bolsas para estudos de medicina naquele país &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O principal programa de concessão de bolsas oferecido pelo governo de Cuba a brasileiros é destinado a estudos na ELAM (Escola Latino-americana de Medicina), em Havana, capital do país. A cada ano, até 100 brasileiros são selecionados para cursar medicina naquela instituição.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todas as indicações de candidatos são feitas indiretamente por instituições oficiais do governo ou organizações políticas, sociais e religiosas brasileiras. Isto é, o interessado em estudar medicina em Cuba deve se informar junto a organismos governamentais, partidos políticos, ONGs (organizações não-governamentais), representações religiosas (como a Igreja católica) e outras instituições de ação social que são as responsáveis por indicar à representação diplomática de Cuba no Brasil os candidatos pré-selecionados às bolsas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Após esta fase, autoridades representantes do governo cubano são incumbidas de nalisar as candidaturas e selecionar aqueles que serão beneficiados pelo programa de bolsas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Benefícios&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A bolsa prevê a concessão de moradia em Cuba, alimentação e estudos de forma gratuita, em iguais condições às dos bolsistas cubanos. Os custos das passagens aéreas de ida e volta correm por conta do estudante. Em alguns casos excepcionais, o governo de Cuba concede também a cobertura dos custos com as passagens aéreas, segundo informa a Embaixada de Cuba em Brasília.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os estudantes devem ter no máximo 25 anos; ter concluído o Ensino Médio, que é o nível equivalente à educação pré-universitária cubana; pertencer a uma família de baixo poder aquisitivo; e demonstrar aptidão física e mental para acompanhar o curso. Os candidatos terão também avaliados seus conhecimentos gerais, tendo em vista a perspectiva de poderem se adaptar e acompanhar os estudos em Cuba.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma beleza ? A ensejar um “também quero“! ?&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pois é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o leitor tem real interesse no assunto, recomendamos acessar o site www.escolasmedicas.com.br e ali encontrar algumas estatísticas estarrecedoras como a de que são oferecidas no Brasil 16.845 vagas para ingressantes em cursos médicos. É pouco, em 178 escolas no país ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, São Paulo vai à frente com 31 escolas( nas quais se formam três mil médicos todo ano), seguido por Minas Gerais com 27, Rio de Janeiro com 18, Rio Grande do Sul com 11, Paraná com 10 e Santa Catarina também com 10.&lt;br /&gt;Dentre as 178, privadas são 102, federais 45, estaduais 26 e municipais 5.&lt;br /&gt;Noves fora a desatualização do site, que zelosamente deveria estar “up to date”, quarenta outras pediram autorização de funcionamento no país e tramitam no CNE.&lt;br /&gt;Três delas deitaram e jogaram a toalha esta semana, em recentes Portarias com o carimbo de “Sem Chance”, duas na Bahia e uma no Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda conforme o site indicado, as campeãs de vagas são a Universidade Gama Filho (400), Universidade Federal de Minas Gerais (320), Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (200), Universidade Federal do Rio de Janeiro (192), Escola de Medicina Souza Marques (RJ)(192), PUC do Paraná(180), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo visto, está fácil explicar a opção do turismo pela “isla” de Cuba, em detrimento aos concorridíssimos vestibulares nacionais, mesmo que ostentando uma das mais altas taxas de admissão do planeta, perto de dezessete mil vagas ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos, o presidente Lula tinha mesmo é que “passar batido” diante da manifestação dos companheiros. Ora, ora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vai à sanção presidencial o projeto que fixa prazo para universidades se manifestarem sobre a revalidação de títulos obtidos no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Senadores entenderam que, para os diplomas com equivalência de currículo menor que 75%, será necessário estudar mais. O prazo para revalidação de diplomas de graduação e de pós-graduação expedidos por universidades estrangeiras será fixado em seis meses. É o que determina o projeto (PLS 498/03) da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) que sofreu alterações na Câmara e foi aprovado em definitivo pelo Plenário do Senado na última quarta-feira, 25. O projeto vai agora à sanção presidencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, uma resolução do Conselho Nacional de Educação determina que a universidade deve se pronunciar sobre a revalidação dos cursos de graduação feitos no exterior no prazo máximo de seis meses, sem fixar prazo para os cursos de mestrado, doutorado e pós-graduação lato sensu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo projeto, os critérios para revalidação em relação à equivalência dos currículos são: para os cursos com mais de 95% de equivalência, deve ser revalidado o diploma; entre 95% e 75%, o candidato deverá submeter-se a provas na própria universidade responsável pela revalidação do currículo; e abaixo de 75%, deverão ser realizados estudos complementares na própria universidade ou em outra instituição que realize curso correspondente, sem a dispensa de processo seletivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-2476519926120434087?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/2476519926120434087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=2476519926120434087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2476519926120434087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/2476519926120434087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/01/alguem-arrisca-uma-consulta-ou.html' title='Alguém arrisca uma consulta ou tratamento?'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-3002577676395124902</id><published>2010-01-01T11:05:00.000-02:00</published><updated>2010-01-01T11:05:18.427-02:00</updated><title type='text'>O ovo e a galinha, quem veio primeiro?</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta do título é clássica, quase um bordão, quase uma brincadeira, dessas que também questionam se a zebra é branca com listras pretas ou ao contrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia 22 do mês, o jornal O Estado de S.Paulo publicou matéria sobre o assunto do analfabetismo sob a rubrica de João Batista Araújo e Oliveira, referenciando um "pedido" do presidente Lula ao seu ministro da Educação pelo qual cobra ações e resultados mais eficazes naquela consecução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o articulista diz que infelizmente o assunto não se resolve por decreto, com toda a razão pois a solução que se pretende não pode se dar por uma canetada. Isso é possível, sim, mas girando a metralhadora para outro alvo: o curso de Pedagogia e todas as licenciaturas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, em matéria do dia 30, publicada pela Folha de S.Paulo, alguns pedagogos da Unicamp se defendem contra o Secretário Paulo Renato, sem conseguirem convencer a muitos leitores, embora se achem "o alvo de injustas críticas por parte de quem administra os destinos do ensino público paulista". Há um equívoco na matéria: os autores afirmam que as universidades públicas paulistas detêm 25% das vagas contra 75% das privadas, resta saber, a bem da verdade, quantas em cada segmento estão efetivamente ocupadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao primeiro, anos decorreram — e ainda não idealmente — a discutir no CNE os propósitos e objetivos, os conteúdos e finalidades da formação do pedagogo, em cujo curso as IES ainda não "resolveram" o impasse das cargas horárias e respectivas preocupações do que é Estágio e do que é Prática, confundindo e assemelhando-as como se fossem única ação. Como se não devesse haver a imbricação de uma sobre outra (processo de escamas, de telhado), em complementaridade, mas distintamente. Com a palavra a extraordinária educadora Eunice Durhan, da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que de fato ocorre com a educação/ensino no ciclo fundamental, porquanto as gerações continuam nascendo com o mesmo intelecto, o mesmo cérebro e nada mudou senão a ambiência das crianças nas escolas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As IES que têm cursos da natureza de Formação merecem antes de qualquer outro curso uma atenção especialíssima. Uma força-tarefa, um grupo de alta especialização no fazer educativo. Não nas escolas ofertantes do fundamental e médio, mas nos cursos superiores nos quais grassa a negligência, a desídia, como se fossem "cursinhos" de menor importância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do analfabetismo, em todas as dimensões, está, antes da busca de soluções junto àquelas escolas, principalmente, exclusivamente, unicamente, na observação do corpo docente, na configuração curricular e, por decorrência, programática, na infraestrutura, na biblioteca, nos laboratórios (brinquedoteca, etc.) e tudo o mais que componha o universo na oferta das licenciaturas. Sem isso, continuaremos a formar gente incapaz para assumir o magistério do ensino básico, nas últimas consequências de escolarização. Estamos com fome de só comer ovos fritos, omeletes, cozidos ou até crus sem vigiar as poedeiras, que sob luz intensa estão a botar mais que um ovo por dia, contrariando a natureza, sem nutrientes bastantes, por mais tecnologia que se aplique nas granjas. Tem aluno comendo isopor com formato de ovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria dos cursos de pedagogia, também incluídas as licenciaturas, ainda não chegou a capacitação de formação de professores para educação a distância. Pode? Absurdo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário lembra uma crônica do espetacular Stanislaw Ponte Preta que contava sobre uma velhinha que todo dia atravessava a Ponte da Amizade (Brasil-Paraguai) trafegando numa reluzente Lambretta e todo dia era revistada sob a possibilidade de estar contrabandeando alguma coisa. Em realidade ela contrabandeava, sim, Lambrettas, e às dezenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é hora de discutirmos a alfabetização de nossas crianças, que chegam semialfabetizadas aos vestibulares à luz das propostas educacionais do que acontece na formação dos aluninhos, sujeitos a currículos e conteúdos heterogêneos, ao bel-prazer da deriva do processo de ensino no qual abundam profissionais sem formação ou com formação caolha. Antes é necessário discutir a situação dos professores, ou melhor, dos professores dos futuros professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes, sim, merecem cuidado especialíssimo. A proposta educacional deles está na UTI, em fase terminal. Enquanto os cursos superiores não definirem propostas "universais", concretas, "eixos duros", balizadas no DNA da cultura nacional, sem estrangeirismos nem modismos, sem invenções nem caricaturas de ensino-aprendizagem, vamos amargar outra década do PNE que ora se discute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, o Japão implementou um PNE em termos centenários e não decenários. Mal saímos da primeira década, visada pela LDB, e já entramos nas discussões da segunda, sem modificar o que não deu certo, ou quase certo na primeira. Vem por aí uma colcha de retalhos a misturar alhos com bugalhos, sobretudo o que é do jaez público ou particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação não se pensa como negócios, com materialidade de produtos em linha de produção – como quer a OMC – mas a longo prazo. Sobretudo levando em conta que os conhecimentos novos ficam caducos em apenas 72 horas. É hercúleo objetivo, coisa de passar a borracha sobre os erros e evitar enxugar gelo continuamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os futuros docentes do ensino básico, ainda hoje nos bancos escolares das universidades, não tiverem o total domínio do novo acordo ortográfico que vigorará efetivamente em 2010 será um deus-nos-acuda. Aí sim, a língua estará definitivamente esquartejada, ao bom estilo de Jack, o estripador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompamos definitivamente as críticas sobre nossas crianças, que a julgar pelo que se lê e ouve "seriam cretinas", quando imbecilidade é o que perpetramos nas salas de aulas das universidades, na preparação dos futuros professores, a se esperar que sejam extremamente dedicados e abnegados ao mister, altamente preparados e qualificados, com prévia alta formação universitária. Ledo engano com o que aí está. Não tem segredo: diga-me quem foram seus professores e te direi que tipo de aluno és. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, o problema é bem mais embaixo, ou muito mais acima, daí o apelo quase patético das IES de "pelo amor de Deus, não nos entreguem no nível universitário esse balaio de incultura". Mas é quase que o feitiço jogado contra o feiticeiro, não é não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor está com a palavra para fazer seus comentários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-3002577676395124902?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/3002577676395124902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=3002577676395124902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/3002577676395124902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/3002577676395124902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/01/o-ovo-e-galinha-quem-veio-primeiro.html' title='O ovo e a galinha, quem veio primeiro?'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-576992631612732318</id><published>2010-01-01T11:03:00.000-02:00</published><updated>2010-01-01T11:03:12.603-02:00</updated><title type='text'>Onde vamos parar? Ou melhor, como sair desse buraco?</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional &lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para os que ainda não conhecem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o que alguns vestibulandos foram capazes de escrever na prova de redação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cujo tema foi "A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o hilário e a desgraça, cômico não fosse trágico, esta é a matéria-prima que aspira ao banco universitário. &lt;br /&gt;Por acaso, é possível obter solução para o problema com alguma tese, doutrina, conceito ou princípio pedagógico? &lt;br /&gt;Conforme artigo publicado no Portal TERRA, estudos revelam não haver relação direta entre o déficit de atenção e o veículo TV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TV pode não causar transtorno de atenção, diz estudo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MICHAEL CONLON ( PORTAL TERRA )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que diziam estudos anteriores, crianças que passam grande parte de seu tempo diante de aparelhos de TV não desenvolveriam problemas de comportamento na escola, afirmaram pesquisadores na segunda-feira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há uma ligação, seria o fato de que pais esgotados de crianças hiperativas têm uma tendência maior a deixá-las assistir TV para conseguirem um descanso. A TV em si não provocaria o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAIH), disseram pesquisadores da Universidade Texas Tech (EUA). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta baseia-se numa pesquisa com pais e professores de 5 mil crianças norte-americanas ao longo de dois anos para determinar se o hábito de ver TV no período em que os alunos estão no jardim da infância faria aparecer casos de TDAIH no primário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os resultados do estudo atual não indicam a presença de uma relação importante entre a exposição à TV e problemas subsequentes de atenção", afirmou o estudo publicado na edição de março da Pediatrics, revista da Academia Americana de Pediatria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia enseja reflexão sobre a enxurrada de e-mails que recebemos versando sobre as "pérolas do vestibular". Apenas como especulação, propomos a discussão: o desastre consiste mesmo no semialfabetismo e na falta de leituras diversas (jornal, livro, revista, internet, bula de remédio, propaganda...) que não proporcionam um texto coerente, premissa num discurso oral ou escrito? A chamada "leitura em cacos" – aquela de quem é incapaz de articular partes de um texto, o que leva o indivíduo a interpretações descontextualizadas – estaria na base desse problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A calamidade do que se lerá abaixo até poderia ser minimizada se existisse a informação do volume de candidatos ao referido vestibular e se pudéssemos quantificar quais seriam os autores desse "besteirol": 1%, 3% ou 5% dentre milhares? Pode ser desprezível (?). Quase certamente, os autores das afirmações esdrúxulas não as repetiriam em sua fala cotidiana. Por certo, também, tentaram expressar "erudição" já que seriam lidos por intelectuais avaliadores, a quem restava impressionar. De qualquer modo, o amarelo está piscando no manicômio verborrágico, com ausência total da mínima lógica, incitando autoridades educacionais para uma desacomodação frente ao cenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O leitor está com a palavra no campo "comentários", no final do artigo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prepare-se para ler a seleção feita pelo prof. José Roberto Mathias que, glosando, deixou os comentários entre parêntesis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo decomunicação." (Meu Deus!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação."(Fantástica!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não..."(Ah bom, uma frase sobrenatural )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista." (Sem comentários)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças." (Como é que pode?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (?), fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro." (Esta é imbatível)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral." (É praticamente uma tortura!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção." (Tudo a ver)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A TV é o oxigênio que forma nossas idéias." (Sem ela este indivíduo não pode viver)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens." (Nunca tentei dirigir uma TV)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A TV ezerce(Puxa! !!) poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias." (Esse é humorista, além de tudo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso." (Me explica isso?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A televisão leva fatos a trilhares de pessoas."(É muita gente isso, hein?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A TV acomoda aos tele inspectadores." (Socorro!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas." (Vixe!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar." (Deus, onde essa criatura arrumou tal faca???)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-576992631612732318?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/576992631612732318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=576992631612732318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/576992631612732318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/576992631612732318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2010/01/onde-vamos-parar-ou-melhor-como-sair.html' title='Onde vamos parar? Ou melhor, como sair desse buraco?'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-7984580925836815627</id><published>2009-12-17T17:01:00.000-02:00</published><updated>2009-12-17T17:01:04.045-02:00</updated><title type='text'>ABONAR não é suprimir * - Geisy ganha Abono de Natal</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini **&amp;nbsp; - &lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaboração Profa. Abigail França Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Está no Aurélio que o verbete, dentre outras colocações, se presta a confirmar, aprovar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Justificar ou relevar (falta no cumprimento do trabalho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão se arrasta, sobretudo na imprensa nacional, negativamente quanto ao uso semântico equivocado, a respeito da figura do ABONO, em especial, das ausências de alunos durante um curso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comuníssimo se ouvir de aluno que ele deseja o "abono" das faltas, que se deram em razão de diversos motivos como por razão de trabalho, por doença, por morte em família, por desordem ou comoção social, greve de transporte, enchentes, doação de sangue, participação em certames esportivos e por aí vai.&lt;br /&gt;E as coordenações ou secretarias de cursos, nem sempre, nem todas, têm à mão o respaldo legal da negativa ao requerimento do interessado. &lt;br /&gt;A questão da presença/freqüência é tratada na LDB unicamente para a educação básica, pelo Artigo 24, inciso VI, que dispõe como mínima na ordem de 75%. A Lei 5.692/71 já tratou do assunto quando da Reforma do Ensino Básico. No brilhante Parecer 282/2002 da lavra de Lauro Zimermann, Edson Nunes, dentre outros, foi colocada pedra lapidar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer curso superior, por via da LDB, enviesada ela trata do assunto pelo Artigo 47. Lamentável que só tivesse tratado disso quanto ao ensino básico. Entretanto, por isonomia, IES zelosas de suas propostas educacionais adotaram o mesmo índice. Ou seja, o aluno deve estar em atividades por 75% dos 200 dias letivos exigidos, se regime anual. Pode se ausentar por no máximo 25%, sem justificativas ou explicações, porque existe relação umbilical entre o volume de dias letivos com a carga horária e duração mínima de cada curso. Assim, as ocorrências extraordinárias como as citadas acima não se adicionarão aos 25%. O que, convenhamos, se mostraria um absurdo pois não haveria limites com aqueles adicionais, até porque não são cursos livres. Os referidos 25% estão a significar exatamente 1/4 do curso, ou seja, 30 dias ou mais, do semestre de 100 dias letivos obrigatórios. Em tese, o aluno pode faltar a quatro segundas-feiras, quatro terças-feiras, etc. etc., resultando na perda de conhecimento não adquirido na expressão de muitas e valiosas horas-aula/relógio. As excepcionalidades, as novidades, fazem o horror dos disciplinadores, que preferem que as inovações sejam arrancadas a forceps, e aos poucos - o que não diríamos ser incorreto. Mas podemos encontrar sistemas lá na frente, outros cá atrás, num desequilíbrio que mostra a incompetência, o medo e a insegurança no trato do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a normatização quanto às doenças infecto-contagiosas, traumatismos severos (Decreto-Lei 1044) ou gravidez ( Lei 6202 ) que não falam em ABONO mas em compensação de ausência por meio de trabalhos domiciliares assistidos. Esse dispositivo de atividades domiciliares deve estar interiorizado no Regimento da instituição, complementado por Portarias de execução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As considerações ora trazidas são em decorrência do exarado pelo Juízo da 9a. Vara Cível de São Bernardo do Campo - SP que mandou a Uniban abonar as faltas de Geisy Arruda, hostilizada em outubro por usar microvestido, e permitir que faça as provas para concluir o semestre. A Uniban terá que abonar as faltas desde o dia 22 de outubro e marcar exames em janeiro. O advogado da reitoria da Uniban, Décio Machado, disse que ainda não foi notificado da decisão, mas que deve entrar com recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentável que o Juízo tivesse pretendido assemelhar a legislação trabalhista com a educacional, com isso reforçando pela mídia, que tal direito educacional existe. Como identificá-lo se na trabalhista o empregador paga ( por deliberação própria ) o dia não trabalhado ? Ou seja, ABONOU a falta e pagou o dia não trabalhado, inclusive de conseqüências incidentes sobre as férias e 13 º ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como transportar essa "benesse" para a legislação educacional que é obrigacional de comparecimentos ? Enquanto o trabalhador recebe um salário o aluno paga pelas aulas, submetendo-se a um Regimento e legislação pertinente de quem está em processo de aprendizado. Tem muita diferença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso a lei trabalhista faculta a possibilidade de faltar ao serviço, sem penalidades, ao que se ausentar por 25% no ano ? Não existe, está despedido.&lt;br /&gt;Ora, forçoso afirmar, tripudiando e glosando a situação, as nádegas não têm nada a ver com as calças. Santo Dio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A se pretender dar analogia, próxima ou distante, que fazer com alunos religiosos que precisam sacrificar parte dos estudos em algum(ns) dia(s) da semana por professar culto como adventista, etc. ? O CNE já se manifestou inúmeras vezes sobre a inviabilidade da exceção. A proofessora Eunice Durhan está com a palavra. Os Artigos 24 e 47 da LDB são pétreos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se está aqui julgando o mérito ocorrencial, o fato do incidente. Mas, pleitear o esdrúxulo é no mínimo não transitar com propriedades no acervo normativo educacional brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia mais criteriosa precisa urgente reavaliar processos semânticos pois não raro lemos, reiterando fontes, que fiança é igual a endosso, que semi-analfabeto é o mesmo que semi-alfabetizado. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a educação é processo sério, tanto quanto a edição de despacho ou sentença pelo judiciário, à imprensa urge manter assessores nas redações que, como dever de ofício, têm que melhor informar seus leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABONO de ausências no universo educacional é questão gravíssima, a preservar idoneidade institucional, sem permitir tornar-se refém ou cúmplice do alunado, que só está ali para "pegar o diploma". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curso em EAD, não presencial, é outro foro, é pauta para outras considerações, oportunamente. Os modelos americano e europeu não servem como baliza para o brasileiro. É questão do caldo cultural. É preciso rediscutir a (não) presencialidade nesse segmento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal se, na maratona, pudéssemos cair de paraquedas nos últimos 100 m da competição ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avaliação não é daqui pra lá mas de lá pra cá, ou seja, entregar diplomas com "favores" é fácil. Difícil é o processo avaliativo de aproveitamento ( verificação de rendimento/notas ) e a apuração de assiduidade ( verificação e controle de freqüência ). Condição dual, sem exclusões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Consultor Educacional, Jornalista e Advogado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-7984580925836815627?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/7984580925836815627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=7984580925836815627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/7984580925836815627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/7984580925836815627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/12/abonar-nao-e-suprimir-geisy-ganha-abono.html' title='ABONAR não é suprimir * - Geisy ganha Abono de Natal'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-686786542863902540</id><published>2009-12-04T15:22:00.001-02:00</published><updated>2009-12-04T15:27:51.558-02:00</updated><title type='text'>Cabo de Guerra Educacional *</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas afirmações consistentes sobre a presença do setor privado na área da educação superior ganharam destaque no noticiário de novembro além, é claro, de induzir os mais céticos e resistentes à aceitação e concordância dos pronunciamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro foi do presidente Lula, durante abertura do 9º CONIC, em São Paulo, onde ele escancara a verdade, em tom realístico e autêntico, que o Estado não mostra competência para conduzir sozinho os fazeres educacionais, ressaltando que não fosse os investimentos da iniciativa privada, hoje o país não teria todos os números positivos que o Censo consagra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda declaração surgiu em Doha, no Qatar, durante o World Innovation Summit for Education ( WISE), que reuniu especialistas em educação de mais de 120 países, pela qual&lt;br /&gt;as autoridades educacionais já se antecipam informando que nos próximos seis anos não será possível garantir educação para milhões de pessoas no mundo. E por motivo simples: a educação do século 21 exige investimentos cada vez mais complexos e os Estados não terão como suprir, até porque, mesmo nos países desenvolvidos, a demanda por educação cresce a passos mais largos do que a capacidade de financiamento estatal. E isso também tem alguma explicação no Brasil com base nos dados apresentados pelo Banco Central e SINDATA/SEMESP sobre o custo anual por aluno nas IES públicas, nas quais se estima em R$15 mil. E mais, não existisse a participação da iniciativa privada no setor, para atingir o mesmo número de alunos matriculados até 2008, o poder público teria investido perto de R$ 800 bilhões desde 1960. Não é pouco, ou melhor, teria sido impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amargamos, entretanto, números pouco exemplares, seja pela incúria governamental, pelo excesso regulatório, seja pelo arrojo e audácia na iniciativa privada. Fato é que a força do ensino particular está fortemente presente na empregabilidade de muitos segmentos conforme o quadro abaixo, também como pesquisa do SEMESP:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ensino Público - %&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Ensino Privado - %&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indústria&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 13&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 88&lt;br /&gt;Comércio&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;18&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 83&lt;br /&gt;Constr.Civil&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;16&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 84&lt;br /&gt;Finanças&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 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85&lt;br /&gt;Serv.Intel.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 10&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 90&lt;br /&gt;Turismo&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 12&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 88&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é, também, que os dois pólos educacionais — público e privado — como em “cabo de guerra”, estão em constante e contínuo puxa-puxa, e não é de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é ricamente contada por Arnaldo Niskier em sua obra Educação Brasileira – 500 anos de história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Importantes Momentos Históricos da Educação Brasileira &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 29 de março de 1549 chega ao Brasil (Bahia) o 1º governador geral, Tomé de Souza, trazendo os seis primeiros educadores e liderados por Manuel da Nóbrega. Eram da Companhia de Jesus, fundada em Paris pelo espanhol Inácio de Loiola, em 1534, só oficializada em 1540 pelo Papa Paulo III.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 1553 chega o padre José de Anchieta com a expedição de Duarte da Costa. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 1759 o Marquês de Pombal expulsou todos os jesuítas. Ficaram os beneditinos, franciscanos e carmelitas. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 1890, pela reforma de Benjamin Constant Botelho de Magalhães, nasceu o primeiro órgão voltado à&amp;nbsp; educação : Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fortaleceu-se a pedagogia tradicional misturando a influência jesuítica, de profunda e impregnada formação de características calcadas no verbalismo, academicismo e bacharelismo com as teorias de Pestalozzi (na educação, a essência é o amor), inclusive com boa dose do Positivismo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, iniciou-se uma relação belicosa dentro do Estado, quem sabe a partir de 1759, radicalizada nas últimas décadas com a presença de instrumentos regulatórios como se a&lt;br /&gt;iniciativa privada fosse o oponente de uma educação que visa e deve primar pela empregabilidade nas suas máximas conseqüências. As mantenças não são algozes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rigor, o velho CFE-Conselho Federal de Educação e o atual CNE-Conselho Nacional de&lt;br /&gt;Educação, para também não dizer a atuação do Ministério de Educação, tudo indica que os poderes constituídos assumiram ao pé da Lei, petreamente e sem flexibilizar, o contido na Constituição da República Federativa do Brasil – 1988, no Título VIII – Capítulo III, Artigos 205 a 217. Bem como nas Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996(LDB) e Lei nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001 (PNE - Plano Nacional de Educação) e tantas outras, às centenas como Decretos, Portarias, Resoluções, Instruções Normativas, etc., com destaque para o SINAES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, toda a contribuição que a iniciativa privada vem dando à causa da educação superior tem sido construída por hercúleos esforços, individuais ou de grupos, às vezes em processos de admoestações e conflitos que beiram ao desespero das instituições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob fortes mas razoáveis contestações ao império draconiano da regulação no setor, com altíssimos investimentos a se pretender uma autêntica relação de parceria com o Estado é&lt;br /&gt;ele próprio quem vitimiza os pequenos e médios, condenando alguns ao fechamento, ao enxugamento de pretensões. Antes, deveriam merecer mais atenção e monitoramento com&lt;br /&gt;acompanhamento de perto, senão pelo governo, com um modelo não estatal para controle de qualidade do ensino que leve em conta a diversidade de instituições e as necessidades do mundo do trabalho, ensejando a criação de uma agência de avaliação e acreditação do&amp;nbsp; ensino superior brasileiro que funcione como um sistema autônomo de garantia da qualidade, com atuação independente do governo e das instituições, conforme Cláudio Rama, diretor do Observatório de La Educación en América Latina, durante a primeira sessão do 11º Fórum Nacional de Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), que contou ainda com diretor da Agência de Avaliação e Acreditação da Espanha (Aneca), José Joaquim Mira, e o presidente do Centro de Ensino Superior do Pará (Cesupa), Sérgio Fiúza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda conforme Rama, o novo modelo deve superar critérios exclusivamente acadêmicos nos processos de avaliação e levar em conta a multiplicidade de instituições, a diversidade regional e as necessidades do mercado de trabalho. Num país de dimensões continentais como o Brasil, um sistema de avaliação e acreditação do ensino superior deve respeitar uma lógica regional, como acontece hoje nos Estados Unidos e México. Nesse contexto, segundo o especialista, o papel do governo seria autorizar os critérios a serem adotados pela agência, respeitando padrões mínimos de qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irrazoabilidade imperativa nas avaliações das IES está gerando pânico e os resultados já são sentidos sem que se percebam soluções, a partir mesmo de um efetiva universalização da educação básica, com todos na escola, sem negá-la a quaisquer e com medidas mais eficazes que evitem as desistências. A finalização do ensino médio está preocupante e sem esta o ensino superior não anda pois o processo é imbricado.&lt;br /&gt;__________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Não há tempo e local específicos para identificar a origem do cabo de guerra. O concurso de puxar corda provém de antigas cerimônias e cultos, que são encontrados em todo o mundo, como por exemplo, no Egito, Birmânia, Índia, Bornéu, Japão, Coreia, Havaí e América do Sul. O antigo cabo de guerra foi realizado em diversos estilos. O esporte fez parte dos Jogos Olímpicos de 1900 a 1920.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-686786542863902540?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/686786542863902540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=686786542863902540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/686786542863902540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/686786542863902540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/12/cabo-de-guerra-educacional.html' title='Cabo de Guerra Educacional *'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-4849423872453271328</id><published>2009-12-04T15:14:00.000-02:00</published><updated>2009-12-04T15:14:20.945-02:00</updated><title type='text'>O Dom da Ubiqüidade</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vaga universitária pública é tão mais valiosa quanto menor for a ociosidade no curso,&lt;br /&gt;deixando de propiciar sua utilidade social, em quaisquer áreas do conhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, remanescendo vagas em cursos é imperativo ocupá-las de qualquer modo, inclusive pela simultaneidade. Por que não ? O custo fixo da sala de aula/turma é o mesmo (professor e carga horária ajustados não importa o volume de alunos em sala, ou melhor, nas públicas importa sim, e muito. Não mais que 30 alunos). E mais, matutino e vespertino porque noturno, sem chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que foi finalmente publicada a Lei 12.089, de 11/11/09, que proíbe um mesmo universitário ocupar duas vagas simultaneamente em IES pública, no ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não deixou de ter a característica tão comum às normas laboradas com pressa, por quem não é da área, na formatação ( projeto de lei ), discussão, votação e aprovação sem evidenciar a que veio, motivação essencial, sua justificativa histórica, sua razão administrativa, etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o fato de um estudante ocupar duas vagas no ensino público, concomitantemente,&lt;br /&gt;incomoda, mas a análise não é tão simplista, cabendo um sem número de indagações.&lt;br /&gt;Afinal, &lt;br /&gt;a)desde quando isso vem ocorrendo; &lt;br /&gt;b)quantos universitários, hoje, podem ser alcançados pela nova lei; &lt;br /&gt;c)por recorrência, quais cursos simultaneamente são cursados; &lt;br /&gt;d)são ativa e efetivamente cursados ou em um deles há trancamento; &lt;br /&gt;e)há complementaridades nos dois cursos; &lt;br /&gt;f)as duas vagas foram ocupadas a partir de seletivos do mesmo processo (1a. e 2a. opções) &lt;br /&gt;&amp;nbsp; ou em semestres defasados (a educação pública não oferece dois seletivos ao ano) ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais nem dá pra usar a Lei de Isaac Newton: “Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo”. Em química isso se chama “Impenetrabilidade”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g)que horário/período é cursada a segunda faculdade se não há oferta noturna nas públicas; &lt;br /&gt;h)dos seletivos (anuais) ainda restaram vagas (remanescentes) em algum deles; &lt;br /&gt;i)os dois cursos estão na mesma instituição ou uma é federal e outra estadual/municipal &lt;br /&gt;(a Lei só fala em instituições públicas, sem diferenciar); &lt;br /&gt;j)o(s) curso(s) é(são) mais ou menos demandado do que a oferta de vagas, etc. etc. ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta que também fica sem resposta, quem sabe pelo açodamento na redação, o Art. 2º&lt;br /&gt;diz ser vedado uma mesma pessoa ocupar como estudante, simultaneamente, duas vagas no mesmo curso ( ????? ). Bem, antes de proibir tal condição, o que a lei deveria prescrever, mesmo, é internação do aluno por insanidade, ou falta de correição na secretaria do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o § 2º do Art. 3º tem uma pérola jurídica de muita discussão à luz de direitos adquiridos, ao afirmar que será decretada a nulidade dos créditos adquiridos no curso cuja matrícula foi cancelada. Isso é que é paixão pelo Judiciário e nele discutir demandas de causas perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra jóia diamantária, contida no Art. 4º - O aluno que ocupar, na data de início de vigência desta Lei, duas vagas simultaneamente poderá concluir o curso regularmente. Como, um, qual ? É isso mesmo, no singular e não no plural — os cursos ? Não teria mas lógica permitir a continuidade do segundo, ao término do primeiro, disponibilizando de imediato uma delas, como vaga remanescente para transferências ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, está aberta a temporada do dedurismo e denuncismo pois o próprio governo não tem condições de identificar tais alunos em escolas, pela simples inexistência de um cadastro central-nacional dos universitários públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, tudo indica que pelo Art. 5º a intenção foi mesmo de admitir que na eventualidade de existência dos casos, de simultaneidade de matrículas, os universitários pudessem concluir o presente ano letivo sem conflitos ao afirmar que Esta Lei entra em vigor após decorridos 30(trinta) dias de sua publicação. Meno male porque foi publicada em 12/11/09 e mais trinta dias chegamos em dezembro, dia 14, segunda-feira, quando praticamente findou o ano letivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, qual é mesmo a finalidade, propósito, escopo da Lei ora sancionada pela Presidência &lt;br /&gt;da República ? Deixe a sua opinião nesta página em “comentários”.&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-4849423872453271328?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/4849423872453271328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=4849423872453271328' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4849423872453271328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4849423872453271328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/12/o-dom-da-ubiquidade.html' title='O Dom da Ubiqüidade'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-8226826051464115592</id><published>2009-12-04T15:09:00.000-02:00</published><updated>2009-12-04T15:09:06.355-02:00</updated><title type='text'>Côncavo e Convexo</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda a propósito da edição da Portaria 14, de 24/09/2009, que dispõe sobre os procedimentos referentes ao Programa de Melhorias do Ensino das IES Superiores - PROGRAMA IES MEC / BNDES, perplexas, iniciaram a perguntar, mas, afinal, que é isso de conceder financiamento / empréstimo para quem já está bem, com conceitos 3 a 5 ? As que lograram 1 ou 2, em tese as mais necessitadas, esperem o que ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo dos conceitos, o que resta às IES para enfrentarem a Portaria 14, de 24/09/2009, draconianamente colocada ? Nada, senão ir a qualquer instituição bancária buscar o que é preciso, para sobreviver, diante ou não do fator concorrencial, ante o tribunal medievo da inquisição educacional do MEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um financiamento ou empréstimo tem o escopo de (tentar) salvar aquele que precisa de ajuda financeira, os condicionantes de tal ajuda precisam estar sintonizados e na freqüência do solicitante. Imaginemos tal condição em outras áreas da assistência, na rural, comércio ou na indústria. Pouco ou nada deve importar quanto ao ramo de atividade, senão a possibilidade de cumprimento do dever obrigacional financeiro do tomador, ou seja. a possibilidade de resgatar junto à financiadora ou emprestadora o volume disponibilizado. Sem o que, a possibilidade de arrestos, execuções judiciais ou seqüestros de bens, ou adjudicações previamente comprometidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condicionar o financiamento / empréstimo àquelas que precisem mostrar que embora o terreno seja árido, necessitando de adubagem e defensivos a terra promete, é função do tomador. Eis o instituto da ajuda, condicionar à saúde financeira. A condição operativa de IES nota 3-4-5, conforme o Art. 8º da Portaria, é previamente dizer um solene NÃO para milhares de outras escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pra que vale a Portaria senão para atender os que precisam do transplante ? Da ajuda, característica e escopo do financiamento ! Ajuda, não pás de cal ! Côncavo é uma coisa, convexo e outra coisa e como diz o ditado popular, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a proposta da Portaria 14 é extremamente injusta ao abandonar, em tese, repito, os que mais precisam, razão pela qual ( falta de recursos ) não puderam estar no grupo dos 3-4-5, seja por insuficiências na biblioteca, nos parques de laboratórios, nas desejadas reformas de prédios ou expansão, montagem de equipe para EAD, melhoria do corpo docente com contratações mais qualificadas, etc. e põe etc. nisso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As causas da falta de recursos são sobejamente conhecidas como, menores captações em seletivos por fatores concorrenciais e perto de predatórias, inadimplência assustadora, evasão, impossibilidade de medidas mais agudas aos devedores contumazes, substaciais aumentos nas folhas salariais sem a contrapartida nas receitas, estas diminuídas em razão de propostas massivas nos valores das mensalidades. Nem por isso contempladas, ao menos com equivalências e paridades, já descortinando um equívoco operativo, com efeitos acadêmicos e financeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, tudo indica que as 1-2 são inimigas da educação nacional e devem sucumbir porque, ainda que pretendam melhorar, nenhum vento lhes sopra.&lt;br /&gt;São a tripulação da Nave dos Insensatos e à deriva, esperando por Godot.&lt;br /&gt;É uma brutal realidade que desespera e sem horizontes, não para as escolas e mantenças mas para o alunado, confiante numa empregabilidade mínima ainda que via cursos tecnológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a propósito, não tem sentido avaliação de diferentes como iguais, especialmente no foco dos bacharelados, tecnológicos e licenciaturas, para não falar nas modalidades filantrópicas, confessionais, fundacionais e particulares por exclusivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de entrar na discussão, mas levantando eventuais inconstitucionalidades frente ao SINAES, como o IGC - IC e CPC, Portarias e Resoluções, todo cuidado é pouco para não ferir o regime legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portaria é, em Direito, um documento/norma de ato administrativo de qualquer autoridade pública, que contém instruções acerca da aplicação de leis ou regulamentos, recomendações de caráter geral, normas de execução de serviço, nomeações, demissões, punições, ou qualquer outra determinação da sua competência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Portaria Normativa ( ?? ) não exacerba e extrapola ? O que é isso ? No Direito&amp;nbsp; Administrativo como fica na hierarquia ? Com a palavra os causídicos administrativistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-8226826051464115592?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/8226826051464115592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=8226826051464115592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/8226826051464115592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/8226826051464115592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/12/concavo-e-convexo.html' title='Côncavo e Convexo'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-8077532152609412358</id><published>2009-12-04T15:06:00.000-02:00</published><updated>2009-12-04T15:06:47.250-02:00</updated><title type='text'>FRAUDE NO ENEM</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de quatro páginas no Estadão do dia 2 de outubro, sexta-feira, são dedicadas à vergonhosa e irresponsável incúria na questão da fraude no ENEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações à parte, dos jornalistas que cobriram a matéria, restaram perguntas sem respostas e por certo não serão oferecidas à sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra farra da pizza, agora num processo seletivo, na educação superior, mostra mesmo que o país tem tudo pra estar no Guiness como o que mais consome essa redonda com muzzarela e calabresa. Parece piada pronta mas o responsável por pretender intermediar a venda dos conteúdos da prova é dono de uma pizzaria. É hilário ou dramático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alocaram verba da ordem de R$ 116 milhões(quase R$30,00 por candidato) para a proposta da prova. Mas fala-se em R$ 34 milhões para resolver o problema da reedição do material. Ou seja, a pizza vai custar R$ 150 milhões ou a nova tarefa poderá apropriar os valores da verba inicialmente destinada ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um exagero o MEC ter um banco com 2 mil questões quando cada uma delas custa e muito. Exacerbaram no volume que seria(rá) descartado se a missão fosse(or) integralmente cumprida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à pretendida segurança que a Polícia Federal deveria ter dado ao processo, solicitada pelo Ministro Haddad mas negada pela corporação, por absoluta inviabilidade logística da operação em atender 10 mil locais. O INEP não informou isso ao próprio Ministro. Será ? Além de ignorar as questões das provas também ignorava que o colega Tarso Genro, da Justiça, não interagiu na proteção requisitada. Realmente o bloco do "EU NÃO SEI DE NADA" não é pequeno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, agora a rapaziada está aí, de stand by, aguardando nova data, e ninguém garante que "agora vai", mas por certo vai haver choque com outros vestibulares no país, públicos ou privados. E o que é pior, a iniciativa particular não pode ficar esperando a coisa(ENEM) dar certo pois têm calendário apertados e rigorosos, com muito investimentos, lembrando que o ano letivo de 2010 começa exatamente numa segunda-feira, dia 1º.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se é idéia propor o ENEM em até 45 dias, recolhendo os cacos até lá estaremos no final de novembro. Tarefa hercúlea mesmo será corrigir/avaliar redações de 4.1 milhões. A toque de caixa e zabumbas porque diz o Ministro que procurará respeitar os prazos de entrega das avaliações. Haja avaliadores. Em quase 40 anos dedicados à educação nunca ouvi falar em tamanho volume. Fora a discussão que pode envolver o eixo duro do processo, a isonomia, condição delicadíssima nesse tipo de concurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem derrotismo senhor Ministro, mas seus cabelos vão embranquecer em pouco tempo, talvez antes de deixar a pasta para seguir curso político legislativo, como já divulgado. &lt;br /&gt;Se tudo que é grande começa pequeno teria sido melhor delegar a tarefa com algumas adaptações às Secretarias de Educação dos Estados, sobretudo pela extrema facilidade que o Ministério tem em baixar Portarias, em especial as Normativas, bem draconianas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, certamente houve uma vantagem auspiciosa para as 24 federais que aboliram seus processos seletivos, talvez uma grande economia nos custos, que nem sempre são pequenos. Como e porque se engajaram até aqui não temos respostas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentável mesmo é o que ocorreu com um pessoal no Amazonas, que partiu de suas localidades em barcos e canoas com uma viagem de 3 dias pela frente, até um "porto (in)seguro do ENEM. Valha-me Deus, que olhou por eles e mandou alguém interceptar os navegantes no meio do caminho. Santo berro nas margens dos negros e solimões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-8077532152609412358?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/8077532152609412358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=8077532152609412358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/8077532152609412358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/8077532152609412358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/12/fraude-no-enem.html' title='FRAUDE NO ENEM'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-5988197661653358640</id><published>2009-11-25T13:03:00.000-02:00</published><updated>2009-11-25T13:03:56.080-02:00</updated><title type='text'>Alguém arrisca uma consulta ou tratamento?</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia 19 o presidente Lula chegou ao Centro Cultural Banco do Brasil e foi assaltado por brasileiros médicos, formados em Cuba, que reivindicam o reconhecimento de seus diplomas, portando faixas e com abordagem pessoal, ao que o mandatário sempre se presta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, com a edição em setembro deste ano da Portaria Interministerial Nº 865 — Ministério da Educação e Ministério da Saúde — foi fixada nova sistemática de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior, apoiada num projeto piloto, assoberbado pelo ANEXO publicado no DOU, nº 177, de 16/09/09, impecável na redação e propósitos. Tipo, ninguém tasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela Portaria fica estabelecido que os alunos formados em instituições estrangeiras, que queiram revalidar diploma no Brasil, farão um exame nacional que avaliará os conhecimentos, habilidades e competências requeridos para o exercício profissional da medicina no país. O exame será elaborado e aplicado pelo INEP, com apoio das universidades participantes do projeto. Ou seja, a coisa ficou feia, preta e dura para esses pretendentes que durante seis anos puderam passear e conhecer a “isla de Fidel”, um amontoado de 14 províncias, com 169 municípios, 12 milhões de habitantes num espaço de 110 mil Km2. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o referido projeto piloto foi elaborado com base na Matriz de Correspondência Curricular, um primor conteudísitico elaborado por uma subcomissão temática formada por integrantes do MEC e do MS, representantes de universidades e especialistas em educação médica. A matriz referencial, a partir daí, passará a subsidiar os processos de revalidação dos diplomas estrangeiros na área médica. Ou seja, ficou difícil pra não dizer impossível. Daí também a grita dos excursionistas da “isla”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 30 de março de 2005 o site &lt;em&gt;www.universia.com.br&lt;/em&gt; publicou a matéria logo abaixo. O leitor aqui tem voz e opinião no botão comentários, considerando a que se expõe o universitário brasileiro, candidato, por exemplo ao FUVEST:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEDICINA EM CUBA&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Governo cubano concede a cada ano cerca de 100 bolsas para estudos de medicina naquele país &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal programa de concessão de bolsas oferecido pelo governo de Cuba a brasileiros é destinado a estudos na ELAM (Escola Latino-americana de Medicina), em Havana, capital do país. A cada ano, até 100 brasileiros são selecionados para cursar medicina naquela instituição.&lt;br /&gt;Todas as indicações de candidatos são feitas indiretamente por instituições oficiais do governo ou organizações políticas, sociais e religiosas brasileiras. Isto é, o interessado em estudar medicina em Cuba deve se informar junto a organismos governamentais, partidos políticos, ONGs (organizações não-governamentais), representações religiosas (como a Igreja católica) e outras instituições de ação social que são as responsáveis por indicar à representação diplomática de Cuba no Brasil os candidatos pré-selecionados às bolsas.&lt;br /&gt;Após esta fase, autoridades representantes do governo cubano são incumbidas de nalisar as candidaturas e selecionar aqueles que serão beneficiados pelo programa de bolsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BENEFÍCIOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bolsa prevê a concessão de moradia em Cuba, alimentação e estudos de forma gratuita, em iguais condições às dos bolsistas cubanos. Os custos das passagens aéreas de ida e volta correm por conta do estudante. Em alguns casos excepcionais, o governo de Cuba concede também a cobertura dos custos com as passagens aéreas, segundo informa a Embaixada de Cuba em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudantes devem ter no máximo 25 anos; ter concluído o Ensino Médio, que é o nível equivalente à educação pré-universitária cubana; pertencer a uma família de baixo poder aquisitivo; e demonstrar aptidão física e mental para acompanhar o curso. Os candidatos terão também avaliados seus conhecimentos gerais, tendo em vista a perspectiva de poderem se adaptar e acompanhar os estudos em Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma beleza ? A ensejar um “também quero“! Pois é ! &lt;br /&gt;Se o leitor tem real interesse no assunto, recomendamos acessar o site www.escolasmedicas.com.br e ali encontrar algumas estatísticas estarrecedoras como a de que são oferecidas no Brasil 16.845 vagas para ingressantes em cursos médicos. É pouco, em 178 escolas no país ?&lt;br /&gt;Como sempre, São Paulo vai à frente com 31 escolas( nas quais se formam três mil médicos todo ano), seguido por Minas Gerais com 27, Rio de Janeiro com 18, Rio Grande do Sul com 11, Paraná com 10 e Santa Catarina também com 10.&lt;br /&gt;Dentre as 178, privadas são 102, federais 45, estaduais 26 e municipais 5.&lt;br /&gt;Noves fora a desatualização do site, que zelosamente deveria estar “up to date”, quarenta outras pediram autorização de funcionamento no país e tramitam no CNE.&lt;br /&gt;Três delas deitaram e jogaram a toalha esta semana, em recentes Portarias com o carimbo de “Sem Chance”, duas na Bahia e uma no Paraná.&lt;br /&gt;Ainda conforme o site indicado, as campeãs de vagas são a Universidade Gama Filho (400), Universidade Federal de Minas Gerais (320), Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (200), Universidade Federal do Rio de Janeiro (192), Escola de Medicina Souza Marques (RJ)(192), PUC do Paraná(180), etc.&lt;br /&gt;Pelo visto, está fácil explicar a opção do turismo pela “isla” de Cuba, em detrimento aos concorridíssimos vestibulares nacionais, mesmo que ostentando uma das mais altas taxas de admissão do planeta, perto de dezessete mil vagas ano. &lt;br /&gt;Convenhamos, o presidente Lula tinha mesmo é que “passar batido” diante da manifestação dos companheiros. Ora, ora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-5988197661653358640?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/5988197661653358640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=5988197661653358640' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5988197661653358640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5988197661653358640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/11/alguem-arrisca-uma-consulta-ou.html' title='Alguém arrisca uma consulta ou tratamento?'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-5069622027968210936</id><published>2009-10-28T15:23:00.000-02:00</published><updated>2009-10-28T15:23:28.556-02:00</updated><title type='text'>FRACASSO DO DIREITO NO EXAME DA OAB</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente e ótimo artigo publicado pelo Dr. Hélcio Corrêa Gomes (O Exame da OAB e fracasso do Direito - CM Consultoria), o colega, com todo o respeito, quase exaure o assunto da formação dos universitários nos cursos jurídicos nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduziu análises curriculares, programáticas/conteúdisticas e adicionou valiosas contribuições de grandes pensadores como Kant e Montesquieu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao "quase exaurir" deixou implícita a modalidade da "fazeção", ou seja, os universitários estão só antenados com os códigos, sem o exercício diário e sistêmico da prática que implica em sempre cotejar as fontes do Direito, como a Lei, a Doutrina, a jurisprudência, os usos e costumes. Dá a perceber que ignoram sequer a tridimensionalidade do Direito, conforme Miguel Reale. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, existem hoje cursos sem rumo magnético quanto à formação do bacharel ser um prático, um parecista, um candidato ao Ministério Público, à Magistratura ou até às Secretarias de Segurança. Carreiras alternativas e de grande brilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, porque os candidatos ao Exame da OAB não se saem bem, com expressivos índices de reprovação, ao contrário, negatividade ?&lt;br /&gt;Falta-lhes nos cursos, docentes, profissionais, que militam no cotidiano forense, que não têm o domínio da prática até as últimas conseqüências ? &lt;br /&gt;Ao contrário, tais docentes e profissionais de bancas advocatícias se esmeram na oferta de conteúdos. Mas os alunos estão se apropriando de repertórios previamente elaborados ( o acessível copia e cola de CDs de petições ). Assim, na construção de uma petição bem vazada têm pouca dominância de linguagem expositiva, persuasiva e argumentativa, além de carências técnicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um fato e fenômeno isolado pois hoje tudo está frente ao copia e cola, desde tarefas solicitadas no ensino médio passando pelos trabalhos universitários, desaguando na Iniciação Científica, até mesmo em dissertações de Mestrado e teses de Doutorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, outro braço de vital importância para esses estudantes é um estágio com a melhor qualidade, atuante, proativo, dinâmico e que sabidamente não é propiciado nem em 10% dos abrigadores. Nisso prevalecendo a "menos valia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, ao invés de exercitarem o eixo duro da contenda, são isso sim meros carregadores de pastas, sem nenhum resultado efetivo de responsabilidade social e de cidadania concreta. Sem falar na diversidade que o Direito ganhou, distância abissal dos depoimentos de Kant e Montesquieu: ambiental, rural, cibernético, globalizante, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de tanto os cursos como a OAB assumirem especialidades para o Exame. Como pode alguém se submeter ao generalismo se tem opção por especialismo. Se o Exame não está consoante à modernidade, nada adiantará insistir na avaliação de um em detrimento de outro. Já é hora de credenciarmos advogados por área de atuação. Se o interesse é pelo Penal não há porque avaliar o Tributário, e assim por diante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma insistente perseguição da OAB contra os cursos ( cumplicidade com o MEC ? ) mas há que diferenciar muitas condições :&amp;nbsp;cursos e "os cursos", ou seja, em razão da regionalidade, dos suportes jurisdicionais locais, do corpo docente possível ao desejável, do volume de Mestres e Doutores que a cidade oferece/permite mas nem por isso deixando de realizar um propósito focado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível continuar a se exigir um profissional completo, para Quexeramobim da Serra, para atuação plena se na cidade sequer existe&amp;nbsp; uma indústria. A querer mais graduação na carteira, que se submeta a Exame complementar e adicional de (pro)suficiência nela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complicado não é, basta a vontade política de inaugurar novo tempo profissional frente a um território tão grande e diverso. Quem não tem competência que não se estabeleça. &lt;br /&gt;A propósito, especialista médico em oncologia pélvica não tem como atender caso de pediatria. Recomenda um colega. É o típico espírito de porco, não de corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-5069622027968210936?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/5069622027968210936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=5069622027968210936' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5069622027968210936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5069622027968210936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/10/fracasso-do-direito-no-exame-da-oab.html' title='FRACASSO DO DIREITO NO EXAME DA OAB'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-6751974122126294612</id><published>2009-10-28T14:55:00.000-02:00</published><updated>2009-10-28T14:55:53.156-02:00</updated><title type='text'>Gêiser no Congresso Nacional</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini - Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando a classe política – Congresso Nacional – se assemelha a um gêiser (nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água fervente e vapor para o ar). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe quando surge, como a aprovação na última terça-feira de setembro, 29, pela Comissão de Educação do Senado, em caráter terminativo, projeto de lei que proíbe ao estudante matricular-se simultaneamente em dois cursos de graduação nas universidades públicas. De alguma forma o expediente já vinha sendo adotado por algumas instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente os congressistas não têm o menor conhecimento do que vai pelas universidades, inclusive desconhecendo o formulário de inscrição aos seletivos, quando é permitido indicar mais de uma instituição/curso. Ora, é franciscanamente simples inibir a matrícula em dois cursos, bastando regulamentar que a inscrição só aceite a indicação de um curso. Ou vedá-la se o candidato já é aluno em outro curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e daí, resolve o que, se em quase 90% no elenco de cursos há ociosidades de vagas ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o aluno está em andamento num curso e realiza novo vestibular, no semestre ou ano seguinte, é de se invalidar os créditos acumulados no primeiro curso ? Surreal, inconstitucional até pelo princípio primário do direito adquirido em tais créditos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reitores opinaram junto ao Relator, Augusto Botelho ( PT-RR ) de que os alunos aprovados em mais de um curso concluem apenas um, abandonando o outro. Ora, não é o caso de fazer a Secretaria trabalhar vigilantemente e a tal abandono otimizar essa vaga mediante recepção de transferências ? É o que faz a USP em São Paulo, ainda que com certa morosidade à identificação de abertura de vagas nos cursos. E a experiência mostra que tão logo o aluno se ausente em 25% das aulas está automaticamente reprovado, portanto, abrindo referida vaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é pior, no cenário, não é o aluno cancelar/desistir de uma das vagas mas das duas e ocorre muito. Daí, mais uma vez a afirmação de que não se deve tratar diferentes como iguais. Ou seja, o ensino público carece de normas próprias, exatamente por ser coisa pública e o trato às ocupações de vagas preciosas e muito caras ao erário precisam de rigor, que a mesma coisa pública não pode aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "questão vaga" não se resume ao fato em pauta. Vai muito além e recentemente o MEC cassou milhares delas em IES privadas por diversas razões, em caráter punitivo pois elas não responderam a contento nas ações do SINAES. Parabéns pela iniciativa mas cabe perguntar se elas foram remanejadas/incorporadas para quem foi "aprovado" pelo mesmo SINAES, &lt;br /&gt;seja pública ou privada. Com isso ficamos em todo o território com milhares de vagas extintas. O CNE e o MEC precisam declinar a informação de qual é, hoje, o "estoque" de vagas existentes em cursos e regiões do país, balizando os cálculos pelo antigo índice adotado pelo CFE, relativamente aos dados do IBGE. Uma regulação a mais não vai embaçar o cenário mas simplificará à iniciativa privada entre pedir ou não a autorização de curso(s) em determinada(s) área de atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, causa estranheza ao educador que alguém se inscreva, como o senador Wellington Salgado ( PMDB-MG ) fez, em seu tempo de estudante, para os cursos de Engenharia e Educação Física. Largou os dois e foi se graduar em Pedagogia. Pode ? Quanto aos dois primeiros, o que as nádegas têm à ver com as calças ? Quem pagou por tal irresponsabilidade foi o contribuinte, sabendo que a vaga no ensino público tem custo de 3 a 5 vezes maior do que a exercitada no ensino privado. E não necessariamente condutora à empregabilidade, desejo do universitário e da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que temos em Brasília também o nosso Yellowstone americano ou o da Islândia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-6751974122126294612?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/6751974122126294612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=6751974122126294612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/6751974122126294612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/6751974122126294612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/10/geiser-no-congresso-nacional.html' title='Gêiser no Congresso Nacional'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-3822431822354349663</id><published>2009-10-28T14:22:00.000-02:00</published><updated>2009-10-28T14:22:40.225-02:00</updated><title type='text'>In Dubio pro IES</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&amp;nbsp; -&amp;nbsp; Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo do que ocorreu com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a medida mais coerente, para o momento, será o cancelamento do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) pelo Ministério da Educação (MEC). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o primeiro teve o conteúdo da prova invadido, fato que prejudicou mais de quatro milhões de candidatos – todos interessados numa vaga ao ensino superior nas escolas públicas e privadas –, o grande mal, agora, acomete a saúde dessas escolas, únicas vítimas no momento. E não é pouco o que está em jogo via equação complexa dos resultados, que pode asfixiá-las se não lograrem os conceitos 3, 4 ou 5, já que o Enade tem parcela importantíssima nos índices de avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Integrantes do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular encaminharam na quinta-feira, 22, um requerimento ao presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, solicitando o imediato cancelamento das provas do Enade, marcadas para 8 de novembro. Segundo eles, o ocorrido "coloca sob suspeita o sigilo da prova e representa um risco para os alunos das instituições de ensino, considerando que serão avaliadas com base nesse processo potencialmente viciado". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MEC recusa-se a cancelar dito exame, sob a alegação de que o Ministério Público de Petrópolis (RJ) diz não ter havido vazamento do conteúdo das provas. Há uma questão que traz preocupações, porque a mídia toda mostrava o que de fato ocorrera: as provas não estavam lacradas e ninguém sabia o que acontecera com os demais envelopes. Seria prudente que o Ministério Público Federal tomasse alguma atitude em relação ao controle e transparência do exame, pois qualquer critério que ofenda a integridade do exame é inquietante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não ficou esclarecido para onde iam aqueles envelopes, qual o destino ou destinos das caixas. Quem as recebesse (deslacradas) teria acesso aos conteúdos, tornando-os, portanto, vulneráveis a terceiros (!! ??). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as demais caixas que certamente também se encontravam em trânsito e que não tiveram a mesma "sorte" das encontradas, seguiam em iguais condições? Se afirmativo, o vírus está em todo o território nacional e ninguém contraria essa afirmativa com total isenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raro, rarissimamente, já se ouviu falar em cancelamento de vestibulares em IES particulares, decorrente de vazamentos, tal o zelo para evitar incidentes dessa natureza. O cuidado é tanto que uma comissão designada para confecção e aplicação das provas chega ao ponto de fechar por 24 horas a gráfica que imprime o material, incinerando-se a chamada "língua" e o "rabo" do que a rotativa expele. Só quando os registros da impressora estão afinados é que se processa em definitivo, com imediato ensacamento em envelopes plásticos, rotulados e lacrados a quente. Tudo é acompanhado pela comissão com olhos muito abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da gráfica segue por caminhão para empresa de transporte de valores, merecendo a distribuição por apurada logística até os prédios onde ocorrerão os seletivos, entregues somente no dia e hora antes, diretamente ao Coordenador do local. Este, por sua vez, reúne todos os fiscais e auxiliares de salas abrindo sob seus olhos as caixas lacradas com papel gomado timbrado, com os sacos plásticos que contêm os cadernos de questões. Tudo absolutamente seguro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mínimo causa espanto, para não dizer inconformismo e revolta, o transporte daquelas caixas sem lacre. É também inacreditável e inaceitável quando está em jogo a saúde das instituições que poderão fenecer ao crivo dos indicadores, que alimentarão os vários índices criados pelo Inep.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não houve consumação do delito na ponta, supõe-se que ao menos houve tentativa, que também é passível de punição pelo Código Penal. Com o flagrante da polícia, há indícios, há suspeitas de tentativa. É o que basta porque, antes da avaliação do alunado, está a avaliação dos cursos, estes sentados no banco dos réus. Assim, in dubio pro reo, e com tal princípio jurídico o MEC tem de agir. Pelo cancelamento, antes que seja tarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-3822431822354349663?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/3822431822354349663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=3822431822354349663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/3822431822354349663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/3822431822354349663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/10/in-dubio-pro-ies.html' title='In Dubio pro IES'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-5901102427165996758</id><published>2009-09-29T10:57:00.002-03:00</published><updated>2009-10-19T09:23:08.855-02:00</updated><title type='text'>PROPÓSITO  DESPROPOSITADO</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&amp;nbsp; -&amp;nbsp; Consultor Educacional &lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, dia 25, última sessão do 11º Fórum Nacional de Educação Superior Particular, a notícia caiu como uma bomba no auditório: saiu publicada no DOU a Portaria Normativa 14, dispondo sobre os procedimentos referentes ao Programa de Melhoria do Ensino, PROGRAMA IES - MEC / BNDES, no âmbito do Ministério da Educação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um autêntico cipoal de contradições normativas, a iniciar pelo § 1º do Art.1º que fala em "demonstração de articulação entre os itens cujo financiamento foi solicitado e a elevação nos níveis de qualidade do ensino superior da IES proponente". Elevação de quanto, de 3 para 4, de 4 para 5 ? Sim, porque as que lograram 2 estão sumariamente excluídas da possibilidade de solicitar tal financiamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o MEC/BNDES, aprioristicamente já sabem quais e quantas IES poderão querer o financiamento pelo enunciado do Art.2º, ao dizer que a apresentação dos projetos solicitantes somente serão efetuados se a IES atende alguns critérios decorrentes do SINAES e portanto proibitivos para milhares delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre eles, pelos incisos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;I - 70% dos cursos de graduação com conceito igual ou superior a 3; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - Conceito Institucional igual ou superior a 3;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - 60%, no mínimo, dos cursos oferecidos regularmente reconhecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não fechar de vez as burras federais, ao longo de cinco §§ e alguns incisos cria hipóteses de constatações que permearão a existência ou não de índices, que subsidiarão a concessão ou não do financiamento, como o cotejo de Conceito de Curso, O CPC, do ENADE, do CI, do IGC, de adesão ou não ao FIES, ao PROUNI e até o vencimento antecipado do contrato junto à IFC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência normativa vem o Art.3º elencando as possibilidades passíveis de apoio do PROGRAMA com treze itens que vão de obras civis até reestruturação financeira da IES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos demais artigos, num total de 10, vale ressaltar o Art. 8º que põe como condição pétrea para a oferta do financiamento os discutidíssimos percentuais de docentes, com titulação de mestrado ou doutorado, bem como no tocante aos contratados em regime de dedicação integral, sequer mencionando os de dedicação parcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se o Mantenedor se interessar pelo financiamento é recomendável iniciar a leitura da Portaria Normativa exclusivamente pelo Art. 8º e daí continuar ou não sua leitura. É de caráter terminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meandros e serpenteios normatizados, contidos nos artigos 4º ao 7º, do 9º e 10º são de excelência burocrática regular, tornando a Portaria uma colcha impermeável e inibidora, facilmente classificada como autêntico despropósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto pelo conceito primário de que um financiamento tem por eixo uma "ajuda" para deixar o empreendimento em pé e vertical, senão para alavancá -lo ao futuro, fica claro que o MEC quer dar sentença de morte aos pacientes terminais, sequer levando-os para uma UTI. Não bastaria um Termo de Ajustamento de Conduta entre a IES pretendente ao financiamento e o MEC ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse alguém no auditório do 11º Fórum, o melhor, muito melhor é procurar por financiamento particular, até porque estariam ambos, Banco e IES no mesmo nível de interesses, na mesma seara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tão espantoso mas de alguma perplexidade é a possibilidade que terão, também, as IES públicas. Será que alguma delas se habilitará ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber a efetiva intencionalidade do Ministério, órgão butantã federal que estimula e desenvolve um serpentário, criando cobras não para lhes extrair veneno e produzir soro mas para as jogar dentro de vidro com formol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-5901102427165996758?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/5901102427165996758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=5901102427165996758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5901102427165996758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5901102427165996758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/09/proposito-despropositado.html' title='PROPÓSITO  DESPROPOSITADO'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-714098240231010654</id><published>2009-09-29T10:50:00.002-03:00</published><updated>2009-10-19T09:28:28.989-02:00</updated><title type='text'>QUEM  NÃO  SE  COMUNICA  SE  ESTRUMBICA</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&amp;nbsp;&amp;nbsp; Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título é um bordão do Velho Guerreiro, Abelardo "Chacrinha" Barbosa, nos idos de 1957, pronunciado à exaustão ao longo de sua carreira pela TV, por conotação, desejando falar com o público anunciante, por exclusivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tema suscitado vem da oportunidade da apresentação de um trabalho encomendado pelo SEMESP e desenvolvido pela CDN Estudos e Pesquisa envolvendo um público diversificado de 1.682 respondentes no Estado de São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa, denominada I2R - Índice de Imagem e Reputação, feita dentre nove públicos, foi reveladora quando interpretada à luz de se ter ou não ferramentas estratégicas para a qualidade de mercado. No speech de Dra. Cristina Panella, que conduziu a pesquisa, ela carrega alguma preocupação ( o avestruz que esconde a cabeça ) com certas posições tímidas das IES falarem com a mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na comparação entre os públicos pesquisados, chama a atenção a diferença entre a hierarquia apontada pela mídia e pela média dos demais públicos, destacando-se para a primeira as condições financeiras e aos demais o indicativo de corpo docente e administrativo preponderarem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto para a mídia a estrutura física é o menos valorizado, para os demais é o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, a comodidade(conforto) está entre os mais importantes na visão da mídia, revelando que a comunicação entre as IES e a imprensa precisa aprimoramento. Indo além, as IES precisam educar a mídia sobretudo no tocante à regulação, que justa ou não, própria ou não, é interposta entre o locus universitário e a própria sociedade, como se a esta os Mantenedores desconsiderassem e desprezassem. Claro que não é isso e o setor não pode,&lt;br /&gt;pelo viés de atos e fatos do MEC, unilateralmente, condenar à masmorra a injusta incúria educacional particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível continuar a expor as IES como se todas fossem iguais, aqui destacado só para efeito primário de análise, as educadoras públicas com as particulares. Se as particulares optaram em resolver a empregabilidade, anseio e exigência das famílias, que sejam avaliadas com paradigmas próprios desse mister, sobretudo na graduação. A pós graduação é outra conversa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque, não é desiderato do ensino público atender o setor no aspecto massivo. Assim fosse, os números / base da pirâmide, deveriam estar em cima e não embaixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a questão central, a grande indagação, que leva à preocupação pontual de estarem ou não as IES se comunicando com a mídia. Ou, ao contrário, se escondendo ou até fugindo dela, considerando ser ela a única caixa de ressonância massiva na sociedade. Sem dúvidas isso demonstra muita fragilidade na Comunicação Organizacional, negligência ou desídia, a superar com urgências. Pode ser temor de se comunicar com a mídia, se estrumbicar, ou carência no bem administrar os seus discursos, logrando negativamente verdadeiros crimes contra a imagem e percepção das IES. Recomendação de momento: ter mídia training dentro da IES. O continuar no mercado depende da administração competente, cada um per si, da dimensão ética, coerente com um conjunto de valores que a sociedade considera como justo, honesto e correto. Quanto às estéticas, mantendo uma praxis de organização, comprometida com a imagem que se deseja construir e fixar junto aos públicos de interesse. É Preciso mais ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o Mantenedor não ignora que a comunicação com seu público externo também agrega valor e mantém a IES no mercado com visibilidade, sob transparências. O temor se daria em razão de algum arranhão na imagem junto aos opinion makers ou frente à concorrência ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De se ressaltar que a pesquisa foi proposta em todas as regiões administrativas do Estado, grande parte onde houvesse IES particulares e por conseqüência uma mídia local. Com absoluta segurança, jornais, revistas, emissoras de rádio e TV sem especialistas na editoria de educação. Sob risco, existente só na grande imprensa da Capital. E olha lá, quando muito, dez jornalistas, alguns com mais e outros com muito menos conhecimento sobre o assunto. Coisa de dez dedos em duas mãos. Que não raras vezes só operam com números, fornecidos pelo INEP/MEC. É nada ou muito pouco quanto a&amp;nbsp;interpretar as realidades das IES.&amp;nbsp;E nem por isso revelam na conseqüência laboral, insurgindo-se (como os Mantenedores alcançados pela injustiça avaliativa) com severa investigação jornalística tais realidades. Até quando ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até as particulares entregarem as chaves para o governo, tipo, NÃO QUEREMOS MAIS, fiquem com as Autorizações, Credenciamentos e quetais ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, por que as principais associações representantes da iniciativa particular não têm assento em algum(uns) órgão(s) do CNE e da área administrativa do MEC, mesmo sendo maioria, porque não constituir organismos distintos de operacionalidades no público e no privado ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos poucos encontros entre o público e privado, mediado pelo MEC, em tom de blague, mais parece conversa de periquitos australianos, de beija-mão, de portar pires ou chapéu em escadaria de igreja, e tocando sanfona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num consenso do setor privado, nenhuma IES deveria buscar apoio à Portaria Normativa Nº 14. Senão pela sobrevivência, nos bancos particulares&amp;nbsp;o custo é muito menor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS. Apoiado em texto de Artur Roman&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-714098240231010654?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/714098240231010654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=714098240231010654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/714098240231010654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/714098240231010654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/09/quem-nao-se-comunica-se-estrumbica.html' title='QUEM  NÃO  SE  COMUNICA  SE  ESTRUMBICA'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-6726694907342557762</id><published>2009-09-17T21:43:00.007-03:00</published><updated>2009-10-19T09:37:20.679-02:00</updated><title type='text'>Dispensa, não Dispensa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;Prof. Roney Signorini&amp;nbsp;&amp;nbsp; ---&amp;nbsp;&amp;nbsp; Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assunto de interesse geral das Secretarias e também das Coordenações de cursos é o relativo a sistematização/operacionalização interna do processo de EQUIVALÊNCIA – APROVEITAMENTO de estudos. A falta de critérios a adotar deixa os operadores da educação, às vezes, em situação desconfortável, sobretudo porque inexistindo alguma normatividade que tutele os expedientes isso pode gerar inconseqüências que futuramente se desdobrarão em grandes problemas na comunidade. O grande número de consultas sobre o tema nos leva a oferecer um guia e sugestões baseado em leituras e experiências que adotadas simplificam as rotinas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerações Gerais &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;I) Nem sempre os Regimentos das IES abrigam o tratamento ao assunto. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;II)Não é comum os Manuais, entregues aos discentes a cada início de ano letivo, contemplarem as disposições de forma a inteirá-los dos procedimentos. Se a IES não editar um Manual então afixe as disposições/normas em murais externos da Secretaria. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;III) A atenção não uniforme, dada a cada caso, torna o processo negativamente casuístico. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;IV) O processo exige condições de formalização e oficialização. É ritualístico. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;V) Ter em conta que a Secretaria cuidará zelosamente visando as devidas anotações no histórico do aluno em razão do acompanhamento futuro para registro do diploma. Inclusive para transferências ( in-out )&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;VI) Não é ato unilateral mas grupal. Dele participam o docente que ministra a disciplina, o Coordenador do curso e o Secretário. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;VII) Atenção para a temporalidade dos conteúdos. É necessária atualidade programática. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podem caducar, sobretudo com a vigência das Novas Diretrizes Curriculares do curso. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Considerações Especiais &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aluno interessado em buscar EQUIVALÊNCIA / APROVEITAMENTO de disciplina curricular: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) Dirige-se ao Protocolo da IES munido do competente histórico escolar da faculdade de origem, sempre em cópia original ou autenticada. Deve acompanhar também o conteúdo programático da disciplina que pretenda a equivalência. Neste particular tomam-se duas precauções : &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a) Ser o curso de origem reconhecido &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;b) Ser o Programa de Ensino da disciplina carimbado/rubricado em todas as páginas e sobretudo com a indicação do ano de oferta/cumprimento da disciplina. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este zelo decorre de, às vezes, o aluno mostrar um histórico como tendo cursado a disciplina em 1998 e o Programa ser de 1997 ou 1999. Não pode. Deve ser o respectivo ao indicado no histórico. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Protocolado, o Requerimento seguirá para: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a) Coordenação do Curso que despachará À Secretaria para Processar. A razão de ir primeiro ao Coordenador é porque há casos em que a Coordenação indefere de plano. Veja os motivos no formulário que apresentamos ao final das considerações. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De plano, o requerimento não poderia caminhar, por causa dos motivos apontados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;b) Indo para a Secretaria que procederá o "processamento", ela preparará preenchendo o formulário com capa, remetendo-o ao docente da disciplina. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) O Processo chegará até o professor da disciplina que interpretará o Programa/Conteúdo e quase sempre o DEFERE. Basta que a carga horária seja igual à disciplina da casa e que o programa tenha, no mínimo, 75% de identidade com o ofertado na escola. Não é condição "sine qua non" a identidade do título/nomenclatura da disciplina. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4) O professor devolverá o Processo para a Secretaria ou para o Coordenador que também aporá sua assinatura. Assim, o Processo chega até a Secretaria que lançará no Requerimento ( aquele protocolado com o histórico e programa da disciplina ) o DEFERIMENTO para ciência e informação do aluno, arquivando integralmente o Processo no prontuário. Igual expediente se indeferido e nesse caso é opção da Secretaria reter ou não os documentos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5) Cumpridas as formalidades, o Processo será arquivado no prontuário do aluno e a Secretaria informará ao setor competente - CPD ou de Registros -- para baixa da disciplina no currículo. (vide NOTA 1 abaixo) &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6) Eis o instituto de equivalência. Ou seja, a disciplina do currículo da escola foi cursada , por equivalência / aproveitamento. No histórico, seja para eventual transferência para outra IES, seja para efeito de integralização do curso, constarão a Nota e a Carga Horária trazidas da origem (se igual ou maior). Para o caso de ter carga horária menor, vide NOTA 2 abaixo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Histórico, acompanha um asterisco ( * ) ao lado do título da disciplina. No roda-pé do Histórico a explicação : ( * ) Disciplina cursada na Instituição "X" &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7) Embora não tivesse merecido o DEFERIMENTO, ela pode, entretanto, constar no histórico como APROVEITAMENTO, sendo inserida ao roda-pé do histórico. ( vide NOTA 3 abaixo ) &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8) Vale lembrar que a equivalência e/ou aproveitamento podem estar disciplinados no REGIMENTO. Por isso é sempre bom fazer uma leitura de como são administrados pela IES. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9) Se o curso é por regime de créditos, a dispensa de alguma disciplina tem conseqüências no carnê do aluno. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nova Intercorrência &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nova LDB trouxe um dispositivo aproximativo para o instituto da EQUIVALÊNCIA que em princípio poderia exigir alguma norma explicitadora / regulamentadora. A Câmara de Ensino Superior, do Conselho Nacional de Educação já se manifestou. Pelo Parecer 576/2000 da CES/CNE a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul perguntando sobre o assunto da regulamentação do Art. 47, § 2° da LDB obteve a resposta. O Relatório foi muito claro. Por assim dizer, a escola deve fazer o que bem entender. Vale registrar que o Parecer 210/2002, também da CES/CNE, com Relatório do Cons. José Carlos Almeida da Silva, em consulta da Universidade Federal da Paraíba tenha se manifestado no sentido de que a universidade fosse informada de que a Câmara de Educação Superior "deverá regulamentar o disposto no § 2º do Art. 47 da LDB" &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Até esta data ainda não aconteceu e na vacância legal ficamos com a primeira posição.. A aplicação do citado artigo pode resolver duas questões: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a)Aluno que tenha proficiência em alguma disciplina. Por exemplo, aluno argentino que encontre a disciplina Língua Espanhola Instrumental ou ainda um profissional em informática que deva cursar Introdução a Informática. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;b)Aluno que não tenha conseguido a EQUIVALÊNCIA, porque a disciplina trazia carga horária inferior ou porque os conteúdos não se ajustavam ao da IES. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Para o primeiro caso, ofereço a seguir algumas opiniões: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A escola deve discutir o assunto em reunião da Congregação. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Decidido, e com Ata redigida, baixar uma Portaria disciplinando a matéria. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- No corpo da Portaria pode-se regulamentar a questão, ou na Portaria, mencionar que o Regulamento acompanha-a como Anexo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Compor uma banca para sujeitar o interessado a uma prova/avaliação de conhecimentos. Para a prova, extrair conteúdos do Programa de origem e também dos conteúdos consistentes do Programa da própria IES. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Encerrada a avaliação e extraída uma Ata, a banca encaminha para a Coordenação do curso que despachará para a Secretaria proceder as anotações no histórico do aluno. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Com o Parecer 576/2000, tudo indica que as escolas têm liberdade para resolver. É só regulamentar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Lei 9.394/96 - LDB &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Art. 47 – Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;§ 1º .............. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;§ 2° Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos, demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos seus cursos, de acordo com as normas dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;NOTAS EXPLICATIVAS: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 – Convém estabelecer prazos operacionais para se processar a EQUIVALÊNCIA, evitando- se ocorrer durante todo o ano letivo. Dê prazo também ao docente para examinar o processo ( 5 dias úteis ). Negligenciar o processo pode gerar problemas, por exemplo, do aluno que tem expectativa positiva e começa por deixar de assistir às aulas ou não fazer provas, etc. etc., inclusive eventual dedução de valores no carnê. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 – Para tal caso a IES deverá tomar cuidados. Vejamos o exemplo seguinte: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disciplina de origem tem carga 36 horas e na IES é da ordem de 40 horas. Ao lançar no histórico a carga de 36 a somatória final da integralização do curso terá menos 4 horas. Não pode. Para resolver o problema, a IES deverá apropriar do histórico original alguma disciplina – ainda que não constante do currículo da IES – incluindo-a no roda-pé do histórico de forma a majorar a carga total. Assim, se o currículo total da IES é programado para 3.000 horas, subtraindo aquelas 4 horas faltantes teríamos 2.996. Com a adição de 36 horas referente a outra disciplina "apropriada" a carga subirá para 3.032. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 – Não existe meio-deferimento. Assim, enquanto o conteúdo é fundamental para o deferimento, também é o aspecto da carga horária da disciplina. Esta última tem a conseqüência aritmética na somatória da carga total do currículo, gerando o histórico que irá acompanhando o diploma para registro. Portanto, se não é possível deferir, dê o aproveitamento incluindo no roda-pé do histórico, embora não se tivesse podido dar a equivalência. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; i n s t i t u i ç ã o&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; capa de processo/folha dupla&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PROCESSO N° _____________/____ &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PROFESSOR(A): _____________________________________ &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CURSO : _________________________________ &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DISPENSA de DISCIPLINA : ______________________________________ &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Código: _______________ Carga Horária: __________________________ &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aluno: _____________________________ R.A. _________ Turma ________ &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Despacho: ( &amp;nbsp;) DEFERIMENTO&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ( &amp;nbsp;) INDEFERIMENTO &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Aluno(a) R.A. Turma: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curso: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disciplina: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disciplina(s) equivalente(s): &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Instituição de Origem: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carga Horária:&lt;br /&gt;Ano cursada: &lt;br /&gt;Média Final: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Parecer: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O aluno solicitou dispensa da disciplina acima. O processo foi apreciado e mereceu ( ) DEFERIMENTO tendo em vista a identidade programática dos conteúdos da disciplina do curso de origem e o desta instituição, além de apresentar suficiência de carga horária. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;( ) INDEFERIMENTO pelo(s) motivo(s) abaixo: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;( ) insuficiência de carga horária &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;( ) inexistência de identidade programática &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;( ) o programa apresentado é do ano de _______ mas o Histórico Escolar &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; indica o aluno ter cursado a disciplina em ______ &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;( ) outros:__________________________________________ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________ &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo,&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; de&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; de 200_&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;________________________&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ________________________ &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Professor(a)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Coordenador(a)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-6726694907342557762?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/6726694907342557762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=6726694907342557762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/6726694907342557762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/6726694907342557762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/09/dispensa-nao-dispensa.html' title='Dispensa, não Dispensa'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-5142582831175300636</id><published>2009-09-15T11:59:00.001-03:00</published><updated>2009-10-19T09:39:59.765-02:00</updated><title type='text'>Bomba na OAB</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini --&amp;nbsp; Consultor Educacional&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:roneysignorini@ig.com.br"&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última semana de maio, o noticiário sobre a educação no país chegou na marca do surreal. &lt;br /&gt;As manchetes, tão aterradoras quanto os conteúdos, puseram estarrecidos todos os operadores da educação, do ensino básico ao superior, públicos e privados, além do governo. Não é para menos. Pior, se há uma réstia de luz no fim do túnel, uma eventual solução só a longo prazo, infelizmente. Nada de curto ou médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis alguns títulos que puseram Anísio Teixeira a se mexer no jazigo: "Mais de 600 mil alunos têm aulas com professores formados apenas no ensino fundamental" – &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguns professores não deveriam estar em sala de aula" – "27% dos professores de 5a. a 8a. série não têm o diploma de nível superior" – "No Brasil, tem professor que sabe menos que aluno" – "Professores com ensino Fundamental dão aula no ensino Médio", e por aí vai.... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo Censo Escolar de 2007, tínhamos 1.882.961 professores no ensino básico (fundamental e médio) e desse universo 80% atuam na rede pública (municipal, estadual e federal). Chama a atenção que, no ensino médio, 13% dos 414.555 professores não apresentam a escolaridade mínima para dar aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De justiça, diga-se, o MEC está preocupado e decidiu oferecer curso nas universidades públicas para os professores que não têm formação adequada. E pretende pagar o financiamento estudantil do universitário (privado) que, depois de formado, queira ser professor da rede pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvável iniciativa, mas capenga quando propõe financiamento em vez de gratuidade ao aluno. Como não há universidades públicas em todos os quase seis mil municípios brasileiros, a rede privada, quem sabe até mais bem preparada, pode subsidiar a iniciativa. O Presidente Lula já deu a saída, com discurso de que a classe média é a culpada da situação desastrosa em que a escola pública se encontra por omitir-se nas críticas ao seu ensino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sem razão diante dos números (como se verá adiante), porém injustamente, o nível superior de educação também vem sofrendo críticas ácidas e mais exponenciadas para a formação do bacharel em Direito. Dois outros títulos da imprensa chamaram a atenção: "Na Lanterna" e "SP tem o pior resultado do Exame da OAB, com 12% de aprovação na 1a. fase".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tais manchetes, as notícias disparam uma saraivada de balas e alguns Exocets para a formação desses alunos. No último Exame Unificado de Ordem, em São Paulo, dos 18.925 candidatos inscritos, apenas 2.233 foram aprovados na primeira fase, ou seja, 88% de reprovação, logrando o vigésimo quarto lugar dentre os 26 Estados, o que é o absurdo dos absurdos avaliatórios. Mas, quem são os 16.692? Dentre eles quantos vêm da escola pública e/ou privada? Quantos desse contingente estão acumulando sucessivas reprovações anteriores, para muitos dos quais a advocacia será sempre um sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está efetivamente a resposta de tal falência? O mea culpa não é exclusivo do curso superior e do alto nível de exigência dos exames da OAB. Afinal, quem e quais são os alunos ingressantes nos cursos superiores? O que fazer pelos egressos pessimamente formados no ensino básico, conforme o Censo demonstrou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é crível que o aluno universitário com formação inadequada tenha seus problemas resolvidos nessa instância. E o pior, de alguma forma, nas salas de aulas há um processo de contaminação criminosa do ensino, com a nivelação "para baixo". Assim, certamente, a ré não é a formação superior – vítima indefesa, refém de um sistema inaceitável de educação do ensino básico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, as instituições superiores estão, sim, muito preocupadas com os atuais resultados e impotentemente aguardam medidas de governo que ponham fim ao atual quadro do ensino básico. Até porque elas disputam um mercado enormemente concorrencial, mantendo, a maioria delas, o melhor de seus quadros docentes (professores de carreira, juízes, desembargadores, promotores, delegados, advogados de excelentes bancas), cujos saberes são reconhecidamente bastantes para o ensino-aprendizagem do Direito, de muitas competências e habilidades, raramente com única graduação e, no mínimo, Especialistas, Mestres e Doutores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na máxima de que quando o aluno não aprende é porque os professores não ensinaram, então, são eles os reprovados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de a OAB parar de "ver" e passar a "enxergar" as realidades funcionais dos operadores do Direito, diante da necessidade premente de buscar especialistas e não generalistas nos seus Exames. A moderna diversidade de atuação dos profissionais em advocacia é exigência supina no tocante às especializações. Assim, é fundamental que a OAB proponha os mesmos rigorosos exames, mas com o caráter de exclusividade de área, aquela que o candidato seguirá, porque o interessado em Direito Tributário, com certeza, não tem pendores para o Direito Penal, e vice-versa, apenas para ilustrar. Isso posto, o aprovado sairia habilitado em uma, duas ou três áreas de sua escolha, negada a atuação nos demais campos. É o que acontece em muitas outras atividades profissionais. Questão racional, de lógica inexorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cursos de Direito devem continuar com seus currículos e conteúdos, mas não deixando de acrescentar duas disciplinas/oficinas: Teoria da Comunicação e expressiva carga horária em Língua Portuguesa, pois o causídico é essencialmente um comunicador. Assim sendo, deve apresentar absoluto domínio linguístico, transitar com propriedade pela Semiótica, Semiologia e correntes linguísticas, o que enriquece sua argumentação, por via de técnicas narrativas, descritivas, dissertativas e de injunção. Já que, como demonstram vários certames nacionais e internacionais, doença crônica em nossa juventude é não saber ler nem escrever, muito menos entender/contextualizar. E tudo sabidamente justificável, plenamente confirmado pelo Censo 2007. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta de querer provar que as escolas de Direito não formam maestros/regentes (generalistas). Ao que parece, o bom advogado, de hoje, não tem de conhecer o Vade-Mecum atualizado, última edição. Tem mesmo é que dominar uma especialização, ou duas, correlatas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reprovações que estão ocorrendo nos exames da OAB destroem as famílias, as escolas, os profissionais de docência nos cursos e os próprios interessados, que buscam os algozes dessa carnificina rumo à profissão, como justificativa dos fracassos. E a grande sociedade tripudia sobre isso, girando metralhadoras sobre quem outorgou o diploma de graduação (todos aprovados, mas uns com média mínima 5,00 e os outros além disso, até 10,00), a grande e única responsável pelo desespero da desempregabilidade. Não é justo, portanto, inadmissível e inaceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existissem outros Exames de Ordens (na Medicina, Enfermagem, Odontologia, Engenharia e demais), então saberíamos com exatidão qual matéria-prima ingressa nas faculdades do país. Aí sim as avaliações (ENADE, autoavaliação e avaliação in loco) seriam plenamente validadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todas as escolas podem ser responsabilizadas pela clamorosa reprovação, consequência possível de uma leitura leviana das notícias sobre o Exame OAB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora da verdade para todos, todos mesmo, não só aquela que a OAB demonstra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-5142582831175300636?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/5142582831175300636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=5142582831175300636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5142582831175300636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5142582831175300636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/09/bomba-na-oab.html' title='Bomba na OAB'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-4512910097054129630</id><published>2009-09-13T11:18:00.005-03:00</published><updated>2009-10-19T09:48:34.062-02:00</updated><title type='text'>Método de Projetos</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&amp;nbsp;&amp;nbsp; --&amp;nbsp;&amp;nbsp; Consultor Educacional&lt;br /&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma proposta ideológica e operacional para o cumprimento das 400 horas de Prática de Ensino impostas para as licenciaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade acredita no estabelecimento de sistemas regrados como exigência do cotidiano. Primeiro se organiza, depois estabelece um sistema de relações. Em seguida caminha para um sistema de medidas e chega ao controle social.&lt;br /&gt;Ao longo da história, grandes pensadores foram adaptando, ajustando, adequando e atualizando conceitos para a área educacional, sistematizando-as.&lt;br /&gt;No ensino, quando os educadores se vêem diante do imperativo da qualidade, do tipo de sociedade desejada, e a partir da qual se definem e se encaram nesse propósito, muitos aspectos caem na rede analítica.&lt;br /&gt;Vamos nos deter aqui, resumidamente, para subsidiar alguns comentários sobre as Práticas, nos&lt;br /&gt;a) objetivos educacionais e nas&lt;br /&gt;b) diretrizes metodológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, entretanto, alguns momentos reflexivos no estabelecimento dos objetivos que se pretende atingir, buscando a conciliação entre humanismo e o pragmatismo, a acareação entre os conceitos de pedagogia da existência e da essência, a questão da transferência educacional e a teoria da eficiência burocrática, dentre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - DIRETRIZES METODOLÓGICAS - PRELIMINARES sobre o MÉTODO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centrando esforços na metodologia e baseando-a no Método de Projetos, formalizado pela primeira vez pelo educador americano John Dewey, a partir da proposta pedagógica explicitada em 1918, por Kilpatrick, desejamos oferecer o presente trabalho como proposta ao desenvolvimento das PRÁTICAS de ENSINO nos cursos de LICENCIATURAS.&lt;br /&gt;É o resgate de Dewey.&lt;br /&gt;Esse Método pretende (re)criar a realidade na qual o aluno irá atuar após concluir o curso, pela ação/atuação muito mais própria e pulsante de um Projeto de Práticas.&lt;br /&gt;É uma tentativa de globalizar o conhecimento, desconstruindo o ensino propedêutico, transferindo ao aluno a responsabilidade do seu aprendizado pela formação de uma atitude científica. E também transformando o professor em orientador (Tutor) das experiências, um recurso a mais com que o aluno poderá contar para resolver determinada situação problemática.&lt;br /&gt;O Método fundamenta-se na estrutura do conhecimento científico e visa treinar o aluno a resolver problemas a partir de sua formulação adequada, da elaboração de hipóteses e do teste empírico das variáveis que atuam sobre o problema formulado. O Método exige aplicação de reformulação ao padrão standard e tradicional na sistemática de oferta de aulas-temas-problemas. É o mesmo Dewey quem destacava o fundamento do Método de Projetos como sendo a atividade coletiva com propósito prático (pragmático) num ambiente natural.&lt;br /&gt;Ao definir as condições gerais que o Método deve reunir, dizia:&lt;br /&gt;a) que o aluno tenha uma situação de experiência autêntica, isto é, uma atividade contínua na qual esteja ele próprio interessado;&lt;br /&gt;b) que se desenvolva um autêntico problema dentro desta situação como um estímulo para o pensamento;&lt;br /&gt;c)que o aluno possua a informação e que faça as observações necessárias para manipulá-la;&lt;br /&gt;d) que as soluções possíveis sejam criadas por ele, o qual tornar-se-á responsável para desenvolvê-las de uma forma ordenada, e,&lt;br /&gt;e) que tenha oportunidade e ocasião para comprovar suas idéias, para aplicá-las, para esclarecer seu sentido e descobrir, por si mesmo, sua validade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base do Método de Projeto está na realidade viva e nos problemas e dificuldades que esta apresenta e que devem ser resolvidos e superados. Mas, na educação há algo mais que problemas e necessidades; há também, aspirações, desejos e determinações que vão além da realidade. Há a necessidade, portanto, de se ampliar esse conceito para abranger a vida toda, tal como definido por José Ortega y Gasset ao dizer que “a vida significa o esforço para realizar o projeto da existência de cada qual” e ... “vida não é senão o afã de realizar um determinado projeto ou programa de existência.”&lt;br /&gt;Ao Método de Projeto foram dadas numerosas definições. Citaremos as três mais expressivas:&lt;br /&gt;Para Kilpatrick, o projeto é um “ato completo que o agente projeta, persegue, e, dentro de seus limites, aspira a realizar”. É “uma atividade entusiasta, com objetivo, que se realiza num ambiente social, ou, resumindo, o elemento unidade de tal atividade, o ato interessado em um propósito.”&lt;br /&gt;Para Stevenson, “O projeto é um ato problemático levado a seu término em seu ambiente natural”.&lt;br /&gt;Para Krakowitzer, “Toda a atividade com objetivo definido e concluído chega a ser um projeto.” Destas e de outras definições, assim como dos fundamentos antes indicados, se depreende que no Método de Projetos o projeto assemelha-se ao problema enquanto é também alguma coisa que tem de ser resolvida/solucionada, mas se diferencia dele pela sua complexidade onde intervêm os seguintes fatores :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Um problema, ou situação problemática&lt;br /&gt;2) Uma atividade original ou provocada, encaminhada para sua solução&lt;br /&gt;3) Um ambiente ou meio natural em que está situado&lt;br /&gt;4) Uma finalidade ou objetivo quanto à sua aplicação&lt;br /&gt;5) Uma série de projetos para a realização desta finalidade.É necessário, entretanto, que se reúna determinadas condições na sua aplicação e novamente é Dewey que tem a palavra :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A prova de um bom projeto está em ser completo e bem formulado, para exigir uma variedade de respostas de diferentes educandos e permitir a cada um dar sua contribuição própria, segundo suas características. A prova ulterior ou sinal de uma boa atividade, falando pedagogicamente, é que tenha suficiente espaço de tempo para que inclua uma série de trabalhos e explorações, e suponha um procedimento tal que, a cada passo abra um novo campo, suscite novas questões , desperte a exigência de novos conhecimentos e sugira o que se deva fazer sob a base do que já foi feito, e o conhecimento adquirido.&lt;br /&gt;As ocupações ativas que satisfaçam estas duas condições produzirão necessariamente alguma acumulação e sistematização de fatos e princípios relacionados.” Resumindo, os benefícios do projeto, entre seus valores positivos, podem contar-se os seguintes :&lt;br /&gt;1) Dá sentido à ação educativa e à atividade do educando a partir das aspirações;&lt;br /&gt;2) Suscita o interesse e o entusiasmo ao conceber a realidade como algo problemático que tem de ser resolvido;&lt;br /&gt;3) Desenvolve o espírito de iniciativa e de realização na medida que tem de se buscar os meios para resolver as situações problemáticas;&lt;br /&gt;4) Dá sentido de realização, ao executar atividades que se devem complementar;&lt;br /&gt;5) Fomenta o espírito de colaboração e solidariedade ao serem realizados os projetos coletivamente;&lt;br /&gt;6)responde ao princípio de integração e totalidade no qual se inspira a ducação nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - S Í N T E S E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Método deve ter as seguintes condições preenchidas :&lt;br /&gt;Interesse do aluno&lt;br /&gt;Problema autêntico (formulação clara da situação problemática)&lt;br /&gt;Quantidade e qualidade de informaçõesManipulação das informações&lt;br /&gt;Ordenação lógica das soluções encontradas&lt;br /&gt;Aplicação das soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando que :&lt;br /&gt;Todo projeto implica em tomada de posição.&lt;br /&gt;Quanto maior for a quantidade de informações que o aluno possuir, maior é a probabilidade de tomar decisões condizentes com a situação problemática proposta.&lt;br /&gt;Quanto melhor for o instrumental metodológico usado pelo aluno, para selecionar informações, maior será a probabilidade de formular soluções à situação problemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advindo as seguintes vantagens na aplicação do Método :&lt;br /&gt;Atende ao interesse do aluno.&lt;br /&gt;Contribui para que a realidade seja percebida como problema que necessita explicação ( solução ).&lt;br /&gt;Desenvolve a iniciativa.&lt;br /&gt;Estimula a pesquisa; desenvolve o método científico.&lt;br /&gt;Fomenta o espírito de colaboração.Integra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - A VELHA MOEDA: CARA &amp;amp; COROA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar de uma moeda para interpretar as duas faces da situação é uma boa representação.&lt;br /&gt;De um lado o aluno e de outro o professor. A massa crítica da relação ensino-aprendizagem está no próprio metal, em sua massa. O que se deseja é ter como conseqüência uma educação realista, efetiva e de resultados, palpitante, com temperatura alta e vivificada. Esse objetivo deverá ser alcançado com a informação, ingrediente principal na educação.&lt;br /&gt;É nisso que reside a revolução educacional para o futuro: o comprometimento da qualidade de informação oferecida, colhida, sugerida, selecionada, discutida, interpretada, utilizada ou descartada, adotada para a meta da aprendizagem.&lt;br /&gt;A questão é exatamente centrada nos novos recursos de informações que se traduzirão nos novos aprendizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está o papel do novo professor : o papel lógico que o transforma de explicador de conceitos em disseminador de informações, de textos. Porque tudo será conduzido a um grande mix, a um Projeto.&lt;br /&gt;O papel do professor muda dramaticamente. Não é mais possível pensar e agir como se a informação fosse um recurso escasso. Ao contrário, hoje ela excede e é abundante.&lt;br /&gt;Foi-se o tempo quando o formato de uma conferência ou de uma aula era o meio mais lógico de disseminar informação.&lt;br /&gt;Um grande número de estudantes convergia para um lugar e alguém instruído expunha um tópico, armado de monografias e livros a que poucas pessoas tinham acesso, valendo-se de um retroprojetor.&lt;br /&gt;Hoje, não se trata mais de avaliar os textos disponíveis e selecionar o melhor. É necessário peneirar um volume enorme de possibilidades e recomendar o que for (é) legítimo. É preciso separar a preciosidade do inútil. Vale lembrar os trabalhos escolares com só as capas belíssimas mas o conteúdo...&lt;br /&gt;Um catedrático responsável já não procura só autoridades reconhecidas, e sim as fontes interessantes, originais e provocadoras. É quando o professor facilita o processo de dois modos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Selecionando e recomendando as melhores fontes;&lt;br /&gt;2) Ensinando para os estudantes como avaliar a qualidade de fontes por si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade do pensamento, o discurso do aluno, deve valer mais do que a qualidade da fonte. O posicionamento crítico do aluno, não à frente do professor mas ao lado dele, contando com o bom preceptor, que ministra preceitos e instruções, dará especial sentido à orientação na construção do conhecimento. Isso se deve a que a ambiência de Práticas requer um jogo bastante diferente das simples habilidades de interação.&lt;br /&gt;O mergulho, movido a combustível do interesse, ressalta pelas observações :&lt;br /&gt;a )a vida útil do conhecimento, que é o período de tempo para o qual o conhecimento é aplicável e útil, está em curva decrescente;&lt;br /&gt;b) o volume crescente de conhecimento exige dedicação exclusiva para levar informações aos demais ambientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel do aluno e do “novo professor” em atuação nas Práticas é selecionar toda a informação relevante e filtrá-la para as considerações, elaborar e abastecer o Projeto com perguntas provocativas, fazendo o possível para facilitar discussões em que todos os envolvidos participem.&lt;br /&gt;A docência qualificada chega às últimas conseqüências quando descobre desapontamentos, de parte a parte, com a qualidade de participação do estudante, ao identificar que se recebe muito entusiasmo e respostas em nível superficial, ou limitadas em nível profundo. Esse é o cotidiano, em geral, de uma sala de aula mas que deve ser diferente numa Prática conduzida para um Projeto de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - RETOMADA da EXPOSIÇÃO do MÉTODO de PROJETOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Método de Projeto nunca esteve em desuso. Talvez engavetado pelos mais radicais tratadistas do fazer na educação. Particularmente, duvido que não tivessem indecisões no abandono do método de Dewey.&lt;br /&gt;Quando definiu as cinco condições gerais, que tal Método devia(deve) reunir, Dewey nunca imaginou que, a rigor, esse método seria aplicável, por excelência, na modalidade do cumprimento de Práticas. Nunca esteve tão presente “uma situação de experiência autêntica que o aluno deva ter” ou seja, participar e desenvolver uma atividade contínua na qual esteja ele próprio interessado. Da mesma maneira, que o Tutor * desenvolvesse e aplicasse um autêntico problema dentro de uma situação, como um estímulo para o pensamento. Carregou forte nas tintas responsabilizando tanto o Tutor * como o aluno na posse da informação, exigindo as observações necessárias para sua manipulação. Não descartou a importância das possibilidades do atingimento de soluções criadas pelo aluno, o qual torna-se responsável pelo seu desenvolvimento de forma ordenada. Foi enfático, também, que nessa busca o aluno tenha a oportunidade e ocasião para comprovar suas idéias, para aplicá-las, para esclarecer seu sentido e descobrir, por si mesmo, sua validade&lt;br /&gt;__________________________________________________&lt;br /&gt;*&amp;nbsp;Apenas para efeito conceitual : PROFESSOR está em sala de aula e &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; TUTOR como orientador de Projetos e Práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - FUNDAMENTAÇÃO PSICOLÓGICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo procedimento didático está ligado por uma psicologia. Portanto, na proposta de utilização do Método torna-se indispensável o conhecimento dos procedimentos que o caracterizam e o compõem, além dos fundamentos psicológicos que os justificam para que sua aplicação se realize adequadamente.&lt;br /&gt;Quando o professor propõe ao aluno a realização de um empreendimento (Projeto), o objetivo final é o projeto acabado, que se tornará possível pela realização de inúmeras etapas de trabalho. No levantamento do professor com os alunos dessas etapas de trabalho, dessas ações-parte, forma-se na mente do aluno uma representação do processo no seu desenrolar, tendo em vista o conhecimento do todo, qual seja, o projeto acabado. Visualizando o processo pronto e as etapas que devem ser superadas, o aluno retira do conjunto total de suas ações um grupo específico, com o qual irá trabalhar adequado à concretização do empreendimento. Quando falamos a primeira vez na utilização deste Método você retirou de dentro de suas experiências passadas aquelas que tornam possível ao seu pensamento trabalhar na compreensão deste método. A este grupo de ações selecionadas chamaremos de esquemas de ação. O Projeto proposto deve estar sempre em mente dos seus executores como sendo a finalidade a ser alcançada, que se concretizará através do trabalho, sistematizado por um método de ação.&lt;br /&gt;Assim, o aluno executor de um Projeto, na tentativa de conclusão, passa por :&lt;br /&gt;a) seleção de ações adequadas (esquemas de ação ) realizada pelo aluno com a orientação do Tutor;&lt;br /&gt;b) distinguir que essas ações se realizam efetiva e interiormente;&lt;br /&gt;c) que no processo de realização do Projeto novos comportamentos se estruturam:pela composição de elementos já existentes ( integração ) e pela diversificação de novos comportamentos, a partir dos já existentes (diferenciação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, qual a mola propulsora de todo esse processo ? O que provoca a movimentação de todas essas ações ?&lt;br /&gt;Aqui reside o ponto fundamental do Método de Projetos :a adequada colocação do problema, que provocará e justificará todo o processo a ser realizado.&lt;br /&gt;O problema (*) nada mais é do que a antecipação de um “projeto” ( entre aspas para diferenciar do Projeto, entendido como Método que está sendo apreciado.&lt;br /&gt;________________________________________________&lt;br /&gt;(*) A forma de colocação do problema deve ser tema de exaustivo estudo e debate entre os professores que trabalharão em algum módulo de disciplinas, preocupados com a interdisciplinaridade, para a execução de determinado projeto, a fim de que, numa representação adequada o problema oriente, coerentemente, o método de ação, segundo o fim a ser alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perguntamos “por que”? -provocamos ações que tentarão explicar ;&lt;br /&gt;Ao perguntar “como”? -antecipamos ações que buscarão formas de realização;&lt;br /&gt;Perguntando “para que”? levantamos ações que tentarão avaliar as finalidades propostas; e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - FUNDAMENTAÇÃO DIDÁTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode aplicar o Método de Projetos nos cursos de licenciatura, mais especificamente no tocante às Práticas ? Tal indagação nos estimula o pensamento no sentido de encontrarmos um critério e uma técnica que possibilite aplicar o Método. Uma vez despertados para o problema e indicada a direção para a pesquisa e a reflexão, pode-se partir para a ação, ou seja, a realização do Projeto.&lt;br /&gt;Para a execução dele, podemos percorrer as seguintes fases :&lt;br /&gt;a) Recolhimento de sugestões&lt;br /&gt;b) Fixação e fundamentação da ordem de sua execução&lt;br /&gt;c) Especificação e justificação das sugestões&lt;br /&gt;d) Parecer do grupo&lt;br /&gt;e) Execução pelo grupo&lt;br /&gt;f) Exame em comum dos resultados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - MÉTODO DE PROJETOS e RELAÇÃO INTERDISCIPLINAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por desenvolver conhecimentos de áreas diferentes, o Projeto exige como princípio fundamental para a sua execução a integração entre as disciplinas. A questão da integração das disciplinas no curso universitário constitui-se na tarefa mais desafiante que tem sido proposta aos educadores. Esta dificuldade vem sendo contornada pela solução da integração das disciplinas segundo objetivos.&lt;br /&gt;Ainda que esta atitude possa representar solução para determinadas opções educativas, no caso do Projeto, ela é insuficiente. O Projeto possui um núcleo central determinado pela proposta inicial, formulada na situação problemática. A elaboração dessa situação delimita o complexo e extenso universo da realidade, estabelecendo contornos definidos, dentro dos quais, dar-se-á a ação realizadora do conhecimento. Ainda que isto aconteça, a solução da situação problemática, isto é, a realização do Projeto, implica na subordinação a outros conhecimentos que não aqueles especificados nos limites do próprio problema. Com isto, queremos afirmar que para a solução do Projeto, concorrem conhecimentos pertencentes a áreas diferentes do conhecimento, mas que se subordinam a um objetivo único.&lt;br /&gt;A dificuldade reside na possibilidade de se elaborar, com precisão, quais os conteúdos de que se necessita para a realização de um Projeto. Qual a forma de vazar tais conteúdos auxiliares na ação realizadora e como avaliar a sua utilidade. A Metodologia de Projetos não encara o conhecimento como constituído de compartimentos estanques, propriedades de ciências independentes. O comprometimento com a visão globalizadora do conhecimento exige, na aplicação do Método de Projetos, uma integração efetiva de conteúdos para que ele possa ser realizado.&lt;br /&gt;Segundo John Dewey, este Método pretende ser, em outro nível, o retrato fiel de problemas que o educando irá enfrentar na sua ação modificadora do mundo. O Projeto é trabalho e assim pretende-se que o educando, pelo seu próprio esforço, construa o seu próprio conhecimento.&lt;br /&gt;Considerando que o Projeto tem um núcleo que lhe define os limites, localizado no conjunto de conhecimentos, as outras áreas do conhecimento se constituirão em auxiliares para a solução do problema central. Uma(s) mais próxima(s), outra(s) mais distante(s) do núcleo, guardando seu grau de comprometimento no processo de integração.&lt;br /&gt;Apenas como exemplo, imaginemos o estabelecimento de um fazer prático numa licenciatura como o de um PROJETO de ALFABETIZAÇÃO - módulo I, tendo como auxiliares algumas disciplinas do currículo, do primeiro ano. Para o segundo ano a aplicação visando o módulo II.&lt;br /&gt;Para a solução da condição primordial à boa execução do Projeto, exige-se que o planejamento seja realizado pela equipe de professores e tutores com a responsabilidade do trabalho final.&lt;br /&gt;Esse planejamento deverá ser realizado após o estudo preliminar com todos os professores e tutores das etapas de execução do Projeto, formulando-se a situação problemática ( com a eleição de uma disciplina núcleo/eixo ) e os eventuais problemas existentes/criados/encontrados em cada disciplina auxiliar, decorrentes do problema base/eixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - PROBLEMAS SUSCITADOS pelo MÉTODO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.1 - Controle de aplicação do MétodoÉ preciso que exista uma Coordenação Central que mantenha sob seu controle o desenvolvimento executivo das etapas e da participação eficiente de cada uma das disciplinas que intervenham no processo global.Essa Coordenação procurará manter os professores e tutores unidos por um comportamento grupal, mas os trabalhos serão sugeridos pelo professor da disciplina núcleo e operacionalizados pelo tutor.Não se entenda essa integração grupal como uma forma do professor abdicar de sua liberdade e individualidade profissionais.Se não existir a integração interdisciplinar e uma eficiente coordenação, corre-se o risco do Método tumultuar a atividade educativa com graves prejuízos para o próprio sistema.O que se pretende não é uma padronização na transmissão do conhecimento, mas uma forma cooperativa integrada para a globalização do conhecimento a ser adquirido pelo aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.2 - Adequação à estrutura e aos objetivos do CursoEsta dificuldade situa-se no plano estrutural da Instituição.A introdução do Método implica numa mudança de mentalidade não só por parte dos professores.Por se transferir o centro de aprendizagem ao próprio aluno, interessado, atento, observador, sujeito ativo e passivo das práticas circunstantes, isto implica em aceitá-lo livre para optar pelo tempo e pela forma de execução da sua tarefa.Ele não mais faz parte de uma massa disforme sentada na sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.3 - Avaliação segundo as normas regimentaisAvaliação continuada, ao longo do processo, finalizando com avaliação do grupo docente ( disciplina núcleo e gravitantes auxiliares ) e somatório das unidades do percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.4 - Possível dispersão de concentração dos programas de disciplinasSe há liberdade do lado do aluno, de parte do professor e tutor o regime é quase militar, sistêmico, cartesiano, positivista e inflexível. A aplicação inadequada, irregular, desidiosa e descomprometida com o processo pode levar a uma dispersão de concentração de todo o plano de ensino e os cuidados deverão ser à enésima potência pois a proposta observadora e presencial das Práticas, constituindo um Projeto, é nova e quem a inaugurar com firme implantação colherá muitos frutos. Não se trata de perpetrar mais uma modalidade, uma moda, o Método rompe, aparentemente, a seqüência lógica de transmissão de informações, já que estas passam a ser exigidas em função de dificuldades que aparecem na execução do Projeto que em última análise é uma proposta-problema. Assim, a necessidade que o aluno tem para a solução dos problemas emergentes e decorrentes do Projeto, determinam a lógica pela qual recebe as informações de que necessita. O plexo a ser alcançado é sem erro um enorme acervo resultante de muita observação, muita prática conduzida e colhida no Projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C O N C L U S Ã O&lt;br /&gt;É EVIDENTE QUE A PROPOSTA ORA APRESENTADA SUSCITA DIFICULDADES QUE, SE NÃO FORAM PREVISTAS NESTE TRABALHO, DEVERÃO SURGIR DE FUTURAS DISCUSSÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É CLARO QUE ESTE DESAFIO SOMENTE PODE SER LEVADO ADIANTE SE OS PROFESSORES SE SENTIREM IDENTIFICADOS COM A INSTITUIÇÃO, CONFIANDO NOS SEUS PROPÓSITOS E ENGAJANDO-SE NOS SEUS OBJETIVOS. A SIMPLES ADESÃO NÃO É SUFICIENTE PARA A MAGNITUDE DA OBRA QUE SE PROPÕE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PRESENTE PROPOSTA É UM “TOUCHÉ” PARA O ENFRENTAMENTO DA APLICAÇÃO DAS 400 HORAS DESTINADAS ÀS PRÁTICAS PELA RESOLUÇÃO CNE/CP 02/2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MISSÃO EDUCATIVA QUE NOS CABE NÃO SE EXAURE NO PLANO SIMPLES DO FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS COMPROMETIDOS EM FAZER DE CADA ESCOLA UMA CASA DIGNA DESSE NOME, UM LABORATÓRIO ONDE O PENSAMENTO ESPECULATIVO POSSA PREDOMINAR COM LIBERDADE, PARA INTERPRETAR E EXPLICAR A REALIDADE COMPLEXA NA QUAL ESTAMOS INSERIDOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOSSO PAPEL HISTÓRICO É O DE FORMAR PROFISSIONAIS PARA O MAGISTÉRIO DE ACORDO COM AS POSSIBILIDADES QUE SE OFERECEM, MAS COMPROMETIDOS COM O PROCESSO DE CRESCIMENTO INTELECTUAL PERMANENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #3366ff;"&gt;“Non Scholae Sed Vitae Discimus”&amp;nbsp; --&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #3366ff;"&gt;Não ensinamos para a escola mas para a vida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-4512910097054129630?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/4512910097054129630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=4512910097054129630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4512910097054129630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/4512910097054129630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/09/metodo-de-projertos.html' title='Método de Projetos'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-5739415893880550534</id><published>2009-09-13T10:32:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T10:49:25.978-03:00</updated><title type='text'>Atividades Complementares em Curso Superior</title><content type='html'>ATIVIDADES COMPLEMENTARES  -  ACs -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Roney Signorini&lt;br /&gt;Consultor Educacional&lt;br /&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendadas em todas as Novas Diretrizes Curriculares, sua normatização deve propiciar com clareza a aplicação e o desenvolvimento, ao longo do curso, de maneira sistêmica e organizada.&lt;br /&gt;Em princípio, elas podem ser oferecidas em carga distinta e separada (1) das disciplinas regulares, independente e autonomamente.  Para as licenciaturas, a norma é mínimo de 200 horas (Res. CP/CNE 02/02); para a Pedagogia, no mínimo 100 horas (Res. CNE 01/06); para os bacharelados (e graduação profissional), até 20% da carga-horária mínima, conforme a Res. CES/CNE 02/07.Exemplificando, se o curso prevê 3 mil horas, distinguir as ACs com 200 horas e a grade curricular com 2.8 mil horas.&lt;br /&gt;Mas, é possível também determiná-las de maneira interiorizada e composta (2) nas cargas individuais de cada disciplina, de algumas ou de todas.&lt;br /&gt;Para a primeira situação (1), considerando um curso de 4 anos, elas serão cumpridas, como média, à razão de 50 horas anuais. Como não uma disciplina, mas atividade, o resultado será sempre REALIZADAS / NÃO REALIZADAS. A condição NÃO REALIZADAS nunca impedirá a promoção do aluno mas a negativa de conclusão do curso.&lt;br /&gt;Se a carga for distinta e separada (1), a sugestão é a de que o aluno receba logo ao início do ano letivo uma programação antecipada, ao menos no semestre, quais serão as propostas e iniciativas da instituição, contendo um agendamento dos eventos, semana a semana.Se o aluno deixar de cumprir as primeiras 50 horas ( no 1° ano ) poderá ter dificuldades no futuro pois elas se acumularão para as séries seguintes.&lt;br /&gt;O aluno não poderá concluir o curso se não cumprir as 200 horas.&lt;br /&gt;A administração da carga de ACs, pela secretaria do curso, será obrigatória e imprescindível, zelosa e principalmente trabalhosa, inegavelmente. A sugestão é a criação de um Setor/Depto. de ACs. que uma vez relatadas pelo interessado sofrerá o crivo de alguém, por exemplo, do Coordenador do Curso.&lt;br /&gt;Todos os documentos relativos ao cumprimento das atividades deverão ser conduzidos ao prontuário do aluno indicando parciais e totais da obrigação realizada.&lt;br /&gt;Na montagem da programação das ACs, a instituição observará o máximo possível da transdisciplinaridade, a contemplar curso(s), disciplina(s), conteúdos etc. É tarefa para todo o coletivo docente da IES, principalmente aos alocados em regime de trabalho Parcial e Integral.&lt;br /&gt;As ACs, uma vez implantadas, merecerão alteração curricular e portanto obrigatória a publicação pelo D.O.U.&lt;br /&gt;Se a instituição optar por aplicar carga - interiorizada e composta (2) - (aula + ACS), abaixo oferecemos uma alternativa que se caracteriza imperativa de cumprimento porque integra  a carga específica da disciplina. Diferente da opção distinta e separada (1), a forma composta fica interiorizada na carga da disciplina. A NÃO REALIZAÇÃO, aqui, levará à reprovação na disciplina. É instrumento de avaliação continuada.Por ter caráter obrigatório de realização, dentro da disciplina, tem facilitadores pelo fato de ser (ad)ministrada pelo próprio docente.&lt;br /&gt;Assim, estas ACs estarão incluídas, sempre, com a relação :&lt;br /&gt;Disciplinas de 40 horas serão operadas = 32 + 8  ou  34 + 6  e  &lt;br /&gt;Disciplinas de 80 horas serão operadas = 64 + 16  ou  68 +  12  ou  &lt;br /&gt;Disciplinas de 40 horas adicionarão   8 horas de AC ( 40 + 8 )  &lt;br /&gt;Disciplinas de 80 horas adicionarão 16 horas de AC ( 80 + 16 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBSERVAÇÃO: Os números aqui adotados devem ser adaptados, sobretudo pelo advento de norma que obriga a transformação de HORA/AULA em HORA/RELÓGIO. Pode ser o caso, inclusive, não de interiorizar uma carga relativa às ACs mas que seja somada a cada disciplina.&lt;br /&gt;Dessa forma, as ACs  interiorizadas ( 8 ou 6 )( 16 ou 12 ) têm caráter obrigatório, contribuindo sobretudo no processo avaliatório do aluno na disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ATIVIDADES COMPLEMENTARES - se caracterizarão como práticas adêmicas apresentadas sob múltiplos formatos, tendo em vista essencialmente :&lt;br /&gt;  I-)complementar e sintonizar o currículo pedagógico vigente&lt;br /&gt;II-)ampliar os horizontes do conhecimento bem como de sua prática  para além da aula&lt;br /&gt;III-)favorecer o relacionamento entre grupos e a convivência com as diferenças sociais&lt;br /&gt;IV-)favorecer a tomada de iniciativa dos alunos&lt;br /&gt;V-)propiciar a inter e transdisciplinaridade  no currículo, dentro e entre os semestres/séries&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugerimos sete Categorias distintas de ACs., de diferentes modalidades.&lt;br /&gt;Assim, a instituição regulamentará que o aluno transite por todas elas, ao menos em três.&lt;br /&gt;Caso contrário, é possível que o aluno adote somente uma delas, fugindo do ideário das ACs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( modelo )        &lt;br /&gt;REGULAMENTO   das   ACs - ATIVIDADES COMPLEMENTARES&lt;br /&gt;1)As ATIVIDADES COMPLEMENTARES - ACs, ora regulamentadas, de conhecimento   prévio dos alunos matriculados no(s) Curso(s) ........... , serão realizadas mediante a tabela   de categorias e modalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   CATEGORIA           MODALIDADES&lt;br /&gt;   A   Atividades genéricas na área do curso  &lt;br /&gt;   B   Palestras, Seminários, Congressos e Conferências  &lt;br /&gt;   C   Pesquisa  &lt;br /&gt;   D   Extensão  &lt;br /&gt;   E   Iniciação Científica  &lt;br /&gt;   F   Monitoria  &lt;br /&gt;   G  Disciplinas Não Previstas no Currículo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)Todas as ACs merecerão absoluta interação com o professor da disciplina ou    Coordenador&lt;br /&gt;    designado para tal fim.&lt;br /&gt;3)As ACs realizadas deverão ser comprovadas pelo aluno através de relatórios, declarações,&lt;br /&gt;    atestados ou certificados emitidos pela promotora, se fora dos “campi”, ou convalidadas no&lt;br /&gt;    registro acadêmico do aluno, se no âmbito interno mas sempre mediante relatórios.&lt;br /&gt;4)Na  elaboração do relatório, o aluno o redigirá de forma a conter o descritivo claro&lt;br /&gt;    e consistente da atividade, interpretando, problematizando o conteúdo técnico, bem como os&lt;br /&gt;    benefícios proporcionados e adquiridos.&lt;br /&gt;    Poder-se-á, circunstancialmente, contatar entidades para a obtenção de referências&lt;br /&gt;    ecomprovação de fatos e atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APÊNDICE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATEGORIA “A”&lt;br /&gt;São as desenvolvidas fora dos “campi” , tais como cursos de extensão em outras instituições, visitas a órgãos públicos ou entidades particulares ligadas à área de abrangência do curso. Assim também palestras, seminários, oficinas, visitas técnicas, cursos etc. em instituições educacionais, estudantis ou profissionais, públicas ou privadas reconhecidas pela instituição. Tais ACs devem ser adequadas à formação complementar do aluno. Considera-se a participação do aluno, na forma ativa ou passiva, ou seja, na condição de participante ou palestrante-instrutor-apresentador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATEGORIA “B”&lt;br /&gt;São as desenvolvidas dentro dos “campi” da instituição, consideradas palestras, seminários, congressos e conferências, sessões técnicas, jornadas acadêmicas, workshops e ciclos de estudos atendendo interesses gerais ou específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATEGORIA “C”&lt;br /&gt;Pesquisa teórica ou empírica, a fim de que o aluno possa visualizar o conteúdo da disciplina /curso em sua projeção social real, com a finalidade de que a formação universitária não esteja restrita apenas à aplicação e interpretação do conhecimento, mas que os alunos sejam formados para também construí-lo. Nesse caso, o aluno ajustará com o Professor/Coordenador o objeto da pesquisa, as condições de sua realização, avaliação e registro. A atividade realizada será atestada. Esta categoria inclui : projeto (envolvendo implementação prática), pesquisa teórica, oficina, formação de grupo de estudo e de interesse com produção intelectual ou projeto com implementação real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATEGORIA “D”&lt;br /&gt;Consiste na prestação de serviço em questões ligadas à cidadania, família, saúde, educação, meio ambiente, movimentos solidários, habitação/moradia, voluntariado em entidades filantrópicas e ONGs, participando de programas, a fim de que o aluno experimente a função social do conhecimento produzido. O aluno poderá dela participar através de vínculos com órgãos públicos ou privados, antecipando junto ao responsável a sua participação mediante um pequeno projeto, expressando os aspectos gerais da atividade, incluindo o cronograma de trabalho proposto, horários das atividades e dos dados da entidade abrigadora. Nessa categoria o aluno pode e deve pesquisar ambientes da sociedade aos quais possa levar seus conhecimentos de forma criativa e produtiva. Merecerão relatórios detalhados e circunstanciados do aluno que serão enviados ao responsável, bem como declaração ou certificado emitido pela entidade, atestando as atividades desenvolvidas, em papel timbrado e assinado sobre carimbo da Direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATEGORIA “E”&lt;br /&gt;Iniciação Científica é uma atividade investigativa, no âmbito de projeto de pesquisa, na qual  o aluno ficará sob tutoria de professor titulado,visando ao aprendizado de métodos e técnicas científicas e ao desenvolvimento da mentalidade científica e da criatividade. A Iniciação Científica está aberta aos alunos a partir do 2o ano e depende de publicação de edital, no qual constarão o número de vagas e as condições para participação. Aluno e responsável deverão desenhar a arquitetura  desse trabalho mediante troca de informações, detalhamentos e condições de exeqüibilidade. Informações e dúvidas sobre o programa de Iniciação Científica, consultar o Coordenador responsável pela atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATEGORIA “F”&lt;br /&gt;A monitoria visa propiciar ao estudante a oportunidade de desenvolver, sob supervisão docente, suas habilidades para a carreira docente nas funções de ensino, pesquisa e extensão. O monitor auxilia o corpo docente nas tarefas didático-científicas: preparação de aulas, trabalhos didáticos, atendimento a alunos, atividades de pesquisa e extensão, trabalhos práticos e experimentais em laboratório, em biblioteca e no campo, além de outros compatíveis com seu grau de conhecimento e experiência.&lt;br /&gt;Somente pode se inscrever para concorrer às vagas de monitoria, definidas em Edital, o aluno que comprove a aprovação na disciplina em que pretende atuar, com nota igual ou superior a sete. Para o exercício de suas funções o monitor recebe certificado e uma bolsa correspondente a 20% da mensalidade em vigor, durante o período em que exercer a atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATEGORIA “G”  -  DISCIPLINAS NÃO PREVISTAS NO CURRÍCULO&lt;br /&gt;O aluno tem a possibilidade de se inscrever em disciplinas de outros cursos na instituição, que tenham implicações ou correlações com o seu campo de estudos, abrindo-se assim uma perspectiva  multidisciplinar na sua formação. Nesta categoria, também podem ser considerados cursos de idiomas e cursos técnicos complementares à formação do aluno, ofertados por outras instituições acadêmicas, culturais ou empresariais. No caso de cursos ofertados por outras instituições, deve-se apresentar certificado em papel timbrado da instituição em que o curso foi realizado, identificando total de horas-aula cumpridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;As ACs se mostram assim com grande largueza  de formações que devem ser agregadas ao espírito das NDCs – Novas Diretrizes Curriculares, em estreita sintonia com o currículo pleno,com o PPI e PDI do curso.&lt;br /&gt;As Atividades Complementares devem possibilitar o reconhecimento, por avaliação, de habilidades e competências do aluno, inclusive as adquiridas fora do ambiente escolar, hipóteses em que o aluno alargará o seu currículo com vivências e experimentos   acadêmicos, internos ou externos ao curso, não se confundindo estágio curricular ou supervisionado, com a amplitude e a possível rica dinâmica das Atividades Complementares.&lt;br /&gt;As Atividades Complementares, assim, se orientam a estimular a prática de estudos independentes, transversais, opcionais, de interdisciplinaridade, de permanente e contextualizada atualização profissional específica, sobretudo nas relações com o mundo do trabalho, estabelecidas ao longo do curso, notadamente integrando-as às diversas peculiaridades regionais e culturais.&lt;br /&gt;Nesse sentido, as Atividades Complementares podem incluir projetos de pesquisa, monitoria, iniciação científica, projetos de extensão, módulos temáticos, seminários, simpósios, congressos, conferências, além de disciplinas oferecidas por outras instituições de ensino ou de regulamentação e supervisão do exercício profissional, ainda que esses conteúdos não estejam previstos no currículo pleno de uma determinada instituição mas nele podem ser aproveitados porque circulam em um mesmo currículo, de forma interdisciplinar, e se integram com os demais conteúdos realizados.&lt;br /&gt;Enfim, as atividades de extensão, previstas no art. 44, inciso IV, da LDB 9.394/96, cuja finalidade básica, dentre outras, consiste em propiciar à comunidade o estabelecimento de uma relação de reciprocidade com a instituição, podem ser integradas nas Atividades Complementares, enriquecedoras e implementadoras do próprio perfil do formando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-5739415893880550534?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/5739415893880550534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=5739415893880550534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5739415893880550534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/5739415893880550534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/09/atividades-complementares-em-curso.html' title='Atividades Complementares em Curso Superior'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-9206794548973341165</id><published>2009-09-13T10:22:00.004-03:00</published><updated>2009-09-13T19:42:56.803-03:00</updated><title type='text'>Currículos e Conteúdos Programáticos</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&lt;br /&gt;Consultor educacional&lt;br /&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1980 assumi a Direção de um curso de Comunicação Social com as habilitações em Jornalismo, Publicidade &amp;amp; Propaganda, além de Relações Públicas, instituição na qual ingressara como docente cinco anos antes.&lt;br /&gt;A primeira tarefa, sob grande desafio, indicava a necessidade de avaliar/interpretar os conteúdos de todas as disciplinas quando, então, pouco ou nada se falava de trans e interdisciplinaridades, muito menos sobre as NDCs- Novas Diretrizes Curriculares, surgidas após a nova LDB ( 1996 ).&lt;br /&gt;Referido curso estava estruturado em quatro anos, sendo os dois primeiros voltados à fundamentação humanística ( ciclo/núcleo básico ) para as três habilitações. Os dois últimos anos tratavam de formações específicas (ciclo profissionalizante).&lt;br /&gt;Assim, em princípio, o trabalho precisava ser desenvolvido com as avaliações programáticas em quatro momentos distintos: o básico-geral e cada uma das habilitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exaustiva leitura dos programas das disciplinas, arquivados na secretaria, alguns elaborados desde a fundação do curso (1972), outros mais recentes, guardavam inúmeros problemas de sobre e superposição de temas, incoerências e defasagens, situação comuníssima, arrisco afirmar, na maioria das instituições superiores nacionais. Sobretudo naquelas em que o "turn-over" docente é alto. Ademais, antecedendo o início do semestre letivo, nem todas as escolas realizam a tão necessária semana de planejamento. É impossível imaginar uma discussão séria e profícua sem que todos os participantes portem, minimamente, uma brochura contendo todos os programas de disciplinas&lt;br /&gt;do curso. É o único guia para consulta instantânea se alguém se "atrever" a abordar determinado conteúdo numa discussão de (trans)interdisciplinaridade e com isso inteirar-se dos itens e da bibliografia adotada pelo(s) colega(s), sobretudo se ela está ou não atualizada.&lt;br /&gt;Daí a ação importantíssima da reunião nessa semana de planejamento para a saúde do curso. E nela o Coordenador deve também municiar a todos, indispensavelmente, com o currículo em vigor e, se houver, o novo currículo (em transição), o material das NDCs ( com respectivos apensos das competências e habilidades sugeridas pelo CNE-Conselho Nacional de Educação ), além do calendário letivo, eventualmente, um exemplar de Manual do Estudante, distribuído aos alunos. Significa dizer, momento de grande oportunidade para reflexões conteudísticas, revitalização dos tônus das disciplinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS PROBLEMAS&lt;br /&gt;Em outra oportunidade já me referi e indiquei o brilhante trabalho Mensuração dos Conteúdos Acadêmicos da Educação Superior (2005) da lavra de André Magalhães Nogueira, Edson Nunes e Helena Maria A.M.Barroso, facilmente acessível pelo buscador Google.&lt;br /&gt;Não faz muito tempo, e ainda continua, uma polêmica discussão era colocada quanto à atuação das IES-Instituições de Educação Superior no tocante às duas posições diametralmente opostas, de dever ser uma dianteira, estar na frente, ou ir a reboque da sociedade nas propostas conteudísticas, razões e conseqüências nas formações.&lt;br /&gt;Porém, para acalorar o tema, a partir do momento em que o CNE propõe as NDCs, apensando as habilidades e competências necessárias para a profissionalização do estudante ( escopo do ENADE ), pretendendo lograr sucesso na empregabilidade, involuntariamente ou não os currículos, de certa forma, com muitos paradigmas na formatação dos cursos acabaram por balizar as formações. Parece mesmo é com paradoxos.&lt;br /&gt;Por assim dizer, a presunção se instalou forte no colendo colégio do CNE, a significar que as IES, de per si, onde quer que estejam geograficamente instaladas, não conheçam necessidades mercadológicas locais ou regionais.&lt;br /&gt;Particularmente, levo isso a crédito do paternalismo assistencial, o umbrelismo do velho cartório que continua a ser o CNE. Deletaram currículo mínimo/pleno mas põem outro ícone no desktop.&lt;br /&gt;Não há que se dizer/criticar as "sugestões" contidas nos apensos porque, afinal, o ENADE&lt;br /&gt;é estruturado e leva em conta aquelas sugestões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEQUESTROS CONTEUDÍSTICOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PPI e o PDI são documentos basilares numa proposta educacional das IES, neles se inserindo a missão, objetivos e escopos, documentos que, a rigor, nem todo o conjunto de funcionários administrativos e docentes têm acesso. É caixa preta na maioria das IES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que, dentre outros requisitos de componentes do processo, que pede Autorização de funcionamento, a IES apresenta o currículo do curso com todas as exigências que a boa norma exige : ementa, conteúdos, carga horária, objetivos, critérios de avaliação, bibliografias básica e complementar, etc.&lt;br /&gt;Aprovado, autorizado a funcionar, não é o que na maioria das vezes se vê quanto ao desenvolvimento/aplicação dos programas "prometidos" para as disciplinas.&lt;br /&gt;Se nada é mais certo do que as mudanças, desde o protocolo do projeto de curso junto a CNE até sua Autorização, para não dizer também o Reconhecimento, existe um período abissal, movido pela própria dinâmica e cinética do fazer educacional, quando ao longo desse tempo o autor proponente daqueles conteúdos sequer assume(iu) a disciplina. Ou ficou nela por um ano, substituído por outro colega que "entendeu dar uma atualizada na matéria". Aqui surge uma primeira ruptura com o todo a ensejar o primeiro desafinamento da orquestra. Aqui já entrou gato na tuba.&lt;br /&gt;No tempo que fluiu desde a Autorização até o Reconhecimento, uns quatro/cinco anos, nesse intervalo a escola inclusive recebeu alunos transferidos que traziam histórico acompanhado dos programas de origem. Uma breve análise para propiciar a transferência mostrou em algumas menos e em outras disciplinas mais, um imenso descompasso programático entre disciplinas, que não contemplariam/autorizariam o "aproveitamento" curricular mas nem por isso a transferência é inibida. Resta uma colcha de retalhos conteudísticos, mais graves à medida que a transferência se efetiva em anos mais adiantados do curso. Mas, convenhamos, a quem interessa realizar um curso bem aproveitado, completo, que respeita(va) as (trans) interdisciplinaridades e visa(va) graduar o aluno pronto para o mercado ? A muito poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURRÍCULOS versus ENADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ingressante e o formando, diferenças tratadas como iguais, permeadas com a indicação amostral/aleatória dos que devem se submeter ao exame é absurda.&lt;br /&gt;E este é o momento de identificar os reféns do abordado no Sequestro Conteudístico.&lt;br /&gt;Toda a amarração pensada para propiciar a transdisciplinaridade do currículo foi levada vendada, com mãos em algemas para o fundão da vila.&lt;br /&gt;O esforço estruturado no PPI e/ou PDI visando terminalidades e empregabilidades não pode ter êxito. E, a propósito, alguma Comissão de verificação in loco tem tempo e realiza uma análise nos conteúdos das disciplinas, nos poucos três dias que habitualmente dedica à verificação, seja para autorizar ou reconhecer, isso sem considerar o tempo que antecedeu o depósito da documentação no e-MEC ? Nunca soube. A caixa é preta, negríssima.&lt;br /&gt;Na guilhotina educacional não está só a cabeça do aluno mas também a da IES, por óbvio.&lt;br /&gt;O ENADE, filho do Provão, ainda não disse a que veio, senão o de atribuir valor ao que não tem valor pois é laborado nos antagônicos, que não têm qualquer comprometimento com a efetiva avaliação pois há suspeição do aluno ser cúmplice ou refém da relação educacional obtida. E é fácil ver isso pois há quem não compareça ao exame, comparecendo só vai pra assinar a presença, ficando em sala não tem nenhuma responsabilidade com as respostas, "é do contra" por natureza e origem, falta-lhe Atitude com "A" maiúsculo. Fora o volume de IES não privadas que insistem em desafiar o MEC não comparecendo ao exame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURRÍCULOS versus ESTÁGIOS ( não curriculares )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Submetendo-se a desastres de percursos, desvios e atalhos equivocados nas apropriações de cargas horárias e conteúdos, somado ao despreparo de setores de captação de alunos, lá vão eles para o estágio. Tais setores, na própria IES ou no mercado de trabalho, bem como nas empresas de recrutamento de pessoal, não avalizam as preocupações do CNE que sugeriu mínimas habilidades e competências na formação do estudante. Sequer conhecem ou têm acesso às NDCs e respectivos apensos, quando, no mínimo, são um norte magnético.&lt;br /&gt;Para piorar as coisas, nos últimos quatro meses o noticiário informa a perda de 200 mil postos, decorrente de nova legislação sobre os estágios, declinando vertiginosamente o interesse do empresariado pelos estagiários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURRÍCULO versus HORA/AULA ou HORA/RELÓGIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disciplina deve guardar absoluta relação dos conteúdos com a carga horária, com a aula.É inaceitável conteúdo pequeno para carga horária grande, e vice-versa. Por exemplo, fixada para ter 40 hs/aulas-semestrais e abrigar os conteúdos previamente discutidos e estabelecidos, a oferta de uma disciplina de curso superior, à razão de 2 hs/aula-semana transcorre durante 20 semanas ( ou 100 dias letivos ). Considerando os números abaixo, na hipótese do início da aula acontecer com 5 ou mais minutos de atraso, bem como se finalizada com iguais 5 ou mais minutos antes do término regulamentar, tem-se resultados desastrosos.&lt;br /&gt;Querem alguns que a aula "pouco importa", sistêmica e metodologicamente estruturada. Deve prevalecer a "construção do conhecimento". Será ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando o indicador mais radical, de suprimir-se 20 minutos de cada aula/encontro que deve ter 100 minutos, ao longo de 20 semanas, na disciplina programada para carga de 40 hs/aulas semestrais, restarão 32 hs/aula porque os atrasos representam 400 minutos( que é igual a 8 hs/aula ).&lt;br /&gt;Ao considerar também alguns acidentes de percurso como feriado, falta de energia, greve de transportes, enchentes ou questões de saúde, etc. , adicione outros tantos encontros perdidos chegando facilmente a umas otimistas 24 a 28 horas daquelas que deveriam ser 40 hs/aula.&lt;br /&gt;O exemplo adotou uma disciplina semestral, mas o aluno tem em média 5 a 6 disciplinas nesse período, totalizando 40 a 48 disciplinas durante um curso de 8 semestres(4 anos ). É realmente fatal para a educação e inteligência nacionais a incidência dessa perda, que pode subtrair até 800 horas de um currículo. Tomando como exemplo um curso programado para uma carga total de 3.200 horas significa 25% de aula/conhecimento não dado-não aprendido.&lt;br /&gt;Se a pontualidade de horário fosse cumprida plenamente, nossos jovens, seguramente, estariam se formando com mais competências. Quando não, se a formação "admite" a supressão de 25% temporal do todo curricular, não é o caso de reduzir o curso de 4 para 3 anos diante dessa realidade ?Se na tabela acima trocarmos a hora/aula pela hora/relógio o efeito é o mesmo.&lt;br /&gt;É de fato lamentável a supressão de quase 15% do tempo na preciosa carga horária de aulas,com implicação diretíssima sobre o conjunto de conteúdos do ensino-aprendizagem, descartados aos sabores das negligências e descasos.&lt;br /&gt;Assim, por causa do relógio(?) o aluno sai do primeiro e vai para o segundo semestre, avançando até o último, com lamentável carência de conhecimentos furtados. Mas ele tem pressa, voraz, de ir ao lato-sensu ou stricto para "compensar" o "tempo perdido" na graduação, como quem segue a uma relojoaria educacional, para consertar o que medeiam os dois ponteiros dos conhecimentos.&lt;br /&gt;Disso resultam milhares de horas suprimidas das disciplinas/cursos/instituições nacionais. Afora outras milhares de horas consumidas ao longo do curso, em geral, com greves de docentes e/ou alunado, mais ocorrentes no ensino público, tanto na educação básica como superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURRÍCULOS TRANSFORMADOS / ALTERADOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui uma verdadeira violência quando se quer alterar um currículo, na linha inconsequente, ao sabor dos ventos ou interesses imediatos. Dramático porque não observa o todo, o plexus determinante do conjunto, seja voltado ao mercado seja para a academia. Se colocado em prática, não raro, inexiste caminho de volta.&lt;br /&gt;Em princípio, um currículo só amadurece quando implantado plenamente, sob "teste", do primeiro ao último semestre do curso. E olhe lá se ainda não forem necessários minimamente um a dois anos para aí sim ser feita alguma eventual correção de rota. É cobrada uma incisão britânica, em hora e local certos.&lt;br /&gt;A missão institucional deve sempre observar vocações e não está sob crivo se para lá ou para cá. Cada IES mantém, a sua cara e identidade, em função também de seu público/target, quando se estabelece um escopo.&lt;br /&gt;Afinal, o que motiva a transformação curricular senão a busca de nichos, novos nichos e promissores ? Mudar por mudar ?&lt;br /&gt;É uma ação desastrosa porque depende de todo um processo iniciado com muitas discussões, resolvidas no conjunto do corpo docente. Ou não ? É obra de um ou de dois, de visão singular da mantenedora ?&lt;br /&gt;Ocorrendo mudança na Coordenação lá vem proposta de alteração curricular, sem qualquer receio, ao contrário, sob jactâncias de vaidades ao que era e agora precisa passar a ser ( ! ? ).&lt;br /&gt;Nada contra mudanças curriculares se elas observarem a busca exitosa e evitarem alguns dentre vários incidentes, ocorrentes traumaticamente:&lt;br /&gt;a)leva-se disciplina de qualquer semestre para antes ou depois de onde estava localizada, em&lt;br /&gt;geral diminuindo ou aumentando a carga horária dela;&lt;br /&gt;b)suprime-se a disciplina mas nenhuma outra ocupa o espaço. É antes expediente econômico;&lt;br /&gt;c)desconecta-se o conteúdo de disciplina(s) deixando o currículo órfão, à deriva;&lt;br /&gt;d)a disciplina, deslocada, deixa o laboratório onde era praticada e vai para a sala de aula&lt;br /&gt;tradicional, carteira e lousa, ou ao contrário, para dar contemporaneidade na "apertação de&lt;br /&gt;botões";&lt;br /&gt;e)perpetra-se o desmanche causal pelo interesse casual;&lt;br /&gt;f)ignora-se a possibilidade da (des)continuidade de alunos trancados e/ou reprovados gerando&lt;br /&gt;imensos problemas para eles e principalmente para a secretaria. Com certeza, algumas&lt;br /&gt;disciplinas serão propostas pelo regime de adaptação(curricular), o que em geral é um engodo&lt;br /&gt;e quase sempre o incauto aluno aceita.&lt;br /&gt;g)reacomodações de alocações de aulas junto ao corpo docente;&lt;br /&gt;h)a nova disciplina contará com um "grande mestre" que desenvolveu sua dissertação sobre o&lt;br /&gt;título e permanecerá como ilha no arquipélago curricular;&lt;br /&gt;i)saem os Projetos Experimentais e entram os TCCs a despertar anseios numa pós-graduação;&lt;br /&gt;j)adiciona-se disciplina que de novo só tem o título, mais charme;&lt;br /&gt;k)evitar a todo custo as resistências docentes porque interesse contrariado é inimigo feito, de&lt;br /&gt;onde a necessidade de plenas e justificadoras razões. Num primeiro olhar, se o mercado está&lt;br /&gt;exigindo, por exemplo como o surgimento de nova mídia (a Internet), novo&lt;br /&gt;procedimento/técnica cirúrgica;&lt;br /&gt;Antes, não cabiam(eriam) em qualquer outra disciplina como agregado conteudístico ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas dentre tantas anotações ocorrentes nas transformações curriculares devem preocupar muito o Coordenador coerente, equilibrado e sem viés de estrelismos. O que goza da síndrome do spotlight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, para usar termo modernoso, é complicado mexer com currículos, sobretudo desconsiderando o entorno responsável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-9206794548973341165?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/9206794548973341165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=9206794548973341165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/9206794548973341165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/9206794548973341165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/09/curriculos-e-conteudos-programaticos.html' title='Currículos e Conteúdos Programáticos'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4362763967339831288.post-8225933687281392298</id><published>2009-09-13T10:15:00.003-03:00</published><updated>2009-09-13T19:44:37.148-03:00</updated><title type='text'>Currículo de Curso Universitário</title><content type='html'>Prof. Roney Signorini&lt;br /&gt;Consultor Educacional&lt;br /&gt;roneysignorini@ig.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito além do Currículo de Curso Universitário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tratei do mesmo assunto em artigo publicado no site do SEMESP sob o título "Currículos e Conteúdos". Está depositado em www.semesp.org.br - Publicações - Artigos e Ensaios Educacionais.&lt;br /&gt;É assunto de maior interesse intra-muros dos Cursos, do aluno até a Reitoria, do docente até a Coordenação, inclusive da Secretaria.&lt;br /&gt;Adotado um currículo padrão de curso regular, a sua oferta deve ser dominada por elementos de qualidade. Exige de todos que o colocam em ação uma severa obediência da proposta conteudística, até onde possível, consoante as diretrizes curriculares ofertadas pelo CNE.&lt;br /&gt;Não sem razão os conteúdos precisam ser (re)examinados em períodos, pois as circunstâncias sociais e profissionais cobram atualidade na dinâmica natural do conhecimento, na evolução e velocidade em que tal conhecimento transforma novos e outros saberes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTECEDENTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balizado com a carga horária proposta pelo CNE, nenhum currículo de curso pode nascer de uma só cabeça mas de uma equipe, aliás, prescrição da LDB. E, sua construção deve levar em conta muitas variáveis. Portanto, considerar todo o plexo educacional, por exemplo :&lt;br /&gt;a)relação com o valor da mensalidade;&lt;br /&gt;b)montagem disposta nos dias da semana e consoante a carga horária/relógio;&lt;br /&gt;c)com disciplinas internalizando as diretrizes curriculares sugeridas pelo CNE;&lt;br /&gt;d)estar "afinado" com o ENADE;&lt;br /&gt;e)não perder o foco das consideradas teóricas e das práticas ( em laboratórios );&lt;br /&gt;f)apresentar-se como facilitador para casos de transferências ( in ) e reprovações&lt;br /&gt;( Dependências ), além de Retenções e ainda para Trancamentos, situações em que&lt;br /&gt;prosperam e abundam as Adaptações;&lt;br /&gt;g)oferecimento de disciplinas em caráter multicursos ( fator econômico );&lt;br /&gt;h)ser desenvolvida ( ou não ) por professores pós-graduados ( fator econômico );&lt;br /&gt;i)poder ( ou não ) ser oferecida tanto presencial como a distância ( fator econômico );&lt;br /&gt;j)prestar-se a interações com avaliações internas promovidas pela CPA da IES;&lt;br /&gt;k)ser a coluna vertebral do órgão NÚCLEO de CURRÍCULOS e CONTEÚDOS;&lt;br /&gt;Particularmente quanto a referido órgão, a IES constituirá grupo tarefa exclusivo&lt;br /&gt;para pensar e discutir currículos, cargas, conteúdos com macrofoto do sistema,&lt;br /&gt;contando sempre com os Coordenadores de Cursos para atualizações, aditamentos,&lt;br /&gt;supressões, remanejamentos e deslocamentos das disciplinas, conforme exigências&lt;br /&gt;do mercado ( empregabilidades ). A dinâmica curricular, conteudística e programática&lt;br /&gt;são inexoráveis, considerando as velocidades do conhecimento e a obsolescência&lt;br /&gt;dele, quase diária.&lt;br /&gt;l)se qualquer disciplina for ofertada com uma carga de NÃO PRESENCIALIDADE,&lt;br /&gt;dedicando-se até 20% dela como virtual, aí então as atenções devem ser redobradas pois:&lt;br /&gt;Em qual momento da carga horária tal virtualidade será apresentada, quais&lt;br /&gt;itens/temas se prestarão à virtualidade, quem conduzirá tais conteúdos ( tutoria /&lt;br /&gt;monitoria, etc. ) ;&lt;br /&gt;m)a IES está propondo um reposicionamento do(s) curso(s) e portanto alterar a matriz&lt;br /&gt;curricular, por exemplo, deseja privilegiar a construção do conhecimento e não a mera&lt;br /&gt;transmissão;&lt;br /&gt;n)a IES adotou integral ou parcialmente o conceito do Estudo de Casos;&lt;br /&gt;o)afinal, qual a proposta no PPI e no PDI a se respeitar de modo que prevaleça os conceitos&lt;br /&gt;de conectividade/aderência;&lt;br /&gt;p)definitiva e decididamente, a matriz curricular eleita vai à frente ou a reboque de demandas&lt;br /&gt;sócio-profissionais ?&lt;br /&gt;q)propor conteúdos exclusivos à graduação/bacharelado sem permeá-los com conteúdos&lt;br /&gt;dos Tecnológicos.&lt;br /&gt;r)considerar com a máxima atenção que não mais existe, a partir de 2010, a hora-aula mas a&lt;br /&gt;hora-relógio, observando a carga total estabelecida pelo CNE para o curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disposição das disciplinas no currículo, cada uma com sua carga horária respectiva, será entendida como integrante de uma constelação, com brilhos próprios e na medida do possível guardando trans/inter e multidisciplinaridades.&lt;br /&gt;Alocações eventualmente desajustadas, estar em determinado semestre do curso quando deve(ria) estar em semestre anterior ou posterior, ou ainda, carregando carga horária menor do que a necessária para o desenvolvimento dos conteúdos programados, ou maior, caindo em mesmices repetitivas, exige correção com prudência.&lt;br /&gt;O conteúdo de cada uma delas deve observar rigorosamente a carga horária que lhe é reservada de modo a contemplar medidas exatas de propostas teóricas e práticas, discussões, momentos de reflexão, de avaliações continuadas, etc., nem mais nem menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOMENTO REFLEXIVO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As discussões de natureza da componência de conteúdos nas disciplinas é momento rico, que deve se repetir a cada ano incorporando o novo, suprimindo o obsoleto e o defasado. Sobretudo com respeito ao PPI e PDI onde devem estar claras a missão e objetivo que permeam planos e projetos institucionais. Fique certo que currículo já nasce com prazo de validade estabelecido. Hoje, com certeza, ele não se sustenta com mais de dois anos.&lt;br /&gt;É o exato momento, que antecede ao início de novo ano letivo quando saudavelmente os docentes, em companhia e sob a liderança do Coordenador, trocam experiências e vivências&lt;br /&gt;práticas do campo de atuação profissional a que se deseja graduar o educando.&lt;br /&gt;Vale lembrar, é momento auspicioso para mexer com a bibliografia de apoio à disciplina, enviando à biblioteca da instituição solicitação de compra, bem como os derivados instrumentais ou equipamentos.&lt;br /&gt;Afinal, o que seria a escola sem antes erigir um currículo e respectivos conteúdos ? Depois vem o corpo docente e por fim o discente. Este último com intimidade na avaliação dos ingressantes.&lt;br /&gt;É tarefa de experts alocar disciplinas para docentes, distintamente em razão de performances,&lt;br /&gt;nos semestres iniciais ( sobretudo o primeiro e segundo ) ou finais do curso. Há quem sirva para os primeiros ou para os últimos e vice-versa, aumentando/diminuindo evasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um currículo "bom e enxuto" não significa certezas absolutas porque ele é peça de reciprocidades, docente x discente.&lt;br /&gt;Sua oferta vai além dos Planos de Ensino deixados na secretaria do curso, carecendo de supervisão constante de parte do Coordenador a quem incumbe, semanalmente, passar um "visto" nos Diários de Classe, confirmando a aplicação efetiva dos conteúdos programados para a turma/sala. Mas, também, não deve ser peça experimental, ação de laboratório, porque o tempo fluirá rápido pelas semanas e meses, portanto, inadmissível que disciplinas fiquem à deriva no conjunto curricular, sobretudo se semestral.&lt;br /&gt;Socorros, se necessários, devem ser propiciados com urgência.&lt;br /&gt;O currículo de curso, por si só, é um universo de preocupações como elemento pulsante,&lt;br /&gt;que pode oferecer cenários extraordinários para auto-avaliação por intermédio da CPA,&lt;br /&gt;que buscará validação da proposta intentada.&lt;br /&gt;E não é só currículo e conteúdos que cobram preocupações mas também a forma e métodos&lt;br /&gt;didáticos, pedagógicos, instrucionais para não falar em novas tecnologias que invadem as salas de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADITIVOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implantação de um currículo de curso deve ser levada às últimas consequências no tocante ao seu fim mas também quanto aos seu meios. Ou seja, o Setor Financeiro deve interagir firme quanto aos custos estabelecendo estatísticas de Desistências, Cancelamentos e Transferências ( out ).&lt;br /&gt;Deve cenarizar quem ocupará as disciplinas ( graduados, especialistas, mestres ou doutores ) dessas alocações pois isso envolve custos de todas as ordens. Tal tarefa é tão mais fácil quando a IES segue rigorosamente o volume de ingressantes/vagas e pode ser feita com antecedência de 2 a 3 meses do início das aulas / composição das turmas.&lt;br /&gt;Uma questão preocupante é relativa à intenção da IES se pretende graduar generalistas ou especialistas. Isso tem a ver com a "cara" da instituição, sua vocação, sua participação no share.&lt;br /&gt;Cito alguns exemplos:&lt;br /&gt;1-)Um Curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, que não tiver uma unidade móvel que transite por locais para captação de áudio ( para a disciplina Rádio ) e&lt;br /&gt;de imagens para a disciplina TV, está perdendo mercado. E isso é possível com pequeno investimento, dando diferencial ao curso, à formação real de seus alunos, agregando valores,&lt;br /&gt;ganhando visibilidade social. Qual o investimento para ter tal unidade móvel ? Pequeno.&lt;br /&gt;Esse mesmo curso pode ter um "botão" no portal de forma a disponibilizar matérias frias para acesso a todos os jornais do país, até para servir de pautas de veículos.&lt;br /&gt;Pode ter outro "botão" para um banco de imagens de seus alunos, etc.&lt;br /&gt;2-)Igual raciocínio para todos os cursos sempre agregando valores como:&lt;br /&gt;a-)receitas para o curso de Gastronomia;&lt;br /&gt;b-)Tribunal de pequenas causas para o curso de Direito;&lt;br /&gt;c-)clínica/atendimento para Psicologia;&lt;br /&gt;d-)clínica/atendimento para Veterinária&lt;br /&gt;etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão de relevante importância, dada a participação cada vez maior de pós graduados&lt;br /&gt;( Mestres e Doutores ), em salas de aula, é "cercar" suas formações impedindo-os que implantem a Síndrome das Teses. Ou seja, que levem para a sala de aula, em substituição aos conteúdos programados, aqueles específicos de suas teses/dissertações.&lt;br /&gt;Mais ainda, que não levem para as salas de aula antecipações à graduação, utilizando temáticas de pós, sobretudo se há programas de Iniciação Científica na IES e que em geral querem se assemelhar à Pós. Equívoco.&lt;br /&gt;Um pós graduado deve ser contratado para dar aulas na graduação, e só, com suas competências e habilidades de um pós graduado.&lt;br /&gt;Ele não pode colocar um risco e em jogo o PPI e PDI da IES com sua formação, que lhe é própria para fim exclusivo. Pois, guardada tal premissa, seria o caso de antecipar o Ensino Médio o que é da Universidade. Ou mais, trazer para a Pós Graduação o que seria pertinente do Pós Doutorado. É maluco, impensável, lembrando Michelangelo que advertiu um sapateiro&lt;br /&gt;que ele "não deve ir além da sandália".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve análise, o Currículo e Conteúdos vai muito além do que se supõe. É trabalho, é alma,&lt;br /&gt;é espinha dorsal de proposta de cursos. Num projeto de curso tudo o mais deriva do Currículo,&lt;br /&gt;repito, corpo docente, laboratórios, biblioteca, etc. sem que, contudo, as Comissões de Avaliações raramente peçam o conjunto curricular e seus conteúdos para uma apreciação&lt;br /&gt;que demonstre consonância com os objetivos e missão da IES.&lt;br /&gt;Seria a introjeção do espírito de corpo ou a do espírito de porco ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4362763967339831288-8225933687281392298?l=roneysignorini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roneysignorini.blogspot.com/feeds/8225933687281392298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4362763967339831288&amp;postID=8225933687281392298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/8225933687281392298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4362763967339831288/posts/default/8225933687281392298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roneysignorini.blogspot.com/2009/09/curriculo-de-curso-universitario.html' title='Currículo de Curso Universitário'/><author><name>Roney Signorini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10187099452274962383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yGGhbPkIyB4/Sq_eGNydgNI/AAAAAAAAAAM/lVfTCC3E-_c/S220/Foto+Skype.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
